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Alarico Correa Leite

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki


Alarico Corrêa Leite (Pindamonhangaba, 25 de abril de 1909 — Pindamonhangaba, 4 de fevereiro de 1999) foi artista autodidata, trabalhando como artesão, escultor popular, considerado um importante artista popular na cidade de Pindamonhangaba [1], interior do estado de São Paulo, localizada no Vale do Paraíba.

Biografia[editar]

Foto arquivo da família.
Artista Alarico Corrêa Leite e sua esposa Maria

Alarico Corrêa Leite nasceu na cidade de Pindamonhangaba, São Paulo. Foi o quinto filho do segundo casamento de seu pai Manoel Corrêa Leite, lavrador da terra - plantava arroz, fabricava aguardente, farinha de mandioca e cana de açúcar. Sua mãe, Antônia Rita de Conceição, que conheceu seu pai aos doze anos.  Desta união nasceram dez filhos, sendo Alarico o quinto. [2]

Alarico ainda criança começou a demonstrar seu interesse pela representação artística por meio do desenho. Com materiais que encontrava em seu cotidiano - papéis de embrulho e pedaços de papelão - e a partir de sua vivência rural desenhava árvores, folhagens, pássaros e o milho cultivado nas plantações que o circundava. Também em sua meninice a necessidade de subsistência de sua família de origem pobre e numerosa levou Alarico e seus irmãos ao trabalho com a terra como atividade econômica. Juntos eles cuidavam do plantio de mandioca e cana de açúcar e produção de farinha de mandioca e rapadura, atividades aprendidas com seu pai. Em sua vida escolar frequentou até o que hoje chamamos de 4o ano do ensino fundamental [2]. Nas viagens que fazia com seu irmão Octacílio para comercialização em Taubaté dos produtos agrícolas produzidos, Alarico observava as paisagens e ao retornar a sua casa expressava suas memórias em desenho. Gostava também de desenhar a partir das revistas que ganhava, vindas de cidades próximas, que comunicavam os fatos da época e ilustravam em fotos as cenas, pessoas e novos hábitos da sociedade, num período assolado por grandes mudanças de costumes e também temores relativos a 1a Guerra Mundial. [2]

Na mocidade o jovem Alarico incursionou por um período na pintura a óleo, como exercício criativo e expressivo. Isso lhe conferiu aprimorar a observação, buscando sua maneira de representar as figuras. Suas pinturas da época foram doadas. Aos dezoito anos mudou para São Paulo, na intenção de ter melhores oportunidades de trabalho. Trabalhou por um período como gari na cidade e devido a amizade que estabeleceu com o guarda do antigo Liceu de Artes e Ofícios pode algumas vezes visitar a instituição e observar aulas que aconteciam.. Continuava a desenhar de maneira autodidata, aproveitando parte dos resíduos que encontrava na grande capital. Alarico retorna a Pindamonhangaba e depois um período, já com 27 anos, casa-se com Maria Rodrigues e desta união tiveram seis filhos: Benedito, Hildo, Alarico Filho, Izaura, Adelson e Nilza. Na década de 50, por volta de seus 40 anos de idade, tornou-se funcionário da EFCJ - Estrada de Ferro Campos do Jordão, emprego importante para a manutenção da família. Lá trabalhou até sua aposentadoria.

A atuação artística de Alarico Corrêa Leite, reconhecida pelos cidadãos de Pindamonhangaba, inspirou muitas pessoas na área artística, especialmente seus familiares. Filhos, filhas, netos e netas se envolveram com Arte, Comunicação, Educação e Cultura Popular. Seu neto Marcelo Denny, filho de Alarico Corrêa Leite Filho, foi o de maior destaque na área artística. [3] [4]


Obras[editar]

Foto arquivo da família.
Boneco gigante Jânio Quadros de Alarico Corrêa Leite - recorte de jornal A Gazeta
Foto arquivo da família.
Escultura gigante em papel maché de Alarico Corrêa Leite

Alarico Corrêa Leite despontou em sua prática artística profissional com os bonecos de carnaval. Ao fazer o seu primeiro Zé Pereira, boneco feito de bambu e papietagem (técnica também chamada de papelagem), contribuiu para o carnaval da Associação Atlética Ferroviária - Clube de Pindamonhangaba. Seguiu-se a essa criação tantos outros bonecos gigantes - personagens da cultura popular e folclórica: Cacareco, Boi Jacá, rinoceronte, tatuzinho e até personagens políticos, como Jânio Quadros. No labor continuado de sua arte aprimorou a técnica de confecção e envolveu a família no ofício da artesania ao longo de toda vida .

Também investiu e desenvolveu sua capacidade de escultor, trabalhando com modelagem em barro, resgatando suas experiências da infância e juventude. Com as habilidades desenvolvidas entre o fazer manual e a observação da natureza e da produção artística realizada em São Paulo, Alarico produziu bustos de personalidades que lhe foram encomendados, tais como Pelé, Dr. Christiaan Barnard (cirurgião que realizou o primeiro transplante de coração em 1967), Emerson Fittipaldi, Ronnie Von, entre outros. Também fez pinturas em tela para encomendas particulares.



Sua capacidade no trabalho de imagens esculturais o consagrou como um artista ligado ao carnaval de Pindamonhangaba e de Guaratinguetá, produzindo bonecos, carros alegóricos e variados adereços para escolas de samba locais, contribuindo para o desenvolvimento artístico da grande festa popular do carnaval.[5]



Foto arquivo da família.
Artista Alarico Corrêa Leite e sua obra "Quindim - o rinoceronte"
Foto arquivo da família.
Artista Alarico Corrêa Leite trabalhando em sua obra "Elefantinho".

A própria EFCJ - Estrada de Ferro Campos do Jordão, empresa na qual Alarico trabalhava, o contratou para realizar uma obra para o parque Reino das Águas Claras [6], com personagens emblemáticos da obra de Monteiro Lobato em seu Sítio do Pica Pau Amarelo. O conjunto de esculturas foi confeccionado para o balneário pertencente à empresa na época, uma empreitada realizada junto a José Santeiro e com José Pyles. Alarico ficou incumbido de fazer cinco esculturas, dentre elas a obra Quindim, o rinoceronte, tendo em seu lombo os personagens Narizinho, Visconde de Sabugosa, Pedrinho e Emília. Também realizou a obra “Elefantinho'', chafariz do teleférico de Campos do Jordão.

Foto arquivo da família.
Esculturas gigantes em papel maché de Alarico Corrêa Leite - Programa Cidade Contra Cidade


Seus grandes bonecos de personalidades conhecidas pela sociedade puderam ser apresentados em rede nacional pelo programa televisivoCidade contra Cidade”, do apresentador e empresário Silvio Santos, no ano de 1977.




Falecimento[7] de Alarico Corrêa Leite - Jornal Tribuna do Norte - 12 a 19 de fevereiro de 1999

Referências[editar]

  1. «Cultura Carnavalesca perde muito com a partida de Alarico». Jornal Tribuna do Norte. Jornal Tribuna do Norte 
  2. 2,0 2,1 2,2 Monografia do curso de pós graduação de Arte Educação da FAMUSC - Faculdade Música Santa Cecília, "A arte e a vida de Alarico Corrêa Leite", de Viviane Camargo Manso Leite, ano de 1997.
  3. «Artista teatral e professor Marcelo Denny morre em São Paulo». Diário Imparcial 
  4. «Pindamonhangaba perde artista Marcelo Denny da Cia Teatral Cade Otelo». Vale News 
  5. «FESTIVAL DE MARCHINHAS É O ABRE ALAS DO CARNAVAL EM PINDA». "Dysso e Dakylo", blog do jornalista e radialista Marcos Ivan de Carvalho. 27 de janeiro de 2012. Consultado em 17 de março de 2021 
  6. «Pindamonhangaba». Migalhas, site de notícias jurídicas. Consultado em 17 de março de 2021 
  7. «"Cultura carnavalesca local perde muito com a partida de Alarico"». 12 de fevereiro de 1999 


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