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Edgar Pêra

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki


Edgar Pêra
Nascimento 19 de novembro de 1960 (60 anos)
Lisboa, Portugal
Nacionalidade português
Residência Lisboa
Ocupação Cineasta
IMDb: (inglês)

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Edgar Henrique Clemente Pera (Lisboa, 19 de novembro de 1960) é um cineasta português, para além de escritor, autor de bandas desenhadas e artista plástico transmedia.

Biografia[editar]

Edgar Pêra é autor de trabalhos para cinema[1][2][3], televisão, internet, livros, espectáculos, galerias e museus, retratando temas como o trabalho, o tempo, a liberdade, a realidade e a alienação e debruçando-se sobre a vida e/ou obra de pensadores e artistas como Agostinho da Silva, Alberto Pimenta, Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, António Pedro, Carlos Paredes, Dead Combo, Nuno Rebelo, Fernando Pessoa, H.P.Lovecraft, Madredeus, Paulo Varela Gomes, Maria Isabel Barreno, Rudy Rucker[4], Robert Anton Wilson, Souto Moura, Terence Mckenna, Pedro Ayres Magalhães, Ney Matogrosso, Legendary Tigerman e Manuel Rodrigues.[5]

Após a revolução de 25 de Abril de 1974 Edgar Pêra envolve-se ativamente nos movimentos sociais, deslocando posteriormente os seus interesses para a cinefilia militante. Abandona o 4º ano do curso de Psicologia da Faculdade de Letras, depois de ingressar na Escola de Cinema do Conservatório Nacional (actual Escola Superior de Teatro e Cinema) em 1981, especializando-se na área de montagem em 1984. Durante os tempos da Escola de Cinema cria o Movimento Neuro-Realista com o cineasta Manuel Mozos e inicia o seu trabalho como argumentista. Colabora na escrita, com Manuel João Gomes, do filme Repórter X, de José Nascimento.

Em 1985, inspirado no gesto fundador de DzigaVertov, assume a persona do Homem-Kâmara filmando compulsivamente o seu quotidiano e o de bandas pop portuguesas com quem convivia. Dessa colaboração nascem videoclips e filmes musicais televisivos com os GNR, Heróis do Mar, Xutos & Pontapés, Sétima Legião, Rádio Macau e Rodas Aéreas. O seu primeiro trabalho público é o videoclip "Dunas" para o grupo GNR, evidenciando desde já a tendência para combinar desde diferentes suportes fílmicos (neste caso, imagens vídeo VHS com película 16 mm reversível).

Na segunda metade da década de 1980, Pêra escreve noticiários e ficções para a rádio (RUT - Rádio Universidade Tejo e Rádio Gest - Rádio Comercial) e assina recensões, crónicas visuais, “bandas gráficas” e manifestos Neuropunks para o jornal O Independente e a revista K, ambos dirigidos pelo escritor Miguel Esteves Cardoso. Para o jornal Diário Popular cria, conjuntamente com Pedro Ayres Magalhães e Pedro Bidarra, "A Invasão" - uma página de antecipação especulativa humorística. Trabalha também em agências de publicidade na escrita e pós-produção audio. É nessa época cria outra cine-persona, o sonoplasta Artur Cyanetto, o autor das suas bandas sonoras mais radicais.

Em 1989 filma o primeiro vídeo do grupo Madredeus e funda a Sociedade Neuro-Escatológica de Moscavide, que produziu entre outros filmes, Matadouro e Os Sobreviventes (ou Subviventes). Este último, rodado nas ruínas resultantes do incêndio do Chiado, um cenário apocalíptico onde Pêra regressará incessantes vezes para filmar.

Em 1990 ganha o prémio do jornal Sete - Carreira na área de vídeo e o prémio copy da RTC. Estreia no Fantasporto a sua primeira curta-metragem para cinema - Reproduta Interdita. Nesse mesmo ano há ainda a assinalar a terceira incursão de Pêra nas artes plásticas: inaugura no Centro Cultural Emmerico Nunes uma exposição de videofotografias e uma instalação multimedia (Cinerock - Movimento da Pedra), encerrando o evento com um cine-concerto musicado por Tiago Lopes (Golpe de Estado).

Em 1991 assina A Cidade de Cassiano (Grand Prix Films D’architecture do festival de cinema de Bordeaux) para a exposição dedicada ao arquiteto modernista Cassiano Branco. Para além das curtas-metragens Matadouro e Guerra ou Paz? inaugura VideoKorporis, uma instalação vídeo no Palácio Anjos, em Algés. Segue-se uma encomenda para o canal franco-alemão ARTE “O Trabalho Liberta? ” (prix Essai Festival Film D’Art Paris - Centre Pompidou,1993) e o filme SWK4, outra encomenda, para a comemoração do centenário de Almada Negreiros no CCB, . É com a exibição deste filme no Fantasporto que se inicia a rutura de Pêra com os consensos. É também o primeiro trabalho do cineasta com atores profissionais.

Em 1994 assina a sua primeira longa-metragem, Manual de Evasão LX94, uma encomenda de Lisboa Capital Europeia da Cultura. É o seu filme mais polémico (à excepção de Cinesapiens, que dividiu ainda mais a crítica), articulando uma estética herdada do cinema mudo e da "comédia à portuguesa": cenas burlescas com actores (Duarte Barrilaro Ruas, Manuel João Vieira, José Wallenstein, Anabela Teixeira, Ana Bustorff e João Reis) intercaladas com discursos sobre o tempo de três escritores alterantivos californianos (Terence Mckenna, Robert Anton Wilson e Rudy Rucker).

Em 1996 funda com o escritor Manuel Rodrigues, a Akademya Luzoh-Galáktika, espaço trans-media de aprendizagem, situado nos Ateliers de S.Paulo, em pleno bairro da Bica. Até ao final do século XX sairão dessa Akademya cine-concertos, instalações (, vídeos e filmes de pequeno formato, para além da longa-metragem A Janela (Maryalva Mix), estreada no Festival Internacional de Locarno de 2001. Em paralelo com a sua actividade cinematográfica, Pêra vai exibindo as suas vídeo-instalações, como por exemplo Aerokomix, protagonizada pelos ícones da banda desenhada norte-amercana, Art Spiegelman e Will Eisner.

Ao entrarmos no século XXI, assistimos a uma inflexão no trabalho de Pêra, aliando à montagem plástica uma componente emocional (O Homem-Teatro e Oito Oito, ambos de 2001). Interessando-se cada vez mais pelos espectáculos ao vivo, Pêra cria a Kompanhya do Accident e muda o seu estúdio para o Espaço Gingal em Cacilhas, a convite do colectivo O Olho, coordenado pelo encenador e artista plástico João Garcia Miguel. Dessa colaboração nascerão múltiplas obras em diferentes media, entre as quais o tele-espectáculo/longa-metragem Champô Chaimite/A Saga dos Homens-Toupeira (estreado no Fantasporto 2003), a instalação A Porta, baseada no I Ching, e a cine-performance Fiquem Com a Cultura Que Eu Fico com o Brasil em colaboração com o poeta Alberto Pimenta.

Em 2004 assina És A Nossa Fé, um filme sobre a emoção dos adeptos de futebol do Sporting e do Leixões. Ainda nesse ano Pêra é convidado por Natxo Checa para uma residência artística quinquenal na Galeria ZDB, onde realiza uma série de instalações (Keep Mooving, Neuroh-Evazão, ) e cine-concertos em colaboração com João Lima, Anarchica Nuvolari, Tó Trips, Lydia Lunch e Vítor Rua, entre outros. Tem a sua primeira grande retrospetiva fora de Portugal, em Amsterdão, no World Wide Video Festival, onde apresenta o cine-espectáculo Sudwestern, com música dos Dead Combo.

Em 2006 estreia Movimentos Perpétuos - Cine-Tributo a Carlos Paredes no festival IndieLisboa (arrecadando o prémio do Público, melhor fotografia e melhor filme)[6]. Nessa mesma edição do Indie[7] é homenageado como "Herói Independente". O programador e crítico Olaf Möller escreveu para o catálogo da retrospectiva: " Quando nos questionamos, ‘Como é possível que um excepcional (e neste caso jovem) cineasta pouco seja conhecido fora do seu país?’, a resposta é, invariavelmente, a mesma: ‘Não se enquadra por ser demasiado diferente.’ E demasiado diferente de quê? No caso de Edgar Pêra, pode dizer-se ‘demasiado diferente de tudo aquilo que hoje em dia se entende por ‘certo’, ‘real, em termos cinematográficos’ ou‘realista, em termos cine sócio políticos’’. Em termos mais concretos, Edgar Pêra é diferente de tudo o resto que conhecemos de Portugal."

Em Outubro de 2006 recebe em Paris, o prémio Pasolini, juntamente com Alejandro Jodorowsky e Fernando Arrabal. Assina no jornal O Público bandas desenhadas com entrevistas a autores de bd e cinema, como Alexander Zograf, Maurício de Sousa e Amos Gitai.

Em 2007 estreia no Indie Lisboa Rio Turvo, uma adaptação do conto homónimo de Branquinho da Fonseca e em 2011[8] estreia no Festival de Cinema de Roterdão O Barão - nova adaptação de Branquinho, protagonizada pelo ator Nuno Melo. Nesse ano começa a fotografar e filmar diariamente em 3D, acrescentando uma nova dimensão à persona do Homem-Kâmara. O resultado é a sua primeira curta-metragem 3D Horror in the Red District (Documental Prologue), que estreou no festival Doc Lisboa em 2D mas que nunca chegou a ser vista em salas de cinema na sua versão tridimensional.

Em 2013 assina Cinesapiens, um segmento do filme 3D antológico 3X3D (com a participação de Jean-Luc Godard e Peter Greenaway) que encerra a Semana da Crítica do Festival de Cannes.[9][10]

Em 2014, Pêra dirigiu dois filmes em 3D, Stillness e Lisbon Revisited. Stillness, estreou no Festival de Cinema de Oberhausen, também foi um filme polêmico: foi considerado "surpreendentemente ofensivo",[11] com textos de Fernando Pessoa, estreado no Festival de Cinema de Locarno. Estreia no mesmo ano a comédia pop Virados do Avesso, o seu primeiro sucesso comercial em Portugal (116.000 espectadores) e realiza um cine-concerto em Lisboa com António Victorino D’Almeida.

Depois das retrospectivas em Reus (2000), Cork (2011) e Seoul (2014), a Fundação de Serralves dedicou-lhe em 2016 a mais extensa retrospectiva da sua obra fílmica, plástica e gráfica, com curadoria de António Preto. Nesse mesmo ano inaugura em Lisboa a sua primeira exposição estereoscópica Lisboa Revisitada (fotografias e instalações vídeo 3D) e estreia no Festival de Cinema de Roterdão, O Espectador Espantado, uma investigação 3D sobre o acto de ver cinema, fruto da sua tese de doutoramento.[12]

Em 2017 estreia Delírio em Las Vedras – Aventuras no Carnaval de Torres Vedras (3D) no Festival de Cinema de Roterdão e inaugura a video-instalação Delírio em Santa Cruz na segunda temporada sua exposição retrospectiva de Serralves, desta vez em Torres Vedras.

Em 2018 estreou no IndieLisboa O Homem-Pykante - Diálogos Kom Pimenta, uma longa-metragem sobre o poeta, artista, ensáista professor e performer Alberto Pimenta.

A estrear em 2018: a série de 13 curtas-metragens Arquivos Kino-Pop, baseada nos seus arquivos pessoais e a longa-metragem Caminhos Magnéticos, baseada na obra de Branquinho da Fonseca e protagonizada por Dominique Pinon e Ney Matogrosso, e em 2019 o filme e cine-concerto Lovecraftland (com Legendary Tigerman) sobre a obra do escritor Howard Philips Lovecraft.


Filmografia[editar]

  • Reproduta Interdita (1988-90)
  • A Cidade de Cassiano (1991)
  • Matadouro (1992)
  • O Trabalho Liberta? (1993)
  • Guerra Ou Paz? (1993)
  • SWK4 (1993)
  • Manual de Evasão LX94 (1994)
  • O Mundo Desbotado (1995)
  • Who Is The Master Who Makes The Grass Green? (1996)
  • A Konspyração dos 1000 Tympanus (1997)
  • As Dezaventuras do homem-Kâmara Epizohdyus 113 &115 (1998)
  • Eskynas Agudas (1999)
  • 25 de Abril Aventura para a Demokracia (2000)
  • A Janela (Maryalva Mix) (2001)[13]
  • O Homem-Teatro (2001)
  • 88 (2001)
  • Fiquem Qom a Qultura, eu fiko kom o Brazil (2002)
  • Os Homens-Toupeira (2003)
  • És a Nossa Fé (2004)
  • Stadium (Phantas-Mix) (2005)
  • Movimentos Perpétuos: Cine-Tributo a Carlos Paredes (2006)
  • Impending Doom (2006)
  • Rio Turvo (2007)
  • Arquitectura de Peso (2007)
  • Crime Abismo Azul Remorso Físico (2009)
  • Avant La Corrida (2009)
  • Punk Is Not Daddy (2010)
  • O Barão (2011)
  • Horror in the Red District (Documental Prologue) (2011)
  • One Way or Another (Reflexions of a Psykokiller) (2012)
  • Visões de Madredeus (2012)
  • Cinesapiens - segmento de 3X3D - com Jean-Luc Godard e Peter Greenaway (3D, 2013)
  • Stillness (3D, 2014)
  • Lisbon Revisited (3D, 2014)
  • Virados do Avesso (2014)
  • A Caverna/ The Cavern (3D, 2015)
  • O Espectador Espantado (3D, 2016)
  • Delírio em Las Vedras (2016)
  • Visões Virtuais (2016)
  • Delírio em Santa Cruz (2016)
  • O Homem-Pykante - Diálogos Kom Pimenta (2018)
  • Caminhos Magnéticos (2018)

Referências

  1. Soares, Ana Isabel (2014). «Edgar Pêra desenha ambientes documentados». Rebeca - Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual. 3 (2). 11 páginas. ISSN 2316-9230. doi:10.22475/rebeca.v3n2.328 
  2. Mendes, Ivo Manuel Costa (2017-08). «Montagem de Edgar Pêra: imagem e som»  Verifique data em: |data= (ajuda)
  3. Ribas, Daniel (2016). «Algumas tendências do cinema português contemporâneo». Cinema em Português. VIII Jornadas: 87–102 
  4. Rucker, Rudy (28 de maio de 1999). Seek!: Selected Nonfiction (em English). [S.l.]: Running Press. ISBN 9780762441396 
  5. Mendes, Ivo Manuel Costa (2017-08). «Montagem de Edgar Pêra: imagem e som»  Verifique data em: |data= (ajuda)
  6. «Edgar Pêra - A genuine original | Retrospective IFFR 2019». Filmuforia (em English). 21 de janeiro de 2019. Consultado em 1 de outubro de 2019 
  7. «Arquivo de Edgar Pêra». IndieLisboa. Consultado em 1 de outubro de 2019 
  8. Cipriano, Miguel (2011-11). «Edgar Pêra: o imprevisto é exactamente aquilo com que eu lido». Novas & Velhas Tendências no Cinema Português Contemporâneo  Verifique data em: |data= (ajuda)
  9. «Director Greenaway to return to UK» (em English). 17 de maio de 2013 
  10. Debruge, Peter; Debruge, Peter (25 de maio de 2013). «Cannes Festival Review: '3X3D'». Variety (em English). Consultado em 2 de outubro de 2019 
  11. Hansen, James. «Old and New: The 60th Oberhausen International Short Film Festival». filmmakermagazine.com 
  12. Soares, Ana Isabel (2016). «Cinema português/cinema literário?». Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento. 3 (1): 46–63. ISSN 2183-1750. doi:10.14591/aniki.v3n1.189 
  13. Nuno Melo in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-09-28 02:56:36]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$nuno-melo


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