Adauto Anderson Carneiro

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Adauto Anderson Carneiro (Campo Grande, 26 de outubro de 1959 – Feira de Santana, 3 de abril de 2022) foi um renomado Historiador/Antropólogo que atuava no combate às irregularidades nas demarcações de terras tradicionalmente ocupadas por índios e quilombolas.[1]

Adauto Anderson Carneiro
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Adauto Anderson Carneiro
Nome completo Adauto Anderson Carneiro
Nascimento 26 de outubro de 1959
Campo Grande, MS
Morte 03 de abril de 2022
Feira de Santana, BA
Residência Cuiabá, MT
Nacionalidade
Alma mater
Ocupação
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Biografia[editar]

Adauto Anderson Carneiro tinha interesse pela história desde sua adolescência, desde jovem já trabalhava com seu pai Adauto Juarez Carneiro em atividades relacionadas à agrimensura. Se formou em história pela Universidade Federal de Mato Grosso em 1989, porém inicialmente deu continuidade na atividade profissional repassada por seu pai.

Somente em meados dos anos 2000, Adauto Anderson Carneiro deixou outras atividades profissionais para trás e passou a trabalhar com o que gosta, com sua paixão: história.

Se especializou em questões indígenas e quilombolas com a seguinte formação acadêmica:

  • Pós-Graduação em Antropologia pela USC - Bauru, SP;
  • Pós-Graduação em Direitos Difusos e Coletivos pela FEMPF - Cuiabá, MT;
  • Pós Graduação em Direito Constitucional pela FEMPF - Cuiabá, MT;
  • Pós Graduação em Etnologia Indígena da América Latina pela UCG Goiânia, GO;
  • Bacharel em História pela Universidade Federal de Mato Grosso.

Carreira Profissional[editar]

Adauto Anderson Carneiro atuou como historiador/antropólogo independente, perito e assistente técnico em demarcações de terras indígenas e quilombolas.

Foi consultor em licenciamentos ambientais em obras de infraestrutura e coordenador de levantamentos socioeconômicos.

Exerceu as seguintes funções:

  • Análise técnica de processos de identificação de terras indígenas e quilombolas;
  • Produção de pareceres em questões indígenas e quilombolas;
  • Análise de estudos de desenvolvimento sócio econômico de comunidades indígenas e quilombolas;
  • Perícias Etno-históricas e antropológicas em demarcação de terras indígenas e quilombolas;
  • Participação em perícias judiciais como assistente técnico em conflitos entre indígenas e não índios, bem como em questões recentes relativas à implementação do Art. 68 da ADCT-CF/88 (Remanescentes de Quilombos)

O antropólogo Adauto Anderson Carneiro combateu fraudes e irregularidades constantes em mais de 40 casos de processos de identificação/ampliação de terras indígenas e quilombolas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Paraíba, Pará, Bahia, Minas Gerais, Rondônia e Rio de Janeiro, alguns deles listados abaixo:

  1. Contestação da ampliação da terra indígena Yvy Katu- Porto Lindo (Parecer  Antropológico e contra laudo pericial. STF decidiu pela não ocupação)
  2. Contestação da ampliação da Terra indígena Sombrerito (Parecer  Antropológico e contra laudo pericial. Liminar suspendendo o processo)
  3. Contestação da ampliação da terra indígena Guyraroka (Parecer  Antropológico e contra laudo pericial. STF decidiu pela não ocupação)
  4. Contestação da Criação da terra quilombola Picadinha em Dourados  (Parecer Antropológico e contra laudo pericial. Liminar suspendendo o  processo)
  5. Contestação da criação da Terra Indígena Amambaipegua I (Parecer  Antropológico. Liminar suspendendo o processo)
  6. Parecer conclusivo sobre a ocupação indígena e não indígena na questão da  ampliação da Terra Indígena Taunay/Ipegue. (administrativo)
  7. Parecer conclusivo sobre a não ocupação tradicional indígena na área de  pretensão de criação da Terra Indígena Ypoi/Triunfo (liminar suspendendo  o processo.
  8. Contestação da ampliação da Terra indígena Taquara (Parecer  Antropológico e contra laudo pericial. Liminar suspendendo o processo)
  9. Contestação da ampliação da terra indígena Irantxe/Manoki (Parecer  Antropológico e contra laudo pericial. Liminar suspendendo o processo)
  10. Contestação da ampliação da terra indígena Munku do escondido (Parecer  Antropológico e contra laudo pericial. Liminar suspendendo o processo)
  11. Contestação da ampliação da terra indígena Enawene Nawene do Rio Preto  (Parecer Antropológico e contra laudo pericial. Decisão final anulando a  portaria de identificação e todo processo)
  12. Contestação da ampliação da terra indígena Pequizal do Naruvotu (Parecer  Antropológico e contra laudo pericial. Liminar suspendendo o processo)
  13. Contestação da ampliação da terra indígena Uirapuru - Paresi (Parecer Antropológico e contra laudo pericial. Liminar suspendendo o processo e  terminada a perícia sobre a ocupação tradicional)
  14. Contestação da ampliação da terra indígena Paukalirajaussu (Parecer  Antropológico e contra laudo pericial. Ainda em Fase de Perícia)
  15. Contestação da criação da terra indígena Guató do Aterradinho (Parecer  Antropológico e contra laudo pericial. Ainda em Fase de Perícia)
  16. Contestação da ampliação da terra indígena Jarudore/Boróro (Parecer  Antropológico e contra laudo pericial. Liminar suspendendo o processo)
  17. Contestação da ampliação da terra indígena Wawi/kinsedjê (Parecer  Antropológico e contra laudo pericial. Liminar suspendendo o processo)
  18. Contestação da criação da terra indígena Rio Pardo (Parecer Antropológico  e contra laudo pericial. Ainda em Fase de Perícia)
  19. Contestação da criação da terra indígena Batelão (Parecer Antropológico e  contra laudo pericial. Liminar suspendendo o processo)
  20. Contestação a criação da terra indígena Kayabi/Mundurucu. (Parecer  Antropológico e Laudo Pericial. Liminar suspendendo o processo)
  21. Parecer antropológico conclusivo da não ocupação tradicional dos  quilombolas de Mata-Cavalo (reintegração de posse aos proprietários dos  imóveis invadidos)
  22. Contestação a criação da terra indígena Xetá. (Parecer Antropológico e  Laudo Pericial. Decisão final não reconhecendo a ocupação tradicional  indígena e anulando o processo)
  23. Contestação a ampliação da terra indígena Laranjinha. (Parecer  Antropológico e Laudo Pericial. Liminar suspendendo o processo)
  24. Parecer antropológico conclusivo da não ocupação tradicional dos  quilombolas de Paiol de Telha (reintegração de posse aos proprietários dos  imóveis invadidos)
  25. Contestação a ampliação da terra indígena Montmor (Parecer Antropológico  e Laudo Pericial. Liminar suspendendo o processo)
  26. Contestação a ampliação da terra indígena Jacaré de São Domingos (Parecer  Antropológico e Laudo Pericial. Liminar suspendendo o processo)
  27. Contestação a criação da terra indígena Maró. (Parecer Antropológico e  Laudo Pericial. Decisão Judicial não reconhecendo a indianidade dos que se auto denominavam índios)
  28. Parecer contestando a criação nas terras da Marinha, na base naval de Aratu  – Salvador (BA) contra as pretensões do Incra na criação de um Quilombo  daquelas terras da União e patrimônio da Marinha. (Parecer Antropológico e  Laudo Pericial. Liminar suspendendo o processo)
  29. Contestação a criação da terra indígena Tupinambá de Olivença. (O  Ministro da Justiça, determinou o retorno do processo para a FUNAI para esclarecer as questões de etnicidade e ocupação tradicional dos que se auto  denominam Tupinambá de Olivença.)
  30. Contestação da ampliação da terra indígena Caxixó (Parecer Antropológico  e contra laudo pericial. Liminar suspendendo o processo e aguardando  perícia)
  31. Parecer antropológico conclusivo da não ocupação tradicional dos  quilombolas da Fazenda Tabua em Manga (processo ainda sem decisão)
  32. Parecer antropológico conclusivo da não ocupação tradicional dos quilombolas de Caraíbas em Pedras Maria da Cruz (processo ainda sem  decisão)
  33. Contestação a criação da terra indígena Puruborá. (Parecer Antropológico e  Laudo Pericial. Liminar suspendendo o processo)
  34. Contestação a criação da terra indígena Migueleno. (Parecer Antropológico  e Laudo Pericial. Liminar suspendendo o processo)
  35. Parecer antropológico conclusivo da não ocupação tradicional dos quilombolas de Santa Justina e Santa Izabel em Mangaratiba, RJ (processo ainda sem  decisão)
  36. Parecer antropológico conclusivo da não ocupação tradicional dos quilombolas de Itambé em Chapada dos Guimarães, MT (processo ainda sem  decisão)

Família[editar]

Adauto Anderson Carneiro era filho de Adauto Juarez Carneiro e Enir Anderson Carneiro.

Casou-se em 1985 com Célia Lidia Anderson Carneiro, sua esposa e companheira com a qual teve dois filhos, Renata Muriella Coutinho Carneiro e Adauto Juarez Carneiro Neto.

Motociclismo[editar]

Adauto Anderson Carneiro foi amante do motociclismo, apaixonado pelo estilo de vida Harley-Davidson, fundador do HOG Cuiabá, membro ativo do Moto Clube Bodes do Asfalto. Rodou o Brasil com sua Harley Davidson e sua esposa sempre na garupa, participou dos principais e maiores eventos nacionais do motociclismo.

Referências

  1. «Antropólogo rebate modelo de terra defendida por ONGs». www.progresso.com.br. Consultado em 9 de abril de 2022 


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