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Alexandre Órion

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Alexandre Orion nasceu em 1978, é artista multimídia e muralista.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Alexandre Orion nasceu em 1978, é artista multimídia e muralista. Realizou exposições individuais e murais nas principais capitais do mundo. No Brasil suas obras foram exibidas em espaços como Pinacoteca do Estado de São Paulo, Itaú Cultural, Centro Cultural Banco do Brasil, Caixa Cultural e diversas unidades do SESC. Realizou exposições e possui obras em acervos na Foundation Cartier pour l’art contemporain, em Paris, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no Itaú Cultural, no Deustche Bank e no Mad Museum, ambos em Nova York, no Milwaukee Museum, na Fundação Padre Anchieta, no Nelson-Atkins Museum of Art, no Spencer Museum of Art, entre outros. Tem entrevistas e obras publicadas em mais de 10 línguas, por editoras internacionais como Thames and Hudson, Taschen, Éditions de la Martinière, Phaidon, Die Gestalten, Daab, Laurence King Publishers, Edelbra, Rotovision, Dokument Press, University of Toronto Press, Saraiva, Sigongart, Vivays Publishing, Tamesis entre muitas outras.

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Metabiótica[editar | editar código-fonte]

Em Metabiótica, Alexandre Orion escolhe um local da cidade, realiza uma pintura na parede e, com a câmera em punho, aguarda pelo momento em que as pessoas interagem espontaneamente com suas pinturas. Orion atribui à intervenção urbana uma dimensão na vida real, e promove o encontro (ou o confronto) entre realidade e ficção dentro do campo fotográfico. É no momento decisivo de interação entre o pedestre e a imagem pintada que a fotografia de Metabiótica é gerada, contrapondo-se aos tradicionais quadros fotográficos que nos transmitem a falsa idéia de que tudo o que é fotográfico é real. Em Metabiótica a veracidade é posta em dúvida: as pinturas estão de fato nas paredes, as pessoas realmente passaram por ali e agiram espontaneamente, no entanto o que se vê nos sugere um tipo de montagem que não existiu.

Espólio[editar | editar código-fonte]

Ossário[editar | editar código-fonte]

Em 2006, criou Ossário, intervenção realizada em um túnel de São Paulo. Durante 17 madrugadas, utilizando apenas retalhos de pano, removeu parte da grossa camada de poluição que impregnava as laterais do túnel. Limpando seletivamente a fuligem despejada pelos carros, Orion fazia com que caveiras aparecessem nas paredes. O túnel foi transformado em catacumba. Mais de 3500 crânios desenhados a mão se amontoavam para nos lembrar que a mesma fuligem negra impregnada no túnel escurece também nossos pulmões e nossas vidas. Orion trouxe à tona o sítio arqueológico de nós mesmos.

Durante cada madrugada de trabalho, ele experimentou o barulho ensurdecedor, a sensação sufocante do ar imóvel e as inúmeras abordagens policiais. Mas limpar não é crime. Poluir, sim. A medida em que Orion avançava, ficava explícito que ninguém poderia impedi-lo. O único modo de interromper a “limpeza” feita por ele, era limpar também. Semanas depois, equipes da prefeitura apareceram para remover apenas a fuligem da área ocupada pela intervenção. O restante do túnel permaneceu sujo. Como se nada tivesse acontecido, Orion continuou o trabalho até a prefeitura voltar. Desta vez, a lavagem foi completa. O crime era outro: censura.

Depois da intervenção, todos os túneis da cidade foram limpos. Com assustadora rapidez, cada parede lavada tornou a ficar negra. A mensagem de Ossário já havia sido dada. Mas Orion não parou. De volta aos túneis, ele desenha os crânios e com os retalhos de pano que usa, recolhe a fuligem. Então, ele lava os panos, espera a fuligem decantar e a água evaporar até que reste apenas o pó negro expelido pelos escapamentos. Essa substância tóxica que parecia não ter utilidade é transformada em pigmento e usada nas obras da série Arte Menos Poluição. São pinturas de grandes dimensões, com um realismo impressionante que, com certa ironia, nos remete a antigas imagens publicitárias. Orion está usando a poluição para retratar o cotidiano aparentemente inofensivo que a produz.

Polugrafia[editar | editar código-fonte]

Poluição sobre muro[editar | editar código-fonte]

Lampoonist[editar | editar código-fonte]

O trabalho Lampoonist mescla a técnica publicitária à estética do graffiti, na série o artista dilui as fronteiras entre as linguagens e traz ambas para um único foco de discussão. Não se trata de apropriação, mas sim, de diluição, de justaposição para a criação de um novo repertório. Em sua pesquisa formal, o artista mistura as regras de diferentes universos para criar um jogo crítico em que tanto a macropolítica das artes e da cultura de massa como a micropolítica do graffiti estão em cheque, desfazem-se para se tornar algo novo, desconhecido. As obras da série Lampoonist são um híbrido entre marginal e oficial, entre informal e institucional. Criam uma ponte luminosa para a escrita sombria das ruas desfilar e, sem qualquer concessão, revelam a beleza dessa estética transgressora.

Memo[editar | editar código-fonte]

Em MEMO, Alexandre Orion refere-se à memória, à uma forma deescrita imagética destinada a lembrança, um memento em que registra sua experiência. MEMO resgata a técnica de pintura empregada por Orion no início de sua atividade artística, quando andava pelas ruas da cidade com a mochila carregada de sprays. Nessas caminhadas à dérive, como chamou Guy Debord, o jovem artista procurava não apenas muros, mas histórias. E essas histórias são o principal resgate de suas pinturas. Elas são, como Orion as chama, “autorretratos coletivos” dos inúmeros encontros que a rua lhe proporcionou. São a memória intersubjetiva do rosto, do outro como espelho de troca em que o artista reflete suas vivências na rua.

Zapping[editar | editar código-fonte]

Publicações[editar | editar código-fonte]

Graffiti Brasil

Tresspass

Nuevo Mundo

Crazy Photography

Graffiti and Street Art

The Elements of Photography

100 Artistes du Street Art

Street art in the Artists Own Words

Wall design

Wild Art

Street art Cookbook

100 Ideas that Changed Graphic Design

The Event of the Thing

Street Art Stencil Book

Impossible Photography

Fonte: [1]


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  1. www.alexandreorion.com


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