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Dr. Jairinho

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki


Dr. Jairinho
Vereador do Rio de Janeiro
Período 1 de janeiro de 2005
até a atualidade
Dados pessoais
Nome completo Jairo Souza Santos Junior
Nascimento 31 de dezembro de 1977 (46 anos)
Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileiro
Progenitores Pai: Coronel Jairo
Partido PSC (2003-2013)
PROS (2013-2015)
MDB (2015-2020)
Solidariedade (2020-2021)
Sem partido (2021-presente)
Profissão médico (2004-2023)

político (2004-2021)

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Jairo Souza Santos Junior (Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 1977), conhecido como Dr. Jairinho, é um ex-médico[1] e político brasileiro, atualmente sem partido.[2]

Carreira política[editar]

Eleito vereador do Rio de Janeiro em 2004, conseguiu se reeleger em 2008, 2012, 2016 e 2020,[3] sendo cassado deste último mandato devido quebra de decoro parlamentar.[4]

Dr. Jairinho era figura conhecida do Legislativo carioca, tendo sido líder do governo de Marcelo Crivella (Republicanos) na legislatura 2017-2020, e filho de um ex-deputado estadual, o policial Coronel Jairo,[5] que foi preso em 2018 pela Operação Furna da Onça, suspeito de receber mesada para aprovar projetos de interesse do governo de Sérgio Cabral (MDB).[5]

Em 2004, Dr. Jairinho foi eleito pela primeira vez, aos 27 anos, e foi o vereador mais votado do PSC, com 24 mil votos.[6] No pleito seguinte, em outubro de 2008, foi reeleito para o segundo mandato, com 23 880 votos.[6] Nesse período, Dr. Jairinho assumiu como principal desafio a luta por um ensino de qualidade no município do Rio, ao ser autor dos decretos que suspenderam a aprovação automática nas escolas da rede municipal.[5] Ao assumir o cargo, o prefeito Eduardo Paes revogou a aprovação automática nos dois últimos ciclos do Ensino Fundamental.[6] Em 2012, pelo PSC, Dr. Jairinho garantiu novo mandato, com 43 mil votos.[6] Em 2016, já no PMDB, foi reeleito para o cargo de vereador, ao receber os votos de 26 mil cariocas.[6] Em 2020, Jairinho foi o 28º mais votado dentre os 51 vereadores eleitos no Rio de Janeiro no ano de 2020.[5] Em 11 de março de 2021, três dias após a morte do menino Henry, Jairinho passou a integrar o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.[6] Acabou por ter o seu mandato cassado em 30 de junho de 2021 por unanimidade (49 votos a favor dos 51 eleitos, Dr Gilberto (PTC) apresentou licença médica[7]), sendo o primeiro vereador da história da câmara municipal do Rio de Janeiro a perder o mandato por deliberação de outros vereadores.[8] Jairinho está detido no presídio Bangu 8, onde também se encontra preso Roberto Jefferson, político e pai de sua ex-namorada Cristiane Brasil.[9]

Em 15 de março de 2023, Jairinho teve seu registro de médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj).[10]

Controvérsias[editar]

Tortura de Nilton Claudino[editar]

Ver artigo principal: Nilton Claudino

No dia 14 de maio de 2008, Nilton, uma repórter e um motorista d'O Dia foram capturados por milicianos na favela do Jardim Batan. Disfarçado, o trio havia se mudado para o local para fazer uma série de matérias sobre as milícias. Os bandidos teriam descoberto a verdade sobre a equipe através de colegas do próprio jornal, pois conheciam detalhes da mesa de trabalho do fotógrafo e um apelido da repórter.[11]

Os três passaram por sete horas e meia de interrogatório, sendo submetidos a socos, pontapés, roleta-russa, choques elétricos, sufocamento com saco plástico e tortura psicológica. No intervalo das agressões, ouviram sirenes em torno do cativeiro, mas os homens que chegavam ao local demonstravam apoio aos torturadores, ao invés de solidariedade às vítimas. Foram libertados após ameaças de morte e sob a condição de que mantivessem segredo sobre o caso.[12]

O jornal denunciou a tortura sofrida por sua equipe na capa da edição de domingo, 1º de junho de 2008, esclarecendo que, apesar da cúpula da Segurança do Estado do Rio de Janeiro ter sido notificada sobre o caso, decidiu não divulgar a agressão até aquele momento para não prejudicar as investigações e nem comprometer a segurança dos envolvidos.[12] No dia seguinte à publicação da matéria, o então secretário de segurança pública do estado, José Mariano Beltrame, confirmou o envolvimento de policiais no sequestro e tortura da equipe.[13] Foi investigado também o envolvimento do deputado estadual Coronel Jairo e de seu filho, o vereador Dr. Jairinho, cujas vozes teriam sido reconhecidas pela repórter.[14][15]

Em dezembro do mesmo ano, foi realizada uma grande operação nas zonas norte e oeste do Rio de Janeiro para cumprir sete mandados de prisão e 29 de busca e apreensão, para deter os participantes do sequestro e tortura.[16] Os líderes da milícia, o policial civil Odinei Fernando da Silva e o presidiário Davi Liberato de Araújo, foram sentenciados a 31 anos de prisão. O deputado e o vereador denunciados negaram envolvimento com as milícias, não sendo investigados.[17]

Caso Henry Borel[editar]

Ver artigo principal: Caso Henry Borel

Jairinho foi preso no dia 8 de abril de 2021 no âmbito do inquérito que investiga morte de seu enteado Henry Borel Medeiros, de 4 anos. A mãe do menino e companheira do vereador, a professora Monique Medeiros, também foi presa temporariamente.[18]

A polícia suspeita que Henry tenha morrido depois de ser submetido por Dr. Jairinho a uma sessão de torturas, com o conhecimento de Monique.[19][20]

Referências

  1. «Caso Henry: Jairinho tem registro de médico cassado por unanimidade». O Globo. 15 de março de 2023. Consultado em 23 de maio de 2023 
  2. «Solidariedade anuncia expulsão de Dr. Jairinho do partido». G1. Consultado em 9 de abril de 2021 
  3. «Dr. Jairinho foi o 16º vereador mais votado do Rio». ES360. 8 de abril de 2021. Consultado em 9 de abril de 2021 
  4. «Projeto de Decreto Legislativo». aplicnt.camara.rj.gov.br. Consultado em 20 de junho de 2022 
  5. 5,0 5,1 5,2 5,3 Caio Sartori (8 de abril de 2021). «Quem é Dr. Jairinho, vereador preso por suspeita da morte do enteado de quatro anos». GaúchaZH. Grupo RBS. Consultado em 16 de abril de 2021 
  6. 6,0 6,1 6,2 6,3 6,4 6,5 «Saiba quem é Dr. Jairinho, vereador do Rio de Janeiro preso pela morte do enteado Henry». Metrópoles. Grupo RBS. 8 de abril de 2021. Consultado em 16 de abril de 2021 
  7. «Único vereador ausente na sessão que cassou Dr. Jairinho diz que estava dormindo no momento da votação». oglobo.globo.com. Consultado em 20 de junho de 2022 
  8. «Por unanimidade, vereador Dr. Jairinho é cassado na Câmara do Rio  – VEJA». veja.abril.com.br. Consultado em 20 de junho de 2022 
  9. Jardim, Lauro. «Em Bangu 8, Jefferson reencontra Dr. Jairinho». Lauro Jardim - O Globo. Consultado em 1 de setembro de 2021 
  10. «Jairinho tem registro de médico cassado por conselho de medicina do Rio». CartaCapital. 15 de março de 2023. Consultado em 23 de maio de 2023 
  11. "Fotógrafo acusa vereador e deputado de tortura". O Estado de S. Paulo, 8 de agosto de 2011
  12. 12,0 12,1 "Equipe do jornal carioca O Dia é torturada por milícia em favela" Arquivado em 5 de dezembro de 2010, no Wayback Machine.. PortalImprensa, 1º de junho de 2008
  13. "Beltrame: são policiais" Arquivado em 5 de junho de 2008, no Wayback Machine.. O Dia, 2 de junho de 2008
  14. "Alerj deverá criar CPI para investigar milícias". Terra, 5 de junho de 2008
  15. "Políticos com processo lançam seus herdeiros. Objetivo é evitar impugnações e garantir poder". O Globo, 31 de julho de 2008
  16. "Polícia prende PMs que torturaram repórteres do jornal O Dia"[ligação inativa]. O Dia, 11 de dezembro de 2008
  17. «Minha dor não sai no jornal». Piauí, ed 59. Agosto de 2011. Consultado em 18 de março de 2019 
  18. «Babá narrou tortura de Dr. Jairinho em tempo real para a mãe de Henry». VEJA. Consultado em 9 de abril de 2021 
  19. «Dr. Jairinho e mãe de Henry jogaram os celulares pela janela depois que a polícia chegou, diz delegada». G1. Consultado em 9 de abril de 2021 
  20. «Vereador Dr. Jairinho pode também perder registro de médico». Terra. Consultado em 9 de abril de 2021 


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