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Décio Torres Cruz

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki

Décio Torres Cruz é um escritor brasileiro, crítico literário, contista, poeta, professor universitário e pesquisador. Doutor em Literatura Comparada pela State University of New York (SUNY) em Buffalo, mestre em Teoria da Literatura, especialista em Tradução e bacharel em Letras/Língua Estrangeira pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).[1] Publicou vários ensaios sobre diferentes temas e contribui para pesquisas acadêmicas nas áreas de Letras, Linguística e Tradução.[2]

Produção bibliográfica[editar]

O autor possui nove livros publicados, sendo dois deles no exterior: The Cinematic Novel and Postmodern Pop Fiction: The Case of Manuel Puig (2019) e Postmodern Metanarratives: Blade Runner and Literature in the Age of Image (2014). Ambos exploram a relação entre cinema e literatura. O primeiro faz parte da série da Fédération Internationale des Langues et Littératures Modernes (FILLM) da Unesco[3] e analisa como a literatura toma de empréstimo técnicas cinematográficas;[4] o segundo investiga como o cinema é influenciado pelo discurso literário.[5]

Além desses livros, suas obras principais no Brasil são: Literatura (pós-colonial) caribenha de língua inglesa (2016), no qual investiga questões de gênero e identidade na literatura pós-colonial caribenha em língua inglesa; O pop: literatura, mídia e outras artes (2003, 2012), onde o autor define a literatura pop e analisa a relação entre a Pop Art e diferentes literaturas nacionais; Idea Factory: 100 Games and fun activities for your English class, um livro bilíngue sobre metodologia de ensino de inglês escrito em co-autoria com Adelaide Oliveira; e a série de livros em inglês para fins específicos: English Online: Inglês Instrumental para Informática (2013) e inglês.com.textos para informática (2006), em co-autoria com Rosas e Silva; Inglês para Turismo e Hotelaria (2005); e Inglês para Administração e Economia (2007).[6]

Repercussão acadêmica e na mídia[editar]

Seu primeiro livro, Inglês.com.textos para informática (2000), obteve resenhas positivas em língua inglesa, classificado por Robert Schmitz como "uma contribuição valiosa ao campo de ensino de línguas estrangeiras".[7][8] Foi adotado em diversos cursos universitários[9] [10] [11] e o mesmo aconteceu com English Online: Inglês Instrumental para Informática (2013).[12] [13] Idea Factory: 100 Games and fun activities for your English class (2013) foi considerado "uma mão na roda para qualquer professor de línguas".[14]

Segundo a resenha do Jornal do Brasil, O pop: literatura, mídia e outras artes "analisa as revoluções estéticas e artísticas no pós-anos 60" e "traça os antecedentes do pop nas artes plásticas e na literatura, assinalando a inserção desses textos nos movimentos culturais do período".[15] Já a resenha de Doris Miranda do Correio da Bahia destaca que o livro é uma "radiografia do pop e da cultura de massas".[16] Para a jornalista Regina de Sá, do jornal A Tarde, o livro é "um estudo sobre a literatura pop no Brasil e no mundo, a partir da década de 60, período em que explodiu a contracultura" e assinala que "outras formas de arte como a música, o cinema e as artes plásticas são contemplados no livro". Regina Coeli, outra jornalista do jornal A Tarde, considera o lançamento do livro como a chegada de um volume que vem "dar a contribuição baiana a este revival [do movimento cultural dos anos 60], atualmente em pleno curso".[17] No artigo "A democracia do pop" para o caderno cultural do jornal A Tarde, Isaías Carvalho destaca que "de uma forma didática e academicamente arejada", O pop "vem para preencher uma lacuna no estudo do pop, uma vez que é sistematicamente analisado nas artes plásticas, mas raramente como narrativa literária".[18] Com bastante repercursão no mundo acadêmico, este livro é citado em revistas acadêmicas, teses de doutorado e dissertações de mestrado, verbetes de enciclopédia online e livros no Brasil[19] [20] [21] e no exterior.[22]

O livro Postmodern Metanarratives: Blade Runner and Literature in the Age of Image vem sendo incluído em listas de leitura em cursos de graduação e pós-graduação[23] [24] e citado em diversas publicações acadêmicas (artigos científicos, teses, dissertações), enciclopédia online e livros, tanto no Brasil[25] [26] quanto em diferentes países, como Austrália,[27] China,[28] Estados Unidos,[29] [30] Paquistão,[31] Reino Unido,[32] Rússia,[33] e Turquia.[34] A resenha no capítulo XVII do livro The Year's Work in English Studies da Editora Oxford intitulado "American Literature: The Twentieth Century" [Literatura Americana: O Século XX], de James Gifford e outros, afirma, em inglês, que este livro

"fornece um exame extenso do filme Blade Runner no contexto das teorias do pós-modernismo, especialmente o subgênero do cyberpunk e a compreensão de Charles Jencks da metanarrativa: 'uma narrativa que fala sobre o processo de sua própria criação' e 'indaga sobre sua natureza constituinte 'e sua apropriação e' semelhança com 'outras formas narrativas' na busca da mudança '(pp. 36-7). Para estudiosos da literatura do período pós-1945, o engajamento de Cruz com os textos ficcionais contemporâneos nos quais o filme se baseia pode ser de grande interesse. Por exemplo, no capítulo 6, 'Collating the Postmodern', Cruz explora a influência de Blade Runner, a Movie, de Burroughs, o romance de Alan Nourse The Bladerunner e Do Androids Dream of Electric Sheep? de Philip K. Dick, enquanto traça diferenças temáticas e semelhanças entre os precursores literários e o filme."[35]

Literatura (pós-colonial) caribenha de língua inglesa (2016) também faz parte de disciplinas em cursos universitários [36] e é citado em alguns artigos acadêmicos[37] e teses.[38]

Principais obras[editar]

  • The Cinematic Novel and Postmodern Pop Fiction: The Case of Manuel Puig (2019).
  • Literatura (pós-colonial) caribenha de língua inglesa (2016).
  • Postmodern Metanarratives: Blade Runner and Literature in the Age of Image (2014).
  • English Online: Inglês Instrumental para Informática (2013).
  • Idea Factory: 100 Games and Fun Activities for Your English Class (edição bilíngue, co-autoria de Adelaide Oliveira) (2012; 2013).
  • O pop: literatura, mídia & outras artes (2003; 2013).
  • Inglês para Administração e Economia (co-autoria de Adelaide Oliveira) (2007).
  • inglês.com.textos para informática (co-autoria de Rosas e Silva) (2001; 2003; 2006).
  • Inglês para Turismo e Hotelaria (2005).

Além desses livros, o autor publicou contos,[39] poemas,[40] dezenas de artigos científicos,[41] [42] capítulos e prefácios de livro,[43] resenhas e ensaios para revistas[44] e jornais.[45] [46]

Referências

  1. “Cruz, Décio Torres.” Dicionário de autores baianos. Salvador: Secretaria de Cultura e Turismo, 2006. p. 115
  2. «Autori Aracne editrice - Décio Torres Cruz». www.aracneeditrice.it. Consultado em 5 de outubro de 2020 
  3. «FILLM | Book Series». www.fillm.org. Consultado em 5 de outubro de 2020 
  4. «Docente da UNEB lança internacionalmente livro que integra série da UNESCO». Agência UNEB de Comunicação. Consultado em 4 de outubro de 2020 
  5. Cruz, Décio Torres (2014). Postmodern Metanarratives: Blade Runner and Literature in the Age of Image (em English). [S.l.]: Palgrave Macmillan UK 
  6. Cruz, Décio. «Books by Décio Torres Cruz». www.amazon.com. Consultado em 5 de outubro de 2020 
  7. Schmitz, Robert. Book Review: Inglês.com.textos para informática. New Routes, #15, Outubro 2015. São Paulo, Disal, p. 22.
  8. Carvalho, Ulisses Wehby de (15 de outubro de 2007). «Resenhas de Livros: Inglês.com.textos para Informática». Tecla SAP. Consultado em 5 de outubro de 2020 
  9. PROGRAMA DE DISCIPLINA (2017). «CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM SISTEMAS PARA INTERNET» (PDF). Faculdade Anísio Teixeira de Feira de Santana 
  10. «Inglês Instrumental para Informática I (III-I)». Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense. 2010 
  11. CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO. «Inglês Instrumental» (PDF). IFE do Sertão Pernambucano 
  12. https://www.fat.edu.br/admin/disciplinas/inf137-ingl-eas-instrumental_.pdf
  13. Disciplina: Inglês Instrumental I. Bacharelado em Sistemas de Informação. Universidade Federal do Amazonas. http://icomp.ufam.edu.br/site/ementas/si/IHE130.pdf
  14. Cruz, Décio Torres. Idea Factory. 100 Games and Fun Activities for Your English Classes. [S.l.: s.n.] 
  15. Lançamentos. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, Caderno Ideias, 4 de outubro de 2003.
  16. Miranda, Doris. "Radiografia do pop e da cultura de massas". Correio da Bahia. Folha da Bahia. Salvador, 21 de agosto de 2003. Capa do caderno e p.2
  17. Coeli, Regina. What's Up? Pop art. A Tarde. Fim de semana: Nomes. Salvador, 29 de agosto de 2003. p. 9.
  18. Carvalho, Isaías. A democracia do pop. A Tarde. Caderno Cultural. Salvador, 10 de janeiro de 2004. p. 10.
  19. «Rock books: intermidialidade no discurso literário pop | Aletria: Revista de Estudos de Literatura». Consultado em 15 de setembro de 2020  https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/18742
  20. Soares, Thiago. Abordagens Teóricas para Estudos Sobre Cultura Pop. LOGOS 41 Cidades, Culturas e Tecnologias Digitais. Publicações UERJ. https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/logos/article/viewFile/14155/10727
  21. Laranjeira, Antonio Eduardo S. (30 de junho de 2015). «Recursos cinematográficos na prosa pop de André Sant'Anna». Txt: Leituras Transdisciplinares de Telas e Textos (7): 45–55. ISSN 1809-8150. doi:10.17851/1809-8150.4.7.45-55. Consultado em 5 de outubro de 2020 
  22. «네이버 학술정보». academic.naver.com (em 한국어). Consultado em 5 de outubro de 2020 
  23. "Bibliography for Introduction to Screenwriting | Prifysgol Bangor University". bangor.rl.talis.com. Retrieved 2020-09-20. https://bangor.rl.talis.com/lists/500462B5-5A82-63C8-CE28-F3F3D5CE65C5/bibliography.html?fbclid=IwAR1jp4EsTfSbt1-6hrzYtytmuEHwOG3BQjUi34RimKI3MZfS0l2lPNZKetU
  24. Programa de Disciplina [Course syllabus]: Tópicos de Narrativa. Semestre: 2018.2 Universidade Federal do Ceará Centro de Humanidades Departamento de Literatura Programa de Pós-Graduação em Letras Modalidade: Mestrado/Doutorado https://ppgletras.ufc.br/wp-content/uploads/2018/07/hgp8722-topicos-de-narrativa-prof.-carlos-augusto.pdf
  25. Leão, Herbert Silva. "UM PERCURSO SOBRE A MODERNIDADE: O MODERNO EM BAUDELAIRE E UMA PARADA EM ÁLVARO DE CAMPOS".https://www.academia.edu/36954798/UM_PERCURSO_SOBRE_A_MODERNIDADE_O_MODERNO_EM_BAUDELAIRE_E_UMA_PARADA_EM_%C3%81LVARO_DE_CAMPOS
  26. Ribeiro, Daniel Malva [UNESP (30 de agosto de 2019). «A série Efemérides: da fotografia a uma subversão na Arte Contemporânea». Consultado em 5 de outubro de 2020 
  27. Rosewarne, Lauren (2016-01-25). Cyberbullies, Cyberactivists, Cyberpredators: Film, TV, and Internet Stereotypes: Film, TV, and Internet Stereotypes. ABC-CLIO. ISBN 978-1-4408-3441-7.https://books.google.com.br/books?id=1ypZCwAAQBAJ&pg=PP1&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false
  28. Zhiang, Chen. Research on Zizek's Subjectivity in the Movie "Blade Runner". A Zizekian Study of Subjectivity in Film Blade Runner. (Master's Thesis In Chinese). ↵↵陈, 志昂 (2017). 电影"银翼杀手"中的齐泽克式主体性问题研究 (Tese de 硕士). 广东外语外贸大学 
  29. Frigioiu, Eliana. «Postmodernism in Ridley Scott's ''Blade Runner''» (em English). Consultado em 5 de outubro de 2020 
  30. Christopher, Roy (19 de março de 2019). Dead Precedents: How Hip-Hop Defines the Future (em English). [S.l.]: Watkins Media. ISBN 978-1-912248-35-3 
  31. Akhtar, Amer (2019). Tarantino's People: Deconstructions in Postmodernism (Tese de Thesis) (em English). National University of Modern Languages, Islamabad. 
  32. Curtin, Adrian (15 de fevereiro de 2019). Death in modern theatre: Stages of mortality (em English). [S.l.]: Manchester University Press. ISBN 978-1-5261-2471-5 
  33. Huseynov, A. A. "CULTURAL PHILOSOPHY IN POST-POST-MODERNISM: CRITICAL ANALYSIS." (in Doctoral Thesis in Russian). https://iphras.ru/uplfile/zinaida/ROOTED/aspir/autoreferat/pavlov/Dissertazia_Pavlov.pdf
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  35. Gifford, James; Clawson, James M.; Foltz, Mary; Ussner Kidder, Orion; Armstrong, Jolene; Parker, Lindsay (2016-01-01). "XVII American Literature: The Twentieth Century". Oxford Academic: The Year's Work in English Studies. 95 (1): 1143–1144. doi:10.1093/ywes/maw019. ISSN 0084-4144. https://academic.oup.com/ywes/article-abstract/95/1/1091/2225147?redirectedFrom=fulltext
  36. https://www.ufjf.br/faclet/files/2013/11/PPC_LicenciaturasLetras_2020.pdf
  37. Lauryn, Inda (2014). «Claire of the Sea Light by Edwidge Danticat». Callaloo (5): 1266–1269. ISSN 1080-6512. doi:10.1353/cal.2014.0193. Consultado em 5 de outubro de 2020 
  38. Carvalho, Mariana Antônia Santiago. Dos vários tons de lilás: violência contra a mulher e resistência feminina em Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie. Dissertação, Universidade Federal do Ceará. Programa de Pós-Graduação em Letras, 2019. http://www.repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/46016/1/2019_dis_mascarvalho.pdf
  39. «Brazil - BRAZZIL - "Conversa ao Telefone" by Decio Torres Cruz - Short story - Brazilian Literature - September 1997». www.brazzillog.com. Consultado em 5 de outubro de 2020 
  40. Staff. «RITUALS». The Buffalo News (em English). Consultado em 4 de outubro de 2020 
  41. “Desejo e alienação na representação fílmica do trabalho de dublagem.” Horizontes de Linguística Aplicada. v.10. Brasília, Universidade de Brasília, p.47-67, 2011. http://ojs.bce.unb.br/index.php/horizontesla/issue/view/590/showToc
  42. “The Caribbean and the Other: A Psychoanalytical Reading of Post-Colonial Caribbean Discourse.” In: Conference Proceedings 2010 Hawaii International Conference on Arts and Humanities, Honolulu. Louisville: University of Louisville, 2010. p.3064-3077. http://hichumanities.org/wp-content/uploads/2016/05/2010-Final-Program.pdf
  43. Cruz, Décio (2015). Pop literature and mass media (em italiano). Roma: Aracne editrice 
  44. “Cuidado com o download.” Discutindo Língua Portuguesa-Extra. São Paulo, 2008, p.14-19.
  45. “Poeta tradutor do mundo.” Jornal do Brasil-Caderno Idéias. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 1997, p.4.
  46. “Na tela com arte.” A Tarde Cultural. Salvador, Jornal A Tarde, front cover and p. 3-4, 1996.


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