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Caso Lorenza de Pinho

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki

O Caso Lorenza de Pinho refere-se à morte de Lorenza de Pinho em 2 de abril de 2021, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela tinha 41 anos e foi morta por estrangulamento (asfixia). [1] [2] [3]

O crime foi atribuído ao marido da vítima, o promotor público André Luís Garcia de Pinho, preso desde o dia 04 de abril.

O caso repercutiu em diversos veículos de imprensa do Brasil, tendo sido matéria do Fantástico de 16 de maio de 2021. [4]

A vítima[editar]

Lorenza Maria Santos Silva nasceu em Curitiba, Paraná, em 25 de agosto de 1979. Era filha do piloto de avião Marco Aurélio Alves Silva e de uma comissária de bordo, falecida em 2011, e ainda criança se mudou com os pais e sua irmã gêmea para Minas Gerais, relata o G1.[1]

Estudou nos colégios Promove e Santo Antônio, em Belo Horizonte, e chegou a fazer um curso na Centro Universitário Una, mas, três meses antes da graduação, desistiu. Na época, com 23 anos, ela estava grávida do então namorado, André Luís Garcia de Pinho, com quem se casou depois. O casal teve cinco filhos. [1]

Contexto[editar]

Problemas de saúde[editar]

Lorenza sofria de depressão profunda, doença que teria começado após a morte da mãe em 2011. O quadro estaria agravado devido ao consumo de álcool e remédios. [1][5]

Em 2016 ela teria sofrido dois abortos espontâneos e em 2018, poucos meses após o nascimento do último filho, teria ficado por diversos meses internada para tratar um quadro de leucemia. [6]

Numa espécie de diário, descoberto pela polícia, Lorenza escreveu mensagens que indicavam que ela pensava em suicídio. Em depoimento, André confirmou as tentativas de suicídio e relatou que "ela tentou pular da janela do banheiro do prédio. Tomou vários medicamentos. Começou a cortar a rede de proteção. Outra vez ela se trancou no banheiro com minha arma. Uma vez ela praticamente parou de comer e chegou a pesar 48kg", reportou a rádio Itatiaia. [5]

"Entre os anos de 2005 e 2018, o laudo médico de Lorenza no hospital Mater Dei possuía mais de 14 mil páginas", relata O Tempo.

Problemas financeiros[editar]

Segundo relatos da imprensa, a família estaria passando por graves problemas econômicos e não estaria conseguindo pagar todas as contas, como o colégio dos filhos. [6]

Problemas religiosos[editar]

Um outro impasse entre o casal, que se apresentava como evangélico, era sobre a religião, uma vez que André estaria obrigando a esposa a participar de cultos africanos. Na agenda, Lorenza teria escrito: "Pedi a Jesus Cristo em oração o bloqueio do meu corpo para receber qualquer entidade. Eu não quero e não vou mais ceder meu corpo físico para isso". [5]

"A força-tarefa encontrou no celular de André de Pinho alguns elementos ligados a religiões de matriz africana, como o contato de um pai de santo que tem um centro na região de Venda Nova e também anotações no calendário com termos relacionados às fases da lua. Interrogado sobre isso no depoimento, André de Pinho disse que isso seria uma pesquisa para um livro sobre a tragédia de Brumadinho", relata a Rádio Itatiaia.

O crime[editar]

Lorenza passou mal em casa no dia 02 de abril. André então chamou o médico Itamar Tadeu Cardoso, que atestou como causa da morte pneumonite causada por engasgo por alimento ou vômito. [2] [3]

Um segundo médico, Alexandre de Figueiredo Maciel, confirmou as causas da morte do laudo de Itamar Tadeu, para que assim, o corpo seguisse para a cremação", reportou o iG. [2] [7]

Investigação[editar]

No dia 03 de abril, quando o corpo ia ser cremado, o delegado Alexandre Oliveira da Fonseca determinou que fosse encaminhado ao IML. Lorenza e o marido haviam sido vítimas de ataques e atentados desde 2012, o que levou a autoridade a pedir o exame do corpo. [1]

Um dia depois, no dia 04, a polícia foi ao apartamento onde o casal morava para fazer "busca e apreensão" e prender André. Depoimentos de familiares são tomados nos dias posteriores. O corpo acabou liberado pelo IML só no dia 13 de abril, tendo o enterro acontecido no dia posterior. [1]

"O laudo do IML demonstrou que a morte de Lorenza foi causada por asfixia, ação contundente e intoxicação", disse o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Junior. "O IML não constatou nenhuma obstrução no pulmão e foram identificados sinais de violência", reportou o iG. [2]

Segundo a promotora pública Gislaine Testi Colet, "ela foi definhando ao longo de uma série de fatores. Sofria de uma depressão profunda, tinha cinco filhos pequenos. O casal passava por problemas financeiros e ela ainda suspeitava de infidelidade por parte dele. Ela não conseguia cumprir o papel de esposa e de mãe esperado por ele".[7]

"Impelido pelo desejo de ver-se livre de tais problemas, resolveu ceifar a vida da vítima", acusa o Ministério Público.[7]

Ritual macabro[editar]

Investigações apontam que Lorenza pode ter sido vítima de um ritual macabro, uma vez que não havia sangue no corpo da vítima, sendo que o legista só conseguiu extrair 25 ml para fazer os exames toxicológicos e de dosagem de álcool, reporta o G1. [1]

No celular de André foram encontradas buscas sobre cursos de tanatopraxia, uma técnica para a preservação de cadáveres. A retirada de sangue é um dos procedimentos adotados na técnica. "O MP só chegou a conclusão sobre um possível ritual “macabro” após receber essa informação de uma fonte do caso", relata o iG. [2] [3]

"O corpo dela ficou no apartamento das 7h30, quando a equipe médica foi embora, até cerca de 14h, quando foi levado pela funerária", relata o G1. [1]

Prisão, julgamento e pena[editar]

André de Pinho foi preso em 04 de abril de 2021, um dia após a polícia começar a investigar a verdadeira causa da morte de Lorenza. [1]

Ele foi denunciado por homicídio no dia 30 de abril de 2021, com os agravantes de motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o laudo do IML apontou que ela também foi envenenada. O crime também foi tipificado como feminicídio. [7]

No dia 18 de maio de 2021, André continuava preso, aguardando julgamento.

Falsidade ideológica[editar]

O MP também denunciou os médicos Itamar Tadeu Gonçalves Cardoso, primeiro a atender a vítima e atestar a causa do óbito como pneumonite, e Alexandre de Figueiredo Maciel, que confirmou a causa da morte, por crime de falsidade ideológica. [7]

Referências[editar]

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 «'Faladora' e 'sapeca': quem era Lorenza de Pinho, que pode ter sido morta em ritual macabro». G1. Consultado em 19 de maio de 2021 
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 Segundo, iG Último (18 de maio de 2021). «Caso Lorenza: autoridades acreditam que falta de sangue é resultado de um ritual». Último Segundo. Consultado em 19 de maio de 2021 
  3. 3,0 3,1 3,2 «Caso Lorenza: pouco sangue em corpo de mulher de promotor intriga MP». www.bol.uol.com.br. Consultado em 19 de maio de 2021 
  4. «Caso Lorenza: polícia não tem explicação para ausência de sangue no corpo». G1. Consultado em 19 de maio de 2021 
  5. 5,0 5,1 5,2 Minas, Rádio Itatiaia-A. Rádio de. «Lorenza de Pinho relatou, em diário, relacionamento tóxico com promotor». www.itatiaia.com.br. Consultado em 19 de maio de 2021 
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