47.º Batalhão de Infantaria

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47.º Batalhão de Infantaria
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Estado  Mato Grosso do Sul
Subordinação 18.ª Brigada de Infantaria de Fronteira
Sigla 47.º B I
Criação 1975
Comando
Comandante Tenente Coronel Wanderlino Moreno Júnior
Sede
Endereço BR 163 - Km 729

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[1] O 47.º Batalhão de Infantaria (47.º B I), "Batalhão Sertanista Domingos Gomes Beliago", é uma unidade do Exército Brasileiro, localizado no município de Coxim, no estado de Mato Grosso do Sul, subordinado à 18.ª Brigada de Infantaria de Fronteria, "Brigada Ricardo Franco". Constitui-se a Força de Ação Rápida do Comando Militar do Oeste.

Histórico[editar]

O 47.º Batalhão de Infantaria (47.º BI), “Batalhão Sertanista Domingos Gomes Beliago”, foi criado por Decreto Presidencial, em 7 de novembro de 1975, sendo efetivamente implantado na cidade de Coxim/MS em 1.º de janeiro de 1976. Seu núcleo formador foi a 3.ª Companhia de Fuzileiros do 42.º Batalhão de Infantaria Motorizado, então sediado em Goiânia-GO, o qual era originado, por transformação, do 10.º Batalhão de Caçadores.

O 47.º BI, inicialmente, estruturou-se como uma organização militar do Tipo I, por possuir apenas a 1.ª Companhia de Infantaria. Em 1995 foi criada a 2.ª Companhia de Fuzileiros e em 2003 a 3.ª Companhia de Fuzileiros, possibilitando maior poder de combate a Organização Militar.

Originariamente, foi subordinado à 2.ª Brigada Mista (atual 18.ª Brigada de Infantaria de Fronteira), sediada em Corumbá-MS e à 9.ª Região Militar, sediada em Campo Grande/MS. Passou à subordinação da 13.ª Brigada de Infantaria Motorizada nos períodos de abril de 1986 a janeiro de 1993, de dezembro de 1994 a maio de 2011. Atualmente, é subordinado à 18.ª Brigada de Infantaria de Fronteira, “Brigada Ricardo Franco”.

Em 24 de julho de 2000, o 47.º BI foi designado Força de Ação Rápida do Comando Militar do Oeste (FAR/CMO), passando a fazer parte do seleto grupo de unidades do Exército Brasileiro para as quais é atribuída a mais alta prioridade, em face da necessidade de estarem prontas para o emprego em qualquer parte de sua área de responsabilidade dos Comandos Militares de Área a que pertencem.

O 47.º Batalhão de Infantaria participou da Missão da Nações Unidas para Estabilização no Haiti (MINUSTAH) por três oportunidades: em 2006, com 205 militares, compondo o 6.º Contingente; em 2010 com 180 militares, compondo o 13.º contingente; e em 2013, com uma companhia de fuzileiros, compondo o 18.º contingente.

Denominação Histórica[editar]

Sertanista Domingos Gomes Beliago

O Sertanista Domingos Gomes Beliago remonta à fundação da cidade de Coxim, criada primordialmente para dar apoio à Monções oriundas de São Paulo com destino a Cuiabá, no século XVIII. Essas expedições fluviais tiveram grande importância no povoamento da região oeste do Brasil e, por conseguinte, na fixação da fronteira oeste brasileira.

Conforme a obra “Um Governo de Engonços: Metrópole e Sertanistas na Expansão dos Domínios Portugueses aos Sertões do Cuiabá (1721-1728)”, em 1722, passa pela região, onde hoje é a cidade de Coxim, o então Governador da Capitania de São Paulo Dom Rodrigo César de Menezes, que assinou a concessão de três sesmarias nos sertões do Taquari em 1727: uma em 4 de março, a favor de João de Araújo Cabral, a segunda sesmaria no Rio Taquari em 4 de abril, a favor do Sargento-Mor Manoel Lopes do Prado e uma terceira ainda no Rio Taquari, em 31 de dezembro, a favor de Domingos Gomes Beliago. Este último, unindo-se a Antônio de Sousa Bastos, Manoel Caetano e os Padres Antônio de Morais e José Frias, em 1729, fundaram o Arraial do Beliago, à margem esquerda do Rio Taquari, cuja finalidade era o de socorrer as monções que iam de São Paulo até Cuiabá.

O local onde DOMINGOS GOMES BELIAGO fundou o Arraial do Beliago marcava a última corredeira das 113 (cento e treze) existente entre Araritaguaba (atualmente Porto Feliz) e Cuiabá. A partir de Beliago o trajeto fluvial não possuía maiores intempéries, entretanto o confronto com os índios Guaicurus, chamados cavaleiros e os índios Paiaguás, hábeis canoeiros, passava a ser iminente. Desta forma, Arraial do Beliago era importante ponto de apoio às Monções.

Conforme João Ferreira Neto, no livro “Raízes de Coxim”, (2004), em 1758, Arraial do Beliago foi atacado e incendiado pelos índios Guaicurus, sendo grande parte dos seus habitantes mortos, além de terem seus ranchos incendiados. O sertanista Domingos Gomes Beliago foi uma dessas vítimas. Tanto que ainda não se tem conhecimento de seus descendentes.

As Monções e sua ligação com a fixação de fronteiras.

As chamadas Monções foram expedições fluviais que, entre a segunda década do século XVIII e a primeira metade do século XIX, mantiveram as comunicações entre a capitania de São Paulo e a capitania de Mato Grosso, no Brasil.

Em sua origem, o termo se refere ao regime proposto em 1059, que define o período propício à navegação. No Brasil daquela época, porém, tratava-se do ano favorável às viagens fluviais, considerando-se o regime dos rios - cheias ou vazantes.

Conforme Messias Soares Cavalcante, no livro “A verdadeira História da Cachaça” (2011), o termo "monções" aplicado às expedições fluviais no Brasil foi adotado porque o período favorável às jornadas paulistas coincidia com as viagens de Portugal para o Oriente, nos meses de março e abril, época em que um regime de ventos provocava fortes chuvas no Oceano Índico, rota dos portugueses.

Conforme a obra “Um Governo de Engonços: Metrópole e Sertanistas na Expansão dos Domínios Portugueses aos Sertões do Cuiabá (1721-1728)”, as Monções tiveram um importante papel na colonização da Região Centro-Oeste do Brasil, após o declínio das bandeiras. Iniciaram-se em 1718, quando o bandeirante Pascoal Moreira Cabral descobriu ouro nas proximidades do sítio onde hoje se encontra a cidade de Cuiabá. Em pouco tempo, outros sertanistas foram atraídos pela notícia, sobretudo da capitania de São Paulo. Como resultado, uma verdadeira corrida do ouro acabou por converter a região em um vasto campo de mineração. Posteriormente, essas expedições tornaram-se regulares e o seu objetivo passou a ser também comercial e militar, visando ao abastecimento e defesa dos mineradores de Cuiabá, Vila Bela e demais povoações surgidas em decorrência da mineração.

De todo modo, a viagem entre as capitanias de São Paulo e Mato Grosso era penosa e requeria, no mínimo, cinco meses. A partir de Araritaguaba (atual Porto Feliz), no rio Tietê, chegava-se ao rio Paraná, depois ao rio Pardo, aos afluentes do rio Paraguai, ao rio São Lourenço e, finalmente, ao rio Cuiabá. Nos trechos encachoeirados, todos desembarcavam, arrastando as numerosas canoas ou puxando-as com cordas. Assim, foi introduzido o gado bovino em Mato Grosso. Da mesma forma, abriram-se as comunicações regulares entre Mato Grosso e o Estado do Grão-Pará e Maranhão.

Adriano Knippelberg de Moraes e Luciene Aparecida Castravechi, na dissertação de mestrado intitulada “Aspectos Econômicos da Fronteira Oeste Do Brasil”, cujo objetivo era fazer uma análise bibliográfica referente à economia mercantilista do século XVIII e a incursão de bandeiras e monções nos “sertões” brasileiro, com a intenção de consolidar o território conquistado; destacam o seguinte:

“As monções organizadas pela Companhia de Comércio do Grão Pará e Maranhão partiam de Belém com destino a Vila Bela da Santíssima Trindade, passando pelos rios Madeira/ Guaporé. Havia também as monções terrestres que percorriam os caminhos monçoeiros do Tiête, no sentido São Paulo / Cuiabá. Porém, “as monções que chegavam por terra apenas complementavam o trabalho das monções fluviais. As monções terrestres levavam a vantagem de conduzir bois e cavalos” (LENHARO, 1982, p. 20).

Outra vantagem que as monções terrestres possuíam, era o fato poderem vender como mercadoria os animais usados no transporte, já que quase nada havia para levar na viagem de volta.

Contudo, deve-se levar em consideração que os custos das monções terrestres eram maiores se comparados com as fluviais. As mulas e os bois não conseguiam carregar armas de fogo de grande porte, como os canhões. Outro ponto que fazia com que as incursões via terrestre não prosperasse, eram os ataques indígenas que ocorriam ao longo do trajeto de São Paulo até Cuiabá.

Durante todo o século XVIII a economia de toda a região oeste do continente era pautada no extrativismo de metais preciosos. Não é possível ignorar outras atividades econômicas existentes, como: a criação de gado, algodão de fibra longa, carne, couros, crina de cavalo, entre outras mercadorias com menor relevância.

Volpato assevera que “para o seu desenvolvimento (mineração) foram importados instrumentos de trabalhos e mão-de-obra. Em 1727, existiam em Cuiabá dois mil, seiscentos e sete escravos, trabalhando principalmente na mineração” (COELHO apud VOLPATO, 1987, p. 80). O baixo nível tecnológico que a mineração dispunha naquele período exigia com que a mão de obra escrava fosse emprega na árdua tarefa de extrair as pedras preciosas.

Porém, a coroa lusa tinha a consciência de que essa ocupação por meio das minas auríferas não propiciaria a fixação permanentemente da população nas regiões mais distantes do interior do continente. Devido a isso, ela “teria insistido no incremento da agricultura e da atividade criatória para permitir o guarnecimento da fronteira em condição permanente” (LAPA apud VOLPATO, 1987, p. 32).” (MORAES & CASTRAVECHI, 2013)

Considerações finais

Domingos Gomes Beliago, após ter recebido a referida sesmaria do Governador da Capitania de São Paulo, estabeleceu povoado às margens do Rio Taquari, dando origem à cidade de Coxim, que tinha o objetivo de prestar apoio à Monções que tinham como destino Cuiabá.

Este povoado, em homenagem a seu fundador, recebeu o nome de Arraial do Beliago e se desenvolveu na região desde o século XVIII até os dias atuais, dando origem à cidade de Coxim, sede do 47.º Batalhão de Infantaria.

Neste ínterim, as monções contribuíram sobremaneira para a colonização da região oeste do Brasil, e de igual forma, para fixação da fronteira oeste, na medida em que percorriam o território ainda pouco povoado, dominado pela população indígena e por espanhóis, criando vilarejos e fomentando o desenvolvimento da região, reforçando a ideia de território brasileiro.

Uma vez que Arraial do Beliago (hoje Coxim) foi fundado por Domingos Gomes Beliago para prestar apoio às Monções, e estas contribuíram para fixação da fronteira oeste, conclui-se que Domingos Gomes Beliago foi uma sertanista que contribuiu para manutenção do território brasileiro e fixação da fronteira oeste.

Nesse sentido, o Exército Brasileiro homenageia o Sertanista Domingos Gomes Beliago ao inserir seu nome como denominação histórica do 47.º Batalhão de Infantaria.

Antigos Comandantes[editar]

12  Abr 1976 á 05 Fev 1979 Ten Cel Flávio Américo dos Reis
05 Fev 1979 á 10 Fev 1981 Maj Benedito Moreira
15 Dez 1981 á 16 Jan 1987 Ten Cel  António Bittencourt
16 Jan 1987 á 19 Jan 1990 Maj Sebastião Dilélio Maracci
19 Jan 1990 á 18 Dez 1992 Maj João Bosco D. Maracci
18 Dez 1992 á 12 Jan 1995 Cel Osvaldo Carolino Fernandes
12 Jan 1995 á 29 Jan 1997 Cel Marcos Tadeu De Paula Corrêa
29 Jan 1997 á 14 Jan 1999 Cel Olavo Gomes De Oliveira
14 Jan 1999 á 22 Jan 2001 Cel Osvaldo Monteiro Da Silva
22 Jan 2001 á 14 Jan 2003 Ten Cel Francisco Carlos S. De Carvalho
14 Jan 2003 á 19 Jan 2005 Ten Cel Mario Luiz Jathahy Fonseca
19 Jan 2005 á 17 Jan 2007 Cel Paulo Dilson Silva
17 Jan 2007 á 20 Jan 2009 Cel José Augusto Massad Gomes Da Silva
20 Jan 2009 á 21 Jan 2011 Ten Cel Miguel Luiz Kothe  Jannuzzi
21 Jan 2011 á 25 Jan 2013 Cel Sebastião Lopes De Vasconcelos Filho
25 Jan 2013 á 23 Jan 2015 Ten Cel Marco António Guimarães Inecco
23 Jan 2015 a 19 Jan 2017 Ten Cel Alexandre Cavalcanti Guimarães
19 Jan 2017 a 11 Jan 2019 Cel Everton Lauriano Pedro
12 Jan 2019 a 11 Jan 2021 Cel José Giron Sobrinho Neto

Ligações externas[editar]

Referências

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