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Descarte inadequado de baterias e pilhas

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki

O descarte de pilhas e baterias no meio ambiente é um problema sério e muito comum no nosso cotidiano, será por falta de informação ou desinteresse da população?

De forma geral isso é um problema em grandes e pequenas cidades, nas metrópoles o excesso desse material é um problema, já em pequenas cidades o problema é a falta de pontos de coleta.

De qualquer forma esses materiais estão por aí, contaminando rios e florestas, mas o principal motiva da preocupação é a contaminação dos solos, podendo deixar esses inférteis, dificultando o cultivo.

Esses materiais são perigosos, pois, em seu interior tem líquidos tóxicos, que, em contato com o solo, causa esses problemas citados.

Mas qual seria a solução? Seria a culpa das empresas? Da população? Ou do governo? Qualquer que seja o culpado, esse problema deve ser solucionado ou as próximas gerações irão sofrer bastante.

Além do problema com o solo, esses produtos ainda contêm em sua composição muitos metais pesados como o chumbo e o mercúrio, metais esses que podem causar sérios problemas como câncer e mutações genéticas.

Só para esclarecer, esses produtos não representam perigo em uso, o perigo é depois do seu descarte, pois podem amassar ou estourar, liberando o conteúdo em seu interior.

Esses líquidos tóxicos, podem ainda se infiltrarem na terra e chegar a lençóis freáticos, contaminando a água, e prejudicando assim nossa hidrografia (Oceanos, rios, lagos, etc.)

No brasil, o responsável por essa coleta é o comércio, pois na legislação brasileira, por meio da resolução nº257 do Conama (conselho nacional do meio ambiente), determina que os fabricantes devem inserir na rotulagem dos produtos informações sobre o risco, e ainda, onde pode descarta corretamente pilhas, baterias e celulares.

Além disso, a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), sancionada em 2010, estabelece o incentivo à chamada logística reversa, que constitui em incentivos para que as empresas, governos e consumidores estejam comprometidos em viabilizar a coleta e restituição dos resíduos sólidos a empresas fabricantes, além da participação de cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais recicláveis.

Um maior envolvimento do consumidor na reciclagem e no combate à pirataria de pilhas e baterias foi motivo de convocação dos participantes da audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal. A audiência que aconteceu no final de agosto foi destinada a debater o PLS (Projeto de Lei do Senado) nº 714/07, que trata da destinação correta de pilhas e baterias usadas. O PLS propõe que fabricantes, importadores, estabelecimentos comerciais e consumidores possam ser responsabilizados pelo descarte ambientalmente adequado de pilhas e baterias.

PORQUE BATERIAS E PILHAS AINDA SÃO DESCARTADAS INCORRETAMENTE?[editar]

Para solucionarmos um problema, primeiro devemos pensar o porquê de este ocorrer, será culpa população, das empresas ou do governo?

Na realidade os 3 estão igualmente relacionados a este problema, o governo brasileiro que não oferece nenhum ponto de coleta, as empresas que não recebem esses em pequenas cidades, e a população, que muitas vezes até tem os pontos de coletas em suas cidades mais preferem descarta no lixo residual.

A verdade é que enquanto esses três não se dedicarem e entenderem o tamanho e a gravidade deste problema, isso não será solucionado.

QUAL O PROBLEMA NO DESCARTE INADEQUADO DE BATERIAS E PILHAS?[editar]

O problema não está nas pilhas, pois se utilizadas de mateira correta elas não apresentam perigo nenhum a população, na verdade, o problema está na forma como essas pilhas são descartadas, pois se furadas ou amassadas, podem liberar as substâncias que as compõe.

Oque seria essas substâncias? Principalmente cádmio (Cd), chumbo (Cs) e mercúrio (Hg). Todos metais pesados e extremamente perigosos, tanto para as pessoas, quanto para a natureza, pois, todos esses metais são não biodegradáveis.

Entre os impactos a saúde podemos destacar:

Cádmio: É um elemento químico de símbolo Cd de número atômico 48, que, mesmo em concentrações extremamente baixas, podem ser prejudiciais a saúde causando por exemplo problemas respiratórios e metabólicos também pode causar alguns tipos de câncer, provocar dores reumáticas e afetar o sistema nervoso.

Chumbo: É um metal tóxico, pesado, macio, maleável. é um dos componentes mais perigosos, pois pode ter efeitos no sangue, rins, sistema nervoso central e medula óssea, pode causar problemas como insuficiência renal, alterações genéticas, cólicas abdominais, lentidão de raciocínio, anemia, tremores musculares e encefalopatia.

Mercúrio: É um metal líquido à temperatura ambiente, conhecido desde os tempos da Grécia Antiga, causa geralmente problemas graves e permanentes em órgãos como fígado, cérebro e até no desenvolvimento de fetos.

Esses metais, além de causar todos esses problemas citados ainda tem um agravante, todos são de difícil eliminação do organismo, representando assim um problema ainda maior.

Além de causar problemas ao corpo, esses metais pesados podem causar danos irreparáveis a natureza, como a contaminação do solo e do lençol freático.

Os solos são compostos por matéria orgânica (parte superior) e inorgânica (parte mais profunda), quando se descarta químicos indevidamente nessa parte orgânica ocorre a contaminação, que, diretamente ou indiretamente vai chegar a água e o ar que consumimos e respiramos.

As principais causas de contaminação do solo são: Uso de fertilizantes, uso de pesticidas, herbicidas e inseticidas, despejo incorreto de resíduos sólidos e o desmatamento.

As consequências são: Redução de fertilidades do solo, aumento de sua erodibilidade, perda de nutrientes, desequilíbrio ecológico, aumento da salinidade, redução da vegetação, problemas de saúde pública, liberação de gases poluentes, entupimento de encanações, contaminação de alimentos e desertificação.

Essas pilhas irão chegar aos rios, diretamente ou indiretamente, e quando se entra em contato com os rios, os problemas podem ser ainda mais graves.

Os rios, quando poluídos quimicamente, praticamente impossibilita a vida nesse habitat, isso quer dizer que, todos os organismos que ali habitam, irão morrer, podendo causar mortes em massa ou até mesmo extinção de algumas espécies.

E as principais causas da contaminação químicas dos rios são: Sais de metais pesados, Mercúrio, ácidos, Chumbo, álcalis, fenóis, hidrocarbonetos, detergentes, zinco, cádmio e níquel.

QUAIS AS DIFERENÇAS E OS PERIGOS DOS VARIADOS TIPOS DE BATERIAS E PILHAS?[editar]

Se todos esses problemas ainda não fossem o suficiente, temos mais um agravante, existem vários tipos e modelos de baterias e pilhas, todos com suas particularidades e perigos próprios.

Os mais comuns são: Pilhas secas ou de zinco-carbono, pilhas alcalinas e as de níquel.

As pilhas secas, aquelas usadas em relógios e lanternas, são normalmente formadas por zinco (Zn), grafite e dióxido de manganês (MnO2) que pode evoluir para manganite (MnO(OH), além de conter os metais já citados para revestir esses elementos. O NEMA (Associação Nacional Norte-Americana dos Fabricantes Elétricos) estima que 3,25 pilhas zinco-carbono per capita são vendidas ao ano nos Estados Unidos da América.

As pilhas alcalinas são formadas por ânodo, aço envolto por zinco banhado em uma solução de hidróxido de potássio (KOH), um cátodo de anéis de dióxido de manganês (MnO2) compactado envoltos por uma capa de aço niquelado, um separador de papel e um isolante de nylon. A NEMA estima que 4,25 pilhas alcalinas per capita são vendidas por ano nos EUA.

As baterias recarregáveis em 2009 representavam cerca de 8% do mercado europeu destes produtos. Cerca de 70 % das baterias recarregáveis são do tipo níquel-cádmio (Ni-Cd).

As baterias de níquel-cádmio funciona por um eletrodo de Cd (cátodo), que, em contato com um eletrodo de NiO(OH) (ânodo) geram Cd(OH)2, e Ni(OH)2.

EXISTEM LEIS PARA O CONTROLE DO DESCARTE DE PILHAS E BATERIAS?[editar]

Temos algumas leis sobre esse descarte aqui no brasil, entre elas podemos citar a resolução n° 257/99 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que entrou em vigor em julho de 2000, que estabelece em seu artigo primeiro:

As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, necessário ao funcionamento de quaisquer tipos de aparelhos, veículos ou sistemas, móveis ou fixos, bem como os produtos eletroeletrônicos que os contenham integrados em sua estrutura de forma não substituível, após seu esgotamento energético, serão entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias, para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem diretamente, ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequado.

Na mesma lei, o artigo quinto determina:

A partir de 1º de janeiro de 2000, a fabricação, importação e comercialização de pilhas e baterias deverão atender aos limites estabelecidos a seguir:

I. com até 0,025% em peso de mercúrio, quando forem do tipo zinco-manganês e alcalina-manganês;

II. com até 0,025% em peso de cádmio, quando forem do tipo zinco-manganês e alcalina manganês;

III. com até 0,400% em peso de chumbo, quando forem do tipo zinco-manganês e alcalina-manganês;

IV. com até 25 mg de mercúrio por elemento, quando forem do tipo pilhas miniaturas e botão.

Art. 6º – A partir de 1º de janeiro de 2001, a fabricação, importação e comercialização de pilhas e baterias deverão atender aos limites estabelecidos a seguir:

I. com até 0,010% em peso de mercúrio, quando forem do tipo zinco-manganês e alcalina-manganês

II. com até 0,015% em peso de cádmio, quando forem do tipo zinco-manganês e alcalina-manganês

III. com até 0,200% em peso de chumbo, quando forem dos tipos alcalina-manganês e zinco-manganês.

IV. com até 25 mg de mercúrio por elemento, quando forem do tipo pilhas miniaturas e botão. (Inciso acrescido pela Resolução 263)

Art. 13º – As pilhas e baterias que atenderem aos limites previstos no art. 6º poderão der dispostas, juntamente com os resíduos domiciliares, em aterros sanitários licenciados.

Ou seja, de acordo com os artigos acima da resolução n° 257/99 do CONAMA, desde 1º de janeiro de 2000, pilhas e baterias comercializadas, fabricadas e importadas no Brasil podem possuir até 0,025% de mercúrio, até 0,025% de cádmio e até 0,4% de chumbo quando forem do tipo zinco-manganês e alcalina-manganês, que são muito utilizadas em câmeras, telefones, rádios, brinquedos, calculadoras, dentre outros aparelhos. Assinale, ainda, que a mesma resolução estabelece que a partir de janeiro de 2001 os padrões devem ser ainda menores: 0,01% de mercúrio, 0,015% de cádmio e 0,02% de chumbo quando forem do tipo zinco-manganês e alcalina-manganês.

QUAL SERIA A SOLUÇÃO?[editar]

São várias as soluções possíveis, mais um professor de engenharia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) desenvolveu uma solução que “recicla” as pilhas e baterias.

Esse processo se baseia na concentração de materiais e na dissolução sulfúrica da pilha seguida da extração dos componentes químicos por solventes orgânicos.

No final temos zinco metálico, e dióxido de manganês, que tem as mesmas características das matérias primas, podendo ser usada da mesma forma.

Temos também alternativas a essas pilhas tradicionais, é o caso da bateria de íon-lítio que é mais eficiente, mais duradoura, e ainda é recarregável, atualmente já está sendo utilizada em aparelhos celulares. A vantagem desta bateria é que não precisa de proteção dos metais pesados, assim sendo menos prejudicial ao meio ambiente.

COMO DESCARTAR CORRETAMENTE?[editar]

Para fazer o descarte de pilhas e baterias é necessário, antes de tudo, armazenar as pilhas e/ou baterias sem misturá-las com outro tipo de materiais, apenas embalá-las em plástico resistente para evitar contato com umidade a fim de evitar vazamentos.

Após embaladas, consulte quais são os postos de recolhimento mais próximos da sua residência.

CONCLUSÃO[editar]

Depois da realização deste trabalho podemos concluir que, por mais que as empresas e o estado tenham devida responsabilidade, a obrigação maior é da população, que deve levar as pilhas, baterias e eletroeletrônicos em geral para os pontos de recolhimento.

Penso que deveria existir uma lei onde as empresas sejam obrigadas a recolherem tal material, e quem sabe, reaproveita-lo.

Vimos também que existe métodos para reciclar tal material, mesmo que esses ainda esteja em constante aprimoramento, quem sabe algum dia pilhas possa ser substituída por algo mais reaproveitável e ecologicamente correto.

LIGAÇÕES EXTERNAS[editar]

ECYCLE - Como fazer o descarte de pilhas e baterias?

ECYCLE - Contaminação do solo: como ocorre e de que jeito prejudica o meio ambiente?

ESTUDO PRATICO - Poluição química dos rios

FLIP FLOP - Pilhas e baterias: conheça os principais tipos

IDEC - Entenda por que pilhas e baterias não podem ser descartadas nos lixos comuns

KARCHER - Pilhas e baterias

MARIANA PLORENZO - O lado positivo da PILHA – Parte IV: LEGISLAÇÃO

MUNDO AMBIENTE - Lei 11.187/97

MUNDO EDUCAÇÃO - Descarte correto de pilhas e baterias usadas

REVISTA PESQUISA - Uma solução para pilhas


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