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Alberto Soares de Sampaio

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Alberto Soares de Sampaio (Petrópolis, Rio de Janeiro,1902- Rio de Janeiro, 1977), empresário com importante atuação na instalação da indústria de petróleo  no Brasil.

Família e formação[editar]

Seus pais eram o advogado Alberto de Sampaio e Cecília Soares Sampaio, filha do renomado engenheiro João Teixeira Soares, responsável por importantes obras, como as ferrovias Curitiba-Paranaguá e Vitória-Minas.

Alberto Soares Sampaio formou-se pelo Colégio Luso-Brasileiro de Petrópolis e fez o bacharelado em Ciências Econômicas, pela Escola Superior de Ciências Econômicas do Rio de Janeiro. Em 1921, casou-se com Francisca Lopez de Almeida e, no ano seguinte, nasceu sua única filha, Maria Cecília Soares de Sampaio Geyer. Em 1946, ela contraiu matrimônio com Paulo Fontainha Geyer e dessa união nasceram os cinco netos de Alberto: Vera, Joanita, Cecília, Alberto e Maria.

Vida empresarial[editar]

Alberto Soares de Sampaio identificava-se com as atividades empreendedoras do engenheiro Teixeira Soares e na década de 1920 começou a trabalhar com ele na empresa Soares& Cia., responsável por obras, como a primeira fase da remoção do Morro do Castelo, na área central do Rio de Janeiro, em contrato assinado em maio de 1921. O registro dessa obra foi feito pelo pai de Alberto, que também era fotógrafo amador e deixou um importante acervo sobre a família e paisagens das cidades de Petrópolis e Rio de Janeiro.

Em 1925 há registro de contrato celebrado entre o governo federal e a empresa Soares de Sampaio & Cia., em que seu sócio Alberto Soares de Sampaio assinou, na qualidade de representante da empresa franco-belga, SA de Travaux Dyle & Bacalan, para o fornecimento de material rodante destinado para diversas estradas de ferro da União, como a Central do Brasil, Noroeste do Brasil e Central do Rio Grande do Norte. Em 1928, foi definido o contrato para obras na adutora de Rio Claro, entre o governo do Estado de São Paulo e a Companhia Geral de Construções S.A., onde Alberto Soares de Sampaio era diretor. A publicação do acordo no Diário Oficial, informava que o contrato firmado em junho de 1926 com outras empresas, entre elas a Soares de Sampaio & Cia., havia sido rescindido.

Em 1929, os Estados Unidos enfrentaram uma grave economia e seus reflexos foram sentidos no Brasil, o que causou grandes prejuízos à Companhia Paulista de Material Ferroviário, constituída três anos antes por Alberto Soares Sampaio e seus irmãos. Tal situação os obrigou a utilizar o patrimônio obtido até então, para honrar os compromissos financeiros e o nome do próprio avô, Teixeira Soares, falecido em 1927, em viagem a Paris.

Na década de 1930, Alberto Soares de Sampaio era diretor presidente da S. A. Força e Luz Vera Cruz e diretor gerente da Sociedade Anônima Mercantil e Imobiliária, participações que se mantiveram na década seguinte. Nos anos quarenta seu nome constava como acionista do Banco Lino Pimentel Ltda., da Cia. Sul Mineira de Eletricidade, da Eletromar Indústria Elétrica Brasileira S.A., da S.A. Santa Isabel, no Rio de Janeiro e da Indústria Martins Ferreira S/A, importante indústria de produtos de ferro, em São Paulo.

Nessa época, o mundo passava pela Segunda Guerra Mundial, o que obrigou a Inglaterra a reduzir suas imensas despesas, com a venda de empresas, entre elas a S.A. Marvin, uma das primeiras metalúrgicas de cobre do Brasil. Os irmãos Soares Sampaio assumiram a empresa, que estabeleceu a primeira laminação de metais não-ferrosos do país. A eficiência dos estojos de artilharia, fabricados pela empresa, valeu a Alberto Soares de Sampaio, que presidia a empresa, a condecoração de Cavaleiro da Ordem do Mérito Militar.

Os problemas da Inglaterra levaram os capitalistas ingleses a se desfazerem também da Companhia de Terras Norte do Paraná.  Em 1943, o Governo Getúlio Vargas autorizou a negociação e a totalidade das ações da empresa foi adquirida por Arthur Bernardes Filho, pelos irmãos Soares Sampaio, por Gastão de Souza Mesquita Filho e por Gastão Vidigal. Posteriormente, os dois fundadores, Vidigal e Mesquita, adquiriram o controle acionário dos demais.

Em 1945, Alberto Soares de Sampaio e representantes do Grupo Ipiranga, encaminharam ao governo Dutra um pedido de concessão para a construção de uma refinaria no Distrito Federal (Rio de Janeiro). Naquele mesmo ano, a resposta veio por meio da resolução nº 1 do Conselho Nacional do Petróleo – CNP, que autorizava a instalação de refinarias no  País, bem como definia as diretrizes a serem seguidas pelas empresas habilitadas à concorrência.

Em 18 de janeiro de 1946, o CNP emitiu sua resolução nº 2/46, na qual outorgava aos concorrentes selecionados a autorização para instalar de refinarias, entre Alberto Soares de Sampaio, que obteve licença para atuar no Distrito Federal ou adjacência, com a capacidade inicial de 8.000 barris de óleo bruto por dia, capacidade logo que o mercado da região demandasse. O CNP atendeu à solicitação de Alberto Soares de Sampaio para transferir a concessão para São Paulo, por meio do título de autorização nº 807, de 29 de agosto de 1947, que permitiu a Refinaria e Exploração de Petróleo União S.A., também conhecida como Refinaria de Capuava.  A empresa poderia instalar e explorar uma refinaria de petróleo no Estado de São Paulo, desde que capacidade mínima fosse de 20 mil barris diários.

Enquanto encaminhavam o projeto da Refinaria, Alberto Soares de Sampaio e seus irmãos investiram na construção de uma fábrica de adubos, a Companhia da Superfosfatos e Produtos Químicos, no Estado de São Paulo. Outro empreendimento, a Cia. Industrial Vale do Paraíba, foi instalado para a produção de cimento e seus derivados em unidade localizada na cidade de Volta Redonda (RJ).

Alberto Soares de Sampaio também investiu na criação da empresa Pneus Geral, que chegou a produzir 300 mil pneus por ano, antes de ser vendida à Firestone. Em associação com os irmãos Alberto e Fernando Lee, ele instalou uma fábrica de fios e cabos plásticos e linhas de transmissão elétrica, a Fios Cabos Plásticos do Brasil S.A., no Rio de Janeiro.

A escassez de dólares inibiu o deslanche do empreendimento e a solução encontrada foi transformar a refinaria em uma sociedade anônima. Foram lançadas 240 mil ações, de mil cruzeiros, com um limite máximo de subscrição individual de 150 mil cruzeiros. Em pouco tempo, com apoio do império de comunicações de Assis Chateaubriand, 12 mil brasileiros adquiriram ações. Em 15 de novembro de 1954, a Refinaria entrou em operação e no mês seguinte, no dia 18 de dezembro, foi inaugurada oficialmente.

O Brasil e a Bolívia assinaram em de março de 1958 os Acordos de Roboré que tratavam de vários assuntos, como a exploração de petróleo na Bolívia. O CNP indicou algumas companhias brasileiras, entre elas a União Brasil-Bolívia de Petróleo, empresa criada em 1958, que tinha como presidente Alberto Soares Sampaio. Após muitas negociações nos anos seguintes, as companhias ficaram sem instrumento legal para concretizar suas explorações no altiplano boliviano, em função do decreto, publicado em 1963, que atribuiu à Petrobras o monopólio da importação de óleo e com a criação de sua subsidiária, a Petrobras Internacional, essa empresa passou a ter exclusividade para operar no exterior.

Em 9 de julho de 1965 foi publicado o decreto nº 56.571, que indicava que as empresas que se interessassem pela fabricação dos produtos básicos da indústria petroquímica deveriam submeter ao Conselho Nacional do Petróleo – CNP seus pedidos de autorização.

O estimulo ao setor petroquímico levou o grupo liderado por Alberto Soares de Sampaio, controlador da Refinaria União, a promover estudos e entendimentos objetivando a instalação de uma Central de Matérias Primas Petroquímicas (Petroquímica União), no bairro de Capuava, na divisa das cidades de Santo André e Mauá (SP), em terreno vizinho à refinaria. Tratava-se de um empreendimento de 300 mil toneladas de eteno, empregando nafta como matéria prima, em sociedade com o Grupo Ultra e a Phillips Petroleum que acabou desistindo, sendo substituída pela Petroquisa, subsidiária da Petrobrás ingressasse com 25% do capital acionário da Petroquímica União (PQU).

Em 1961, foi constituída a Setal Koppers Engenharia Industrial S.A., com sede em São Paulo e a participação de Alberto Soares de Sampaio na sociedade.

Com crescimento da estimativa de investimentos necessários, o Grupo Soares de Sampaio, liderado por Alberto e o Grupo Moreira Salles constituíram em maio de 1969, a UNIPAR - União Participações Industriais Ltda., alterado em outubro para UNIPAR – União de Indústrias Petroquímicas S.A., que detinha participações na Petroquímica União e em empresas de segunda geração: Companhia Paulista de Monômeros - Copamo, Brasivil, para produção de PVC, Poliolefinas S.A. e na Companhia Brasileira de Tetrâmero. Essas empresas começaram a produzir no período entre 1972 e 1973 e além delas, a Carbocloro S.A. também fazia parte do Portfólio da UNIPAR, que hoje é a maior produtora de cloro da América Latina.

Para ampliar sua produção a Petroquímica União precisava aumentar seu capital. A UNIPAR solicitou que a Petroquisa realizasse a subscrição em seu lugar. A estatal aceitou a solicitação da UNIPAR, o que resultou na aquisição do controle acionário da Petroquímica União S.A., pela estatal, no dia 7 de agosto. A Refinaria de Capuava, por sua vez, foi adquirida pela Petrobras e o termo de posse de 3 de junho de 1974, informava sobre a alteração da denominação da Refinaria e Exploração de Petróleo União S.A. para Refinaria de Capuava – Recap.

Ao mesmo tempo em que investiram na construção da Petroquímica, Alberto Soares de Sampaio e Paulo Fontainha Geyer, atuaram na formação de um conglomerado industrial financeiro. No entanto, em 1974, após uma crise de liquidez e problemas internos, a instituição acabou adquirida pelo Banco Itaú, que incorporou um banco comercial com 255 agências, o Banco União Comercial; um banco de investimento, o Investbanco; três financeiras, Brascred, Investered e Univest, além de corretoras e distribuidoras de valores, empresas de leasing, armazéns gerais, corretoras de seguros e companhias de administração e participação.

Homenagens[editar]

Sua contribuição ao desenvolvimento da indústria do Brasil foi reconhecida por meio de várias homenagens. Além da Medalha da Ordem do Mérito Militar, ele recebeu também a Medalha de Ouro do Trabalhador, a Comenda da Ordem do Mérito Aeronáutico, a Comenda da Ordem do Mérito Nacional e ainda o reconhecimento fora do país, Oficial da Legião de Honra – França. Em 1962, lhe foi concedido o título de “Cidadão Paulistano”, por proposta do vereador Emilio Meneghini.

Arte para o MASP[editar]

Alberto Soares de Sampaio também participou ativamente da vida social e cultural do País. Ao lado de outros empresários contribuiu para a formação do acervo do Museu de Arte de São Paulo – MASP. As produções de renomados pintores foram adquiridas por meio de doações, muitas incentivadas por Assis Chateaubriand. Alberto Soares de Sampaio, além de ter doado individualmente o quadro Cristo Perante Pilatos, de autor desconhecido, também participou dos grupos de empresários que colaboraram na compra das obras: Retrato do Cardeal Cristoforo Madruzzo, de Ticiano; Autorretrato (perto do Gólgota), de Paul Gauguin; O escolar (O filho do carteiro – Gaminau Képi), de Vincent van Gogh; Paisagem fluvial com balsa transportando animais, de Salomon van Ruysdael; O capitão Andries van Hoorn, de Frans Hals; Maria Pietersdr Olycan, de Frans Hals; Oficial sentado, de Frans Hals; Escultura, de autor desconhecido. A família Soares Sampaio também fez a doação do quadro Os filhos de Sir Samuel Fludyer, de Thomas Lawrence.


Referências


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