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Eduardo Alves Espinheira

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki
Padre Eduardo Alves Espinheira
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Eduardo Alves Espinheira.png
Retrato do Padre Espinheira (acervo da família)
Nome completo
Nascimento 15-05-1882
Águas Santas, Maia
Morte 12-04-1940
Águas Santas, Maia
Nacionalidade Português
Alma mater
Ocupação Religioso, Pároco de Águas Santas e Pároco de Ermesinde
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Eduardo Alves Espinheira (Águas Santas, 15-05-1882/ 12-04-1940) foi pároco de Águas Santas e Ermesinde nos inícios do séc. XX.

É um das figuras ilustres de Águas Santas e do concelho da Maia. [1]

Juventude[editar]

Eduardo Alves Espinheira nasceu a 15 de maio de 1882 às seis horas da manhã no lugar de Ardegães, Águas Santas. Filho de José Alves Espinheira com Teresa Moutinho de Assumpção, ambos lavradores de profissão. Era neto paterno de Francisco Pereira Espinheira e Margarida Alves Espinheira, e materno de Manuel António do Cabo e de Maria Moutinho de Assumpção.[2]

Três dias depois do seu nascimento (18 de maio), foi batizado na Igreja Matriz de Águas Santas. E a história do seu batismo já prenunciava algo de especial para Eduardo. Os seus padrinhos de batismo foram Eduardo Martines e Nossa Senhora do Ó, padroeira desta freguesia. Para que a madrinha “abençoasse” o seu afilhado, Manuel de Sousa Neves que se encontrava no momento do batismo, pegou na coroa de Nossa Senhora do Ó e tocou com ela a cabeça do menino. O Abade António de Ascenção Oliveira presidiu a esta celebração.

Já adulto, na primeira década da centúria de novecentos, ingressou na Universidade de Coimbra onde estudou Teologia e se tornou bacharel.


Em Ermesinde[editar]

Foi professor no Colégio de Ermesinde, onde presidiu o Círculo de Estudos Sacerdotais de Ermesinde. Foi nesta localidade que passou a exercer as suas funções religiosas, primeiramente como ajudante do Pároco Paulo António Antunes. [3]

Com a Implantação da República em 1910, as autoridades republicanas perseguiram as instituições religiosas. A Lei da Separação da Igreja e do Estado que data de 20 de abril de 1911 resultou na nacionalização dos bens da Igreja Católica e na fiscalização às manifestações públicas de culto. Inconformado com esta lei e a sua aplicação, o pároco de Ermesinde Paulo António Antunes apoiou uma tentativa de revolução para repor a monarquia tendo tentado conquistar o apoio dos restantes párocos do concelho de Valongo. Esta tentativa revolucionária ocorreu na noite de 29 de setembro de 1911 (dia de São Miguel) mas não foi bem-sucedida. Assim, este pároco foi obrigado a fugir das autoridades republicanas refugiando-se em Espanha. O Padre Eduardo Espinheira foi nomeado para ocupar o seu lugar em Ermesinde.

Nesta freguesia do concelho de Valongo, viviam-se tempos difíceis, de perseguição religiosa, onde os presbíteros eram considerados mentores da revolta e discórdia do povo. O mesmo aconteceu com o Padre Espinheira.

A 17 de maio de 1912, a Associação de Beneficência e Culto de Ermesinde escreveu ao ministro da justiça, queixando-se do comportamento e das atitudes do referido presbítero. A referida associação referiu que “o reverendo Espinheira guerreia quanto pode a nossa Associação Cultual. Desde a sua organização, o alludido ecclesiastico, com a ideia de prejudicar o seu regular funcionamento, não celebra na Egreja Parochial os casamentos, nem os baptisados. Os casamentos celebra-os fóra da freguesia e os baptisados realisa-os em qualquer casa. (…) O procedimento do padre Espinheira traz em grande alvoroço os espíritos dos habitantes d´esta freguezia e para que não occora qualquer tumulto lamentável a bem do prestigio da Republica, e da Lei da Separação que veio libertar as consciências, urge que V. Exa. Sñr. Ministro da Justiça se digne mandar adoptar as providencias que os factos soccintamente relatados reclamam. A Cultual de Ermezinde só pede a V. Exa. Justiça! Se ella nos não fôr concedida, não podemos prevêr o que acontecerá!.”

De facto, o ministro da justiça acedeu a este pedido, proibindo o reverendo padre de residir no concelho de Valongo durante um ano, perdendo os benefícios materiais do estado (igreja e demais patrimónios religiosos), para ainda responder a um processo criminal. Foi perseguido, fugindo para Águas Santas e ao seu lugar de Ardegães pelo monte e quase sempre a pé.

Pároco de Águas Santas[editar]

Posteriormente, a 20 de fevereiro de 1915 foi nomeado Pároco de Águas Santas (onde residia) pela Câmara Eclesiástica do Porto deixando assim a paróquia de Ermesinde.[4]

No entanto, neste período, existias também em Águas Santas um contencioso entre católicos e não católicos, estando a Igreja Matriz dominada por “um número insignificante de indivíduos que nunca manifestaram crenças católicas, que sempre desprezaram os Sacramentos e outros preceitos religiosos”. Os católicos pretendiam a restituição do seu templo e a liberdade da prática do seu culto religioso. A resolução deste contencioso levou à tomada de posse da paróquia por Eduardo Alves Espinheira e a excomunhão de Padre António Joaquim Farinhote que era acusado de exercer atos de culto não católico na Igreja, com grande escândalo de todos os fiéis.

Capela do Senhor dos Aflitos de Ardegães antes das obras de requalificação

Fundou duas associações que tinham como propósito o apoio aos mais desfavorecidos: a Associação do Sagrado Coração de Jesus (em 1917) e a Associação de São José (em 1922). Neste período ordenou ainda obras nas capelas de Pedrouços e de Nossa Senhora de Guadalupe.

No final dos anos 20, o Padre Eduardo Espinheira respondendo às suas próprias aspirações e às dos povos de Ardegães e Rebordãos empenhou-se na construção de uma nova capela que servisse ambos os lugares, uma vez que a Capela de N.S. do Pilar era particular e de pequenas proporções. Esta obra tornou-se realidade em 1929 e com o inicio das festividades em honra do Senhor dos Aflitos.

Colaborou na fundação do Sindicato Agrícola da Maia em 1932, integrando a primeira direção desta associação. Três anos depois (1935) a família Cavadas cedeu a Capela de Cristal à Paróquia de Águas Santas, passando a integrar a Comunidade do Senhor dos Aflitos de Ardegães.

Falecimento e legado[editar]

Importa realçar ainda o acolhimento que a Senhora Dona Elisa Guimarães proporcionou ao Padre Espinheira, acolhendo-o na sua residência. Foi neste local que o reverendo sacerdote faleceu a 12 de abril de 1940, perecendo a um cancro no estômago.

Foi uma das figuras mais acarinhadas pelos fiéis sendo ainda hoje recordado pela sua obra, por ser um dos responsáveis pela construção da Capela (hoje Igreja) do Senhor dos Aflitos e por consequência criar a comunidade do Senhor dos Aflitos de Ardegães, unindo assim os lugares de Ardegães e Rebordãos. “Inteligente e ilustrado”, demonstrou imensa paciência e resiliência ao lutar contra as perseguições religiosas da república, recuperando a paróquia de Águas Santas para o caminho da evangelização.

Referências

  1. Ferreira, Nuno Alexandre (2018). Igreja de Nosso Senhor dos Aflitos de Ardegães. Valongo: Edição de autor 
  2. Ferreira, Nuno Alexandre (2018). Igreja de Nosso Senhor dos Aflitos de Ardegães. Valongo: Edição de autor 
  3. Ferreira, Nuno Alexandre (2018). Igreja de Nosso Senhor dos Aflitos de Ardegães. Valongo: Edição de autor 
  4. Ferreira, Nuno Alexandre (2018). Igreja de Nosso Senhor dos Aflitos de Ardegães. Valongo: Edição de autor 


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