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Centro de Estudos Africanos

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki
ECAS - ISCTE/CEA (2013)

O Centro de Estudos Africanos (CEA) sediado no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa foi um centro de estudos interdisciplinares em ciências sociais sobre a África subsariana que se integrou em 2016 ao Centro de Estudos Internacionais do ISCTE-IUL.

História[editar]

Criação e lançamento[editar]

O CEA/ISCTE foi criado pelo Conselho Científico do ISCTE-IUL em 1981, por proposta de Mário Murteira, professor de economia do ISCTE-IUL. Esta iniciativa teve o apoio de Franz-Wilhelm Heimer, na altura professor de sociologia do ISCTE-IUL que foi o coordenador do CEA até 1989. Durante a década dos anos 80, a prioridade do centro consistiu em agregar, para efeitos de intercâmbio de experiências e ideias, pessoas que, no ISCTE-IUL e noutras universidades de Lisboa, desenvolviam, a título individual, estudos sobre África. Em 1988, quando o número das pessoas ligadas ao CEA já ascendia a várias dezenas, tomou-se uma primeira iniciativa comum - a organização, em colaboração com o Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), de uma conferência internacional sobre as dinâmicas da África contemporânea.

Constituição e linhas de actividade[editar]

Em 1989, o CEA assumiu a forma legal de uma associação civil sem fins lucrativos, ligada ao ISCTE-IUL por convénio. O seu primeiro presidente foi Mário Murteira,. Em 1989/90 o centro foi incumbido pelo ISCTE de organizar um curso de pós-graduação em estudos africanos que, já em 1991, foi transformado em Mestrado em Estudos Africanos e, nesta modalidade, tem vindo a funcionar continuamente.

A partir da década dos anos 1990, o CEA passou a organizar projectos de investigação financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) - que conferiu ao centro o estatuto de Unidade de Investigação e Desenvolvimento – assim como por outras instituições, portuguesas ou de outros países. Esta investigação mantém uma permanente ligação com o Mestrado em Estudos Africanos, cujo prolongamento natural é o Doutoramento em Estudos Africanos criado pelo ISCTE-IUL em 1996. A gestão destes cursos, e ainda de um Mestrado em Desenvolvimento, foi confiada a uma Área Científica de Estudos Africanos, constituída por sócios doutorados do CEA e hoje enquadrada no Departamento de Sociologia do ISCTE.

Em paralelo, o CEA realizou um número considerável de conferências internacionais, sobre um amplo leque de temas. Para além dos impulsos de ordem científica que deram, estas iniciativas permitiram desenvolver uma extensa rede de contactos internacionais – em África, na Europa, nas Américas e até na Ásia. Uma das consequências foi a aceitação, em inícios dos anos 90, do CEA no AEGIS, a rede europeia de estudos africanos, a cuja comissão executiva passou a pertencer Franz-Wilhelm Heimer e, num mandato posterior, Manuel João Ramos. Outro marco a assinalar neste contexto foi a presença activa no Centro, durante o ano de 1998/99, de Christine Messiant, graças a uma bolsa de especialista da FCT.

Crescimento e diversificação[editar]

Na presidência do centro sucederam a Mário Murteira, nos anos 1990 e 2000, dois professores de sociologia do ISCTE-IUL, Armando Trigo de Abreu e Franz-Wilhelm Heimer, seguidos por José Fialho Feliciano e Clara de Carvalho, ambos professores de antropologia do ISCTE-IUL. O número de sócios continuou a aumentar em ritmo acentuado, ultrapassando em 2008 os 150 - sendo, em partes sensivelmente iguais, doutorados, mestres e licenciados. Uma das consequências deste crescimento tem vindo a ser o recurso cada vez mais diversificado a contribuições oriundas da antropologia social, da ciência política, das ciências da educação, das ciências empresariais, da demografia, da economia, da história, da psicologia social e da sociologia.

Em 2001, o CEA lançou a revista semestral Cadernos de Estudos Africanos que é publicada em português, inglês e francês, completando em 2015 o seu número 22. Para além da sua versão impressa, a revista passou em 2007 a ser disponível on-line. Decidiu também adoptar o princípio do "peer review", ou seja, fazendo depender a publicação de um artigo do parecer positivo de dois especialistas doutorados, pertencentes ou não ao CEA.

Em 2003 a FCT aprovou o projecto da criação de uma Biblioteca Central de Estudos Africanos (BCEA), apresentado pelo CEA com o apoio do Centro de Estudos sobre África e do Desenvolvimento da Universidade Técnica de Lisboa, do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto e, posteriormente, do Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Para a sua constituição, a BCEA obteve importantes apoios da parte da Fundação Calouste Gulbenkian. Funcionando desde 2008 no espaço da biblioteca do ISCTE-IUL, a BCEA tem vindo a beneficiar-se com doações de vulto em livros, merecendo destaque as de Jorge Sampaio, antigo Presidente da República, de David Birmingham, conhecido professor britânico de história de África, e do Millennium BCP.

Consolidação[editar]

O CEA, entretanto avaliado pela FCT como "muito bom", deu em 2008/9 um salto qualitativo com a contratação - no quadro do Programa Ciência da FCT - de sete doutorados como investigadores auxiliares, em concursos que suscitaram uma trintena de candidaturas oriundas não apenas de Portugal, mas também de outros países europeus, de diferentes países africanos assim como do Brasil. Graças a estes elementos, e ainda um certo número de bolseiros pós-doutorais, o CEA dispõe doravante de um núcleo de investigadores com dedicação exclusiva ao trabalho no Centro. A sua presença permite, desde já, uma diversificação temática significativa, uma intensificação da investigação, a realização de um maior número de actividades conexas (seminários, conferências etc.) e um reforço sensível da internacionalização. Esta tendência foi prejudicada, mas não abandonada, pelo facto de a FCT em função do programa de austeridado adoptado pelo Governo Português, ter sofrido cortes orçamentais muito significativos, o que a forçou a reduzir fortemente os apoios concedidos aos centros de investigação.

Estrutura e órgãos[editar]

A estrutura institucional do CEA corresponde à prevista na legislação sobre associações civis sem fins lucrativos bem como a regras adicionais, emanadas da FCT e do ISCTE-IUL, e fixadas sob a forma de estatutos. O seu órgão máximo é a Assembleia Geral dos sócios que, presidida por uma Mesa de três pessoas, elege os corpos gerentes do Centro, admite novos sócios e delibera sobre a política científica e institucional do Centro.

A direcção é constituída por cinco elementos, na sua maioria doutorados e pertencentes ao ISCTE-IUL. Em 2010/2011 ela é composta por Clara Carvalho (presidente, antropologia), Manuel João Ramos (vice-presidente, antropologia), Emanuel Gamelas (tesoureiro, gestão de empresas), Cristina Rodrigues (vogal, antropologia/estudos africanos), Vítor Alexandre Lourenço (vogal, estudos africanos).

Um conselho fiscal com três elementos, controla a gestão financeira do CEA.

O CEA, enquanto Unidade de Investigação e Desenvolvimento da FCT, tem como núcleo os seus sócios doutorados que, para a sua investigação, optaram por uma pertença prioritária ou parcial ao CEA (doutorados elegíveis). Estes sócios constituem o Conselho Científico que se pronuncia sobre a política de investigação do CEA e sobre os projectos de investigação submetidos à aprovação pela FCT e outras instituições.

Na sequência da transformação do ISCTE-IUL em fundação pública de direito privado, a da sua subsequente reestruturação, o CEA - sem prejuízo da manutenção da respectiva associação civil - passou a constituir uma unidade orgânica do ISCTE-IUL, com a mesma designação. Esta unidade ficou integrada numa das quatro "Escolas" criadas no âmbito do ISCTE-IUL, a saber, a Escola de Sociologia e Políticas Públicas. [1]

Dinâmicas actuais[editar]

Em 2009, a inequívoca prioridade do CEA é a da investigação, com uma dezena de projectos de equipa em curso, duas dezenas em preparação, e cerca de 40 projectos individuais (de mestrado, doutorais e pós-doutorais) em andamento, muitos em articulação com projectos de equipa. Boa parte destes projectos encontra-se enquadrada nas seguintes linhas temáticas:

  • Desenvolvimento e Cooperação Internacional: coordenação João Milando e Brígida Brito
  • Economia e empreendorismo: coordenação Cristina Rodrigues e Carlos Manuel Lopes
  • Política: espaços, processos, instituições: coordenação Eduardo Costa Dias
  • Guerra e conflitos violentos: coordenação Manuel João Ramos e Alexandra Dias
  • Sociedade e saúde: coordenação Viola Hörbst e Virginie Tallio

Entre os projectos individuais, muitos há, naturalmente, que incidem noutras áreas temáticas, tais como, por exemplo, a educação, o turismo e as relações internacionais.

Desde inícios de 2009, funciona mensalmente um Seminário de Estudos Africanos, aberto a todos os interessados, onde são apresentadas e discutidas experiências de investigação, geralmente feitas no quadro do CEA e ocasionalmente no quadro de outras instituições, nomeadamente internacionais.

Todas as linhas temáticas, e alguns dos projectos individuais, organizam conferências internacionais, quer em Lisboa, quer, ocasionalmente, em países africanos, frequentemente em parceria com outras instituições. O CEA estimula sistematicamente a participação dos seus sócios em conferências internacionais relevantes, tais como os Congressos Europeus de Estudos Africanos e os Congressos Luso-Afro-Brasileiros. Enquanto instituição, o CEA está activamente empenhado na organização dos Congressos de Estudos Africanos no Mundo Ibérico.

Para além da investigação científica, o CEA realiza ocasionais estudos de consultadoria, tendo constituído um grupo de trabalho para este fim.

No domínio das publicações, onde a prioridade é o funcionamento regular da revista Cadernos de Estudos Africanos, dar-se-ão novos impulsos à série de occasional papers. A partir de 2009, implementar-se-á um acordo com a editora britânica Kingston Publishers, que garante a publicação anual, em inglês, de monografias ou colectâneas elaboradas no âmbito do CEA, numa série chamada African Vistas. Encontra-se em preparação uma série em língua portuguesa, a ser lançada em Lisboa.

A nível estrutural, foi criado em 2009, pela Assembleia Geral, um Conselho Consultivo composto por elementos exteriores ao CEA e chamado a pronunciar-se sobre matérias propostas pela Direcção.

Em 2014, a assembleia geral do CEA decidiu promover a criação de uma unidade de investigação do ISCTE-IUL chamada Centro de Estudos Internacionais ed vocacionada para a investigação sobre todos os continentes. O CEI foi constituído pelos sócios doutorados do CEA, aos quais se juntaram professores doutorados do ISCTE que a título individual se tinham dedicado a trabalho sobre países do Médio Oriente e da Ásia, da América Latina e de Norte bem como da Europa. Foi eleita Directora do CEI a Presidente do CEA, Clara Carvalho.

Referências

Ligações externas[editar]


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