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Alienação

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Alienação (do latim alienatione)[1] nas Ciências sociais, é um conceito que designa indivíduos que estão alheios a si próprios ou a outrem[2] tornando-se escravos de atividades ou instituições humanas, devido a questões econômicas, sociais ou ideológicas.[3] Desta forma, refere-se também à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensarem e agirem por si próprios. Há quem defina a alienação como "a falta de consciência por parte do ser humano de que ele possui um grau de responsabilidade na formação do mundo a seu redor, e vice-versa".[1]

Deste conceito filosófico-sociológico, derivaram-se outros usos da palavra, como por exemplo, na psiquiatria, pode ser usada como um sinônimo de loucura. No Direito, existem a alienação de um bem, a Alienação parental e a Alienação fiduciária. Ainda que a alienação seja um conceito a priori filosófico, existe o conceito de alienação mais propriamente na Filosofia Marxista.[2]

História[editar | editar código-fonte]

O conceito de alienação é histórico, tendo uma aplicação analítica, numa ligação recíproca entre sujeito, objeto e condições concretas específicas. A história afirma que o homem evoluiu de acordo com seu trabalho. A diferença do homem está na sua criatividade de procurar soluções para seus problemas, pois, com a prática do trabalho, desenvolve seu raciocínio e sempre aprende uma "nova lição", colocando-a em prática.

Por isso, a alienação no trabalho é gerada na sociedade devido à mercadoria, que são os produtos confeccionados pelos trabalhadores explorados, e ao lucro, que vem a ser a usurpação do trabalhador para que mais mercadorias sejam produzidas e vendidas acima do preço investido no trabalhador, assim rompendo o homem de si mesmo.

No entanto, a produção depende do consumo e vice-versa. Sendo que o consumo produz a produção, e sem o consumo o trabalhador não produz. A produção consome a força de trabalho, também sustentando o consumo, pois cada mercadoria consumida vira uma mercadoria a ser produzida. Por conseguinte, ao se consumir de um produto que não é por si produzido, se fecha o ciclo de alienação. Pois, quando um produto é comprado, estará alimentando pessoas por um lado, e por outro colaborando com sua alienação e suas respectivas explorações. Onde quer que o capital imponha relações entre mercadorias, a alienação se manifesta; é a relação social engendrada pelo capital, seu jeito de ser humano.

Sua existência determinada pela economia (razão) exige uma intervenção política (paixão) que destrua sua gênese (a posse individual dos meios de produção) e que promova uma revolução na economia.

Há também a questão de se alimentar a alienação: trata-se das propagandas de produtos, que desumanizam os homens, tendo o objetivo de relacionar o produto com o consumidor, apropriando-se dos homens, e atingindo seu propósito a partir do momento que o produto é consumido, e a sensação de "humanização" entregue após a utilização.

Em síntese, para melhor compreender o problema da alienação, é importante observar sua dupla contradição. Por um lado, há a ruptura do indivíduo com o seu próprio destino e há uma síntese da ruptura anterior, que apresenta novas possibilidades de romper a mesma alienação. O outro lado se apresenta como uma contradição externa, com o capital tentando tirar as características humanas do ser humano, o que, por sua vez, leva o homem a lutar pela reapropriação de seus gestos.

Após Marx confrontar a economia política lançando, pela primeira vez, a expressão "alienação no trabalho" e suas consequências no cotidiano das pessoas, Marx expõe, pela primeira vez, a alienação da sociedade burguesafetichismo, que é o fato de a pessoa idolatrar certos objetos (automóveis, joias etc.).[5] O importante não é mais o sentimento, a consciência, pensamentos, mas sim o que a pessoa tem. Sendo o dinheiro o maior fetiche desta cultura, que passa a ilusão às pessoas de possuir tudo o que desejam a respeito de bens materiais.

É muito importante também destacar que alienação se estende por todos os lados, mas não se trata de produto da consciência coletiva. A alienação somente constrói uma consciência fragmentada, que vem a ser algumas visões que as pessoas têm de um determinado assunto, algumas alienadas sem saber e outras que não esboçam nenhum posicionamento.

Para alguns teóricos marxistas, os meios de comunicação de massa podem ser instrumentos de alienação das pessoas[6]

Referências

  1. 1,0 1,1 FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 86.
  2. 2,0 2,1 Infopédia. «Alienação». Consultado em 7 de dezembro de 2018 
  3. Infopédia. «Alienação». Consultado em 7 de dezembro de 2018 
  4. Mészaros (1981, p.76).
  5. O conceito de alienação no jovem Marx
  6. Globalisation

Bibliografia[editar | editar código-fonte]


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