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Aginter Press

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki

A Aginter Press, também conhecida como Central Ordem e Tradição, foi uma pseudo agência de notícias estabelecida em Lisboa em Setembro de 1966, durante o regime do Estado Novo em Portugal.

A Agência era dirigida pelo antigo capitão do Exército Francês, Yves Guérin-Sérac, que tinha tomado parte na fundação da OAS, um grupo militante clandestino que defendia uma "Argélia francesa" durante a guerra da Argélia entre 1954 e 1962, acusado de levar a cabo diversos atentados terroristas. A Aginter Press era na realidade uma organização de mercenários anti-comunista, com subsidiárias por todo o mundo. Treinava os seus membros em técnicas de operações clandestinas, incluindo ataques a bomba, eliminação de personalidades, guerra psicológica, comunicação e infiltração clandestinas e contra-insurreição.

A Estratégia de Tensão em Itália[editar]

A Aginter Press tomou parte na estratégia de tensão na Itália, uma campanha de pseudo-operações, incluindo ataques a bomba e uma tentativa de golpe de estado organizada pelos neofascistas italianos, com o apoio de ramos da Maçonaria e de redes clandestinas da NATO.

Outras actividades da Aginter Press[editar]

A Agência trabalhou para vários regimes autoritários de direita em todo o mundo, incluindo os de Portugal, Espanha e Grécia. Os seus agentes trabalhavam disfarçados de jornalistas ou repórteres fotográficos, permitindo-lhes viajar e investigar.

Uma actividade importante da Aginter Press foi o seu envolvimento na luta contra os movimentos independentistas das colónias portuguesas.

25 de Abril de 1974: o fim[editar]

Na sequência do golpe de 25 de Abril de 1974 os membros da Aginter Press fugiram de Lisboa para Espanha e depois para a América do Sul, pondo assim termo ao funcionamento da agência. Quando os juízes D'Ambrosio e Alessandrini organizaram uma carta rogatória em Lisboa, na sede da Aginter havia "uma vasta documentação, uma cave inteira. Quem a tinha visto disse que era um arquivo que correspondia, quantitativamente, ao de um serviço secreto médio em um país civilizado"[1].

Referências

  1. Commissione stragi, XII legislatura, Seduta n. 35 del 15 novembre 1995, pp. 96-97, in Archivio storico del Senato della Repubblica (ASSR), Terrorismo e stragi (X-XIII leg.), 1.35.

Ver também[editar]



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