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Eduardo Shor

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki


Eduardo Shor
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Jornalista e escritor Eduardo Shor
Nome completo
Nascimento 14 de julho de 1981
Rio de Janeiro; Rio de Janeiro
Morte
Nacionalidade brasileiro
Alma mater
Ocupação jornalista
escritor
Principais trabalhos Amor do Mundo e Ricordi
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Biografia[editar]

Eduardo Shor (Rio de Janeiro, 14 de julho de 1981) é um jornalista e escritor brasileiro, radicado em São Paulo desde 2009. Viveu a infância ao lado do irmão entre a capital fluminense e a cidade de Araruama, no interior do estado. Escreveu e confeccionou seu primeiro livro aos nove anos, inspirado por um valioso presente que ganhou da mãe: um exemplar de Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles. [1]

Enquanto o pai lhe dava aulas de Matemática e Física para não perder o ano na escola, sua vocação literária cresceu principalmente entre as mulheres da família. A bisavó dona Ester chegou de Alepo, na Síria, nos anos 1930. Uma senhora alegre e comunicativa que trazia a história das gerações em cada olhar, do sotaque à culinária.

Na casa da avó materna, as estantes repletas de livro eram fascinantes e Shor passava as tardes abrindo gavetas para ver cartas, postais e fotografias da família. Sua avó – ela mesma dedicada à pintura em tela, cerâmica e porcelana – foi uma das principais incentivadoras de seu trabalho, encorajando-o a valorizar o que escreve.

Uma das irmãs de sua avó o levava às atividades culturais do Sesc Tijuca, no Rio de Janeiro. No ramo paterno não foi diferente. A mãe de seu pai é uma admirável narradora de histórias, reconstruindo como poucos a vida judaica na Praça Onze da primeira metade do século XX.

A formação de Eduardo Shor inclui mestres como os escritores Fernando Palacios, Gilberto Mendonça Teles, Ivana Arruda Leite, Marcelino Freire e Ruy Castro; os jornalistas Ernesto Rodrigues, Fernando Antônio Ferreira da Silva e Luís Nachbin; as professoras Luci Mary Melo Leon, Therezinha Santos e Vera Alves Bensalah; e o historiador Luiz Antônio Simas. [2]

Jornalismo e Comunicação[editar]

A carreira de Eduardo Shor começou no Jornal da PUC-Rio, em 2000, onde atuou como repórter. A partir de 2001, migrou para a TV PUC, integrando a equipe que produziu especiais como o marcante Mangueira, teu social é uma beleza. Além de fazer um passeio pelas décadas de samba da verde e rosa, o programa exibido no canal 16 da NET, no Rio de Janeiro, apresentou projetos sociais realizados na comunidade e trouxe entrevistas realizadas por Shor e pela jornalista e escritora Andrea Rangel com dois ícones da Estação Primeira, Alcione (cantora) e o compositor Nelson Sargento. [3]

Em 2002, o jornalista viveu seis meses nos EUA. Na Universidade do Missouri, realizou um trabalho acadêmico sobre a vida de duas estudantes muçulmanas no campus. No texto, registrou os desafios que elas tinham para se integrar à sociedade ocidental e o hábito de jogar futebol, apesar dos trajes que deixavam à mostra apenas o rosto das jovens. No jornal The Maneater, teve uma de suas matérias escolhida como destaque da edição. [4]

Em 2005, Shor ingressou na área de comunicação do seguro de automóveis do Banco do Brasil, onde permaneceu por três anos e meio. Em 2009, chegou a São Paulo e conheceu os editores da revista Página 22, da Fundação Getúlio Vargas, seu primeiro trabalho na capital paulista. Ali começou escrevendo matérias da área de sustentabilidade e comportamento. Com o passar do tempo, seu estilo descontraído abriu as portas para que assinasse uma coluna de crônicas na publicação, na qual ficou durante seis anos. [5]

Nesse período, estabeleceu contato com o jornalista Audálio Dantas, então diretor-executivo da revista Negócios da Comunicação. No título da editora Segmento, Shor participou em duas edições. Em uma delas, entrevistou um dos maiores especialistas internacionais em Relações Públicas, o professor James E. Grunig, da Universidade de Maryland, nos EUA. [6]

Antes e depois da chuva[editar]

Em 2010, com objetivo de divulgar seu trabalho contou com um personagem inusitado: a chuva. No verão, São Paulo notabilizou-se por seu maior índice pluviométrico em 50 anos. Para não perder a oportunidade, o jornalista distribuiu guarda-chuvas entre os contatos que tinha feito na cidade, a maior parte profissionais do mercado de comunicação e marketing. O acessório seguiu acompanhado de um convite para um café.

E foi assim que o jornalista se aproximou de Jacques Ardies, dono da mais tradicional galeria de arte naïf da capital. Em quatro anos, Shor fez assessoria de imprensa para cerca de 20 exposições da galeria, que representa alguns dos maiores expoentes do estilo no país. [7]

Integrou ainda a equipe que fez a cobertura do Congresso MegaBrasil de Comunicação, como repórter de rádio. Na ocasião, entrevistou o então Ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins; o Superintendente de Comunicação Corporativa do Itaú-Unibanco, Paulo Marinho; o professor titular da USP Gaudêncio Torquato; entre outros. [8]

Conteúdo de marca[editar]

Em 2011, teve sua primeira grande experiência com branded content, produzindo conteúdo para um projeto especial do Portal Terra, patrocinado pela Danone. Durante um ano, planejou pautas e escreveu matérias diárias sobre Alimentação e Saúde, entrevistando médicos e nutricionistas. Um período de pesquisas tão intensas que ele compara a “quase como um primeiro semestre de Nutrição na universidade”.

Nessa época, produziu conteúdo para o portal da revista Living Alone, como uma entrevista com o irreverente Durval Lélys, então vocalista da banda Asa de Águia, sobre os 18 anos do abadá.

Desde 2012, o jornalista atua na agência LEN Comunicação, criando conteúdo estratégico para marcas de diversos setores. Entre os seus trabalhos de maior destaque está a participação em um livro de 175 Anos do Banco Safra, publicado na Suíça. Em 2017, ele esteve em Juazeiro do Norte e Fortaleza, onde entrevistou o ex-governador do Ceará Coronel José Adauto Bezerra (1975-1978), para um livro direcionado ao mercado imobiliário.

No mesmo ano, foi selecionado para o curso intensivo de Jornalismo em Saúde da Folha de São Paulo, do qual teve que abrir mão em virtude de compromissos profissionais.

Na LEN, também é editor e repórter da Newsletter mensal da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), tendo entrevistado executivos de organizações como XP Investimentos e Ornare, além do presidente do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara, o advogado Carlos Suplicy de Figueiredo Forbes.

Livros[editar]

Amor do Mundo[editar]

Antes de escrever o livro Amor do Mundo, o jornalista fez uma encantadora viagem, um mergulho de duas semanas pelo interior do Brasil, para narrar a saga do casal Ageu Cavalcante e Leônia Barbosa. A primeira parada foi Corrente(Piauí), a 900 quilômetros de Teresina. Na cidade de 25 mil habitantes, resgatou uma infância rural vivida nos anos 1930, com hábitos, anseios e histórias que talvez jamais tivessem nos chegado não fosse sua detalhada pesquisa. Tudo para recuperar o passado de Ageu Cavalcanti, que tomou o rumo do Rio de Janeiro no lombo do jumento Rochedo.

Em Teresina, um dos entrevistados foi Jesualdo Cavalcanti Barros, escritor e político piauisense, ex-secretário do estado e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Piauí. Jesualdo tem um extenso trabalho sobre a história da região. O destino seguinte foi Aracati, a três horas de Fortaleza, no Ceará, cujo conjunto arquitetônico e paisagístico é tombado pelo Iphan. A cidade onde Leônia Barbosa nasceu é uma área que se diferencia de outras cidades do Nordeste, sofrendo antes com as cheias do rio Jaguaribe do que com a seca. Foi onde Shor colheu informações para montar o cenário de um dos mais prósperos ciclos econômicos cearenses, o da Carnaúba.

Todos esses são recursos que servem de pano de fundo para a infância, a migração e o encontro do casal, que chega ao Rio de Janeiro, então capital do país, na mesma época, nos anos 1940. Além de recriar um universo autêntico, maravilhoso e por vezes exótico, o jornalista trata de temas como folclore, religiosidade e, principalmente, vida familiar. Ao todo ele entrevistou mais de 30 pessoas, com idades entre 80 e 96 anos para reconstruir a trajetória de Ageu e Leônia, a convite de um dos filhos do casal, o professor Marco Aurélio Cavalcanti Pacheco, da PUC-Rio.

Boa parte do livro, publicado pela editora Verve, se passa numa Corrente influenciada pela comunidade norte-americana, que criou um território de influência protestante nos anos 1910 e 1920, em um país tradicional e predominantemente católico. Os norte-americanos chegaram a construir inclusive uma pista de pouso local. A obra, publicada em 2013, mostra ainda a rivalidade entre as famílias Cavalcanti e Nogueira, que impactou a política e os conflitos do município.

Ricordi[editar]

O cientista Otto Gottlieb revolucionou o estudo de Química das plantas no Brasil. Conhecido pelos alunos como “professor itinerante”, por viajar semanalmente para dar aulas em universidades nas mais diversas regiões do país, foi indicado mais de uma vez para ganhar o prêmio Nobel de Química. Otto é um dos principais personagens da biografia Ricordi – Histórias do tempo da Nonna Vittoria, que o jornalista Eduardo Shor escreveu após reunir mais de 30 horas de conversas com familiares, amigos e alunos do cientista tcheco naturalizado brasileiro.

Já nos anos 1960, Otto falava em Sustentabilidade. Apreciador de música clássica, coletava espécies vegetais na Amazônia e participava de inúmeras conferências no exterior. Ao voltar de uma caminhada na praia de Copacabana e ter fixado o olhar nas engrenagens de uma bicicleta, teve um insight: concluiu que os ecossistemas funcionavam como as rodas e a correia, com algo que percorresse todos eles. “As plantas não ‘se movem’ da forma que a gente está vendo. Elas ‘andam’ muito mais, elas se comunicam a partir das substâncias químicas”, disse.

Ricordi traz fotos da família e relatos da vida acadêmica e pessoal de Gottlieb, que escapou da Europa em 1939. No Brasil, casou-se com uma professora de matemática italiana. Franca Cohen, que acrescentou o sobrenome do marido ao casar, fez parte do Grupo de Ensino da Matemática Atualizada (Gruema). As coleções didáticas lançadas pelo grupo tiveram amplo sucesso no mercado editorial e representaram uma nova proposta para o ensino da matemática no país. Em um mercado de livros dominado por homens, também foi transformadora a atuação do Gruema, composto integralmente por mulheres.

No livro, publicado em 2017 pela Quártica Editora, o autor traça paralelos entre a história do casal e a história de compositores clássicos e suas músicas, paixão que Otto e Franca transmitiram para as gerações mais novas da família.

PUC-Rio[editar]

O jornalista Eduardo Shor foi selecionado para escrever o livro institucional da universidade. O trabalho, publicado em 2005, envolveu uma intensa pesquisa sobre todos os departamentos, instalações e serviços presentes no tradicional campus da Gávea. O texto de Shor foi traduzido e o livro saiu em edição trilíngue em português, inglês e espanhol, entregue pelo próprio reitor da PUC-Rio a reitores e visitantes de outras universidades. Um material essencial no kit de apresentação da instituição.

Banco Safra[editar]

O Banco Safra publicou na Suíça em 2016 uma edição de luxo do livro J. Safra Group 175 Anos. O jornalista integrou a equipe da LEN Comunicação que ficou responsável pela produção do capítulo sobre a história da família Safra no Brasil. Shor atuou em pesquisa e redação.

Antologias[editar]

O Último Livro do Fim. Org.: Bogado Lins. Ed. Baluarte, Rio de Janeiro, Brasil, 2013.

Projeto Comunicar: 25 Anos em Movimento. Org.: Cesar Romero Jacob, Fernando Ferreira, Miguel Pereira e Rita Luquini. Ed. PUC-Rio, Rio de Janeiro, Brasil, 2012.

Livros, uma paixão. Org. Artur Rodrigues. Ed. Litteris, Rio de Janeiro, Brasil, 1997.

Reconhecimento[editar]

Em 2009, Eduardo Shor teve um dos seus contos reconhecidos como primeiro lugar pelos imortais da Academia Brasileira de Letras (ABL) Moacyr Scliar e Arnaldo Niskier, no concurso literário para jovens do Hillel Rio – unidade carioca da instituição norte-americana presente em mais de 300 universidades dos EUA. [9]


Referências

  1. Jullia Mendonça, [1], Jornal da PUC, 3 de junho de 2013
  2. Diversos autores,[2], Editora PUC-Rio, 1 de agosto de 2012
  3. Redação, Programação da TV USP, USP, 28 de fevereiro de 2003
  4. Eduardo Shor, Wallgreens to open in April, The Maneater, 26 de fevereiro de 2002
  5. Eduardo Shor, Do cimento à semente, Revista Página 22, 08 de junho de 2010
  6. Eduardo Shor, [3], Revista Negócios da Comunicação, 01 de julho de 2009
  7. Redação, http://www.direitoenegocios.com/newsdino/?releaseid=34086, Revista Negócios da Comunicação, 01 de julho de 2009
  8. Redação, http://www.megabrasil.com.br/audios1_1024_2_especial.asp, Rádio MegaBrasil, 25 de maio de 2010
  9. Redação, [4], Revista Página 22, 14 de outubro de 2009





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