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Duadino Martines

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki
Duadino Martines
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Nome completo
Nascimento Nasceu em 1987, tekoha Guapo’y, Amambai, no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil
Morte
Nacionalidade Brasileiro
Alma mater
Ocupação Professor de Biologia nas escolas indígenas municipal e estadual Mbo’eroy Guarani Kaiowá
Principais trabalhos A preservação das culturas indígenas do Brasil
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Duadino Martines (Amambaí, 1987) é professor e ativista indígena que trabalha para apoiar os direitos e a cultura dos povos indígenas do Brasil[1]. É da etnia kaiowá e trabalha com as pessoas deste grupo. É dedicado à preservação das culturas pelo meio de dança[2]. Martines é professor de Biologia nas escolas indígenas municipal e estadual Mbo'eroy Guarani Kaiowá em Amambai no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil [3] [4].

Biografia[editar]

Infância e Educação[editar]

Duadino Martines nasceu no ano de 1987 e cresceu em uma aldeia em Amambai, Mato Grosso do Sul, Brasil. Filho de pais separados, Martines morava com sua mãe (Maria Ana Moreira), sua avó (dona Gabriela, como a chama) e dois irmãos pequenos [2]. A família não tinha muito dinheiro, mas sua mãe e avó sempre lhe incentivaram a estudar. Como adolescente, trabalhava de bóia-fria nas fazendas o redor da aldeia para comprar uniforme e ir ao ensino médio na cidade. Sua aspiração em ser professor foi incomum em sua comunidade onde os outros meninos geralmente queriam trabalhar nas usinas de cana-de-açúcar.

Começou sua educação do primário na escola da Missão Evangélica Caiuá, atualmente Escola Municipal Mitã Rory e estudou do 6º ao 9º ano do ensino fundamental na Escola Polo Municipal Indígena mbo'eroy Guarani Kaiowá. No Ensino médio, Martines foi à Escola Estadual Doutor Fernando Corrêa da Costa – um colégio na cidade porque não tinha o ensino médio na sua aldeia em 2001. Em 2005 se mudou sozinho, pela primeira vez, para a cidade de Dourados, onde cursou a faculdade de Ciências Biológicas/Licenciatura na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS)[2]. De 2015 a 2017, cursou a pós-graduação em Antropologia e História dos Povos Indígenas pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) [5].

Carreira e Ativismo[editar]

Carreira[editar]

Quando estudou no ensino médio trabalhou como sustituto de alguns professores. Também trabalhou em campanhas eleitorais. Enquanto Martines morava em Dourados, trabalhou na ONG Amigo do Índio como monitor de informática básica na aldeia Jaguapiru[6]. A organização, atualmente desativada, era mantida pelo Centro Universitário da Grande Dourados (UNIGRAN). Durante a graduação, também trabalhou no SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

Retornou a tekoha Guapo'y em 2010 e desde então leciona aulas de ciências no ensino fundamental na escola municipal local[7], o qual é efetivo (concursado desde 2012) e atualmente é coordenador pedagógico,[8]. Além disso, Martines deu aulas no ensino médio na escola estadual (concursado desde 2014) onde também é coordenador em outro período[2].

Ativismo[editar]

O ativismo do Duadino Martines está ligado com sua carreira e seu trabalho. Através de vários projetos educacionais, a filosofia pedagógica implementada pelo professor Martines visa alcançar a integração cultural da juventude indígena através da educação escolar voltada para a arte e a cultura. Duadino costuma dizer “nós, indígenas, temos as marcas de luta na alma e no coração”, sentimento que ele transmite aos seus jovens estudantes, dando-lhes ferramentas para conquistar o mundo não só através do mercado de trabalho, mas também através da participação em projetos culturais que resgatam a cultura indígena[2].

Desta forma, os eixos que sustentam os projetos educacionais implementados pelo professor Duadino Martines baseiam-se em três pilares principais:

  1. Orgulho e valorização da etnia indígena
  2. A discussão do lugar da cultura indígena na sociedade em geral (desafios atuais como a sustentabilidade da aldeia de Amambai)
  3. A importância da educação artística como um método para alcançar esses objetivos[2].  
Ficheiro:Duadino Martines traje típico.jpg
Duadino vestindo traje típico

Ele participou no Dia do Índio na Aldeia Amambai para demonstrar seu orgulho de ser nativo e educar os alunos. Nessa comemoração em 2014 diz:

É um privilégio porque sou nativo, meu povo é daqui e é uma responsabilidade, pois por ser indígena e professor tenho a obrigação de ensinar a manter nossa cultura[9]

Duadino coordenou projetos para resgatar a cultura indígena através de grupos de folclore e dança formados por jovens. Seu projeto, um grupo de dança chamado Pa’i Kuara Rendy (PKR, Raio de Sol) um grupo composto por 40 alunos, teve o objetivo de fazer com que os jovens valorizem suas raízes e não se envolvam em atividades negativas.

Trabalhos recentes[editar]

Atualmente, o professor Duadino Martines coordena uma equipe de teatro ligada ao mesmo grupo de dança, chamado Grupo de Teatro Liberdade PKR, o primeiro conjunto de teatro Indígena Guarani Kaiowá, onde Duadino escreve e é responsável pela direção das peças[2]. Tem produções como: Caminhos da Sabedoria (fala sobre os caminhos que um estudante indígena passa pelo preconceito, desânimo e dificuldade sempre valorizando sua cultura), Gritaram-me Bugra (fala sobre a mulher indígena) O mito dos Gêmeos (fala sobre a lenda Guarani Kaiowá sobre os irmãos Sol e Lua e a sua jornada) e Filhos dessa Terra (disputa por terras entre indígenas e os latifundiários)[10].

Realizações, prêmios e distinções[editar]

No ano de 2015, Duadino Martines recebeu o primeiro lugar no concurso de quadrilhas de Amambai criado pela Secretaria Municipal de Esportes e Cultura. No ano de 2017, ele foi qualificado para o prêmio nacional de Culturas Populares por seu trabalho com jovens resgatando expressões culturais indígenas[11].

Duadino Martines junto com uma equipe de doze estudantes ganharam o primeiro lugar do Festival Estudantil Temático para o Trânsito (Fetran) com a peça chamada “A grande Selva de Pedra”, escrita pelo professor Martines (2016) [12] [3]

No ano de 2018, Duadino recebeu um reconhecimento por seu trabalho na área de educação, concedido pela Câmara de Vereadores de Amambai[13][14]. Este prêmio reconhece o trabalho educacional que Duadino Martines vem fazendo há anos, especialmente resgatando a diversidade cultural com a juventude indígena. Nesse mesmo ano, durante o 19º Festival de Inverno de Bonito, Duadino disse:

Porque nós, enquanto professor [sic], a gente sonha muito por esses alunos, trazer eles fora de Amambai e mostrar um pouco a cultura de Amambai, isto é um privilégio[10]

Ver também[editar]

  • Paí tavytera
  • Amambai

Referências

  1. Rosa, Eduarda. «Rede de Saberes da UEMS promove debate sobre afirmação étnica». Rede de Saberes da UEMS promove debate sobre afirmação étnica. Consultado em 3 de maio de 2019 
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5 2,6 Codingest (3 de abril de 2019). «A educação transformou a minha vida». Gazeta Educação. Consultado em 3 de maio de 2019 
  3. 3,0 3,1 «Escola Estadual Mbo'eroy Guarani Kaiowá é destaque em Amambai». Amambai Notícias. 3 de abril de 2019. Consultado em 3 de maio de 2019 
  4. «Dia do Índio: grupo de jovens veem na dança uma forma de fortalecer sua cultura». Amambai Notícias. Consultado em 3 de maio de 2019 
  5. «Academicos indigenas». Consultado em 29 de abril de 2019 
  6. «AmI e UNIGRAN comemoram Dia do Índio no núcleo da Aldeia Jaguapiru». Consultado em 3 de maio de 2019 
  7. «"Concurso Público de Prova e Títulos - SAD/SED/2013"» (PDF) 
  8. «O Jornal em Sala de Aula» 
  9. «Comunidade Guarani Kaiowá da aldeia Amambai comemora o Dia do Índio». Amambai Notícias. Consultado em 29 de abril de 2019 
  10. 10,0 10,1 Naura. «Guaranis Kaiowás de Amambai participam do 19º Festival de Bonito». Correio da Fronteira. Consultado em 29 de abril de 2019 
  11. «Professor amambaiense é habilitado a prêmio nacional de Culturas Populares». Consultado em 3 de maio de 2019 
  12. «Amambai recebe 9º Fetran». Consultado em 3 de maio de 2019 
  13. «Câmara de Vereadores homenageia professores em Amambai». Consultado em 3 de maio de 2019 
  14. «Sessão Solene em Homenagem aos professores» 



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