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El caso Eva Perón: apuntes para la historia

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El caso Eva Perón: apuntes para la historia
Eva Perón - Cadáver momificado con Dr Pedro Ara- 1953-55.jpg
Autor(es) Pedro Ara
Idioma castelhano
País Flag of Spain.svg Espanha
Assunto preparo post mortem de Eva Perón
Gênero história
Linha temporal 1952
Localização espacial Argentina
Editora CVS EDICIONES
Lançamento Madrid, 1974
Páginas 318
ISBN 8435400123

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El caso Eva Perón: apuntes para la historia é um livro editado na Espanha e escrito pelo médico anatomista espanhol Pedro Ara (1891-1973) contratado por Juan Domingo Perón, para fazer a eternização do corpo de Eva Perón através do embalsamamento ou preservação, como o médico preferia que seu trabalho fosse descrito.

O autor[editar | editar código-fonte]

Dr. Ara, embora espanhol, radicou-se na Argentina, onde trabalhou e foi professor, em Córdoba. Reconhecido pela competência na sua arte/ofício foi convidado para fazer a conservação do cadáver de Lênin, mas rejeitou. Seus trabalhos mais conhecidos e impressionantes são a mumificação do busto de um mendigo argentino e de uma linda moça, adorada pelos pais, tão bonita que eles não queriam que ela sofresse a natural decomposição.

São trabalhos tão impressionantes que quem os olha ficam estarrecidos e incrédulos que aquelas pessoas estejam de fato mortas. Mas seu caso mais famoso foi a conservação do corpo de Eva Perón, trabalho que lhe garantiu não apenas a definitiva consagração profissional mas que lhe custou uma infinidade de complicações políticas com os militares que tomaram o poder na Argentina a partir da queda de Perón em 1955, principalmente com o governo Aramburu, que sucedeu ao breve governo Lonardi, que durou pouco mais de dois meses.

Foragido da Argentina depois de deposto, Perón praticamente largou o "problema corpo de Eva Perón" nas mãos do Dr. Pedro Ara e desapareceu. O médico tentou em vão se comunicar com o presidente deposto através de Atílio Renzi,intendente do Palácio Unzué, residência presidencial onde ele ainda se encontrava, embora já estivesse tecnicamente afastado do poder. Perón gentilmente pediu ao intendente que comunicasse ao médico que o atenderia em poucos minutos, mas adiantou que o desejo de Eva fôra de que ela gostaria de ser velada no prédio sede da CGT, até que seu Mausoléu ficasse pronto.

O Dr. Pedro Ara esperou em vão naquele frio inverno chuvoso de 1955 que o presidente deposto Juan Perón o atendesse. O encontro nunca aconteceu.

O corpo de Eva Perón[editar | editar código-fonte]

Eva morreu 26 de julho de 1952 e no mesmo dia o Dr. Ara fez uma preparação provisória no corpo para que ele suportasse intacto os 16 dias que durou seu funeral. Em seguida ele deu início ao trabalho de conservação definitiva que durou aproximadamente um ano, dando-o por terminado em 1953. Ainda nesta época o corpo permanecia no segundo piso do prédio da CGT, em câmara ardente, ao lado de um laboratório completo montado pelo Dr. Pedro Ara até que fosse concluido o mausoléu onde planejava-se que o corpo permanecesse para sempre. Mas antes do mausoléu veio o golpe e a chamada Revolução Libertadora transformou a vida do médico num verdadeiro calvário.

Com o novo governo a Comissão encarregada de dirigir os trabalhos de construção do mausoléu para Eva Perón foi perseguida, investigada e seus membros encarcerados, embora nao recaísse sobre eles qualquer suspeita de malversação dos fundos públicos de cem milhoes de pesos destinados à sua construção.

Funerais de Eva Perón (1952)

O general Eduardo Lonardi liderou o movimento que depôs Perón e assumiu como presidente provisório mas foi logo deposto por Pedro Eugenio Aramburu que implantou um duro regime de perseguição ao peronismo e a seus simpatizantes.

Aramburu foi surpreendido com a indefinição em relação ao destino do cadáver de Evita, que permanecia sob a guarda do Dr. Pedro Ara, supondo que ela já estivesse enterrada. Irritado, nomeou o tenente-coronel Carlos Eugênio de Moori Koenig, chefe do serviço de inteligencia do exército, para liquidar o assunto, recomendando apenas que o cadáver de Evita, por razões religiosas fosse enterrado, mesmo que secretamente, segundo os ritos do cristianismo.

Dr. Pedro Ara se livrou do corpo mas não dos problemas, das intrigas e conspirações e o cadáver de Maria Eva Duarte de Perón iniciou aí um dos mais estarrecedores, impressionantes e arrepiantes trajetos que tem notícia os anais da política; périplo que não dispensou ingredientes de amor, ódio, necrofilia e mistério dignos dos melhores contos fantásticos de Borges ou Gabriel Garcia Marquez, com coloridos policiais, sobrenaturais, não dispensando na montagem de uma das suas muitas farsas nem mesmo o protagonismo do Papa Pio XII.

Nota sobre o destino do cadáver[editar | editar código-fonte]

Depois de receber a incumbência de dar um destino ao cadáver de Eva Perón a vida do Coronel Carlos Eugênio de Moori Koenig (sobrenome que tem como tradução literal "o rei do pântano") desmoronou.

Moorri designou um oficial seu subordinado para guardar o corpo de Evita no porão de sua casa, já que as ameaças de peronistas de o raptar estavam se tornando muito arriscadas para ele. Postergando a decisão do que fazer com o cadáver, Moori Koenig foi acusado de ter-se apaixonado por Eva depois de morta. De fato, suas atitudes foram se tornando cada vez mais estranhas e bizarras. Separou-se da esposa, tornou-se alcoólatra, não trabalhava, vivia pelas ruas, dormindo em bancos de praças e terminou seus dias louco. Testemunhas dizem que centenas de velas apareciam misteriosamente nas redondezas dos locais onde o corpo se achava escondido. O subordinado incumbido de cuidar de Eva passava as noites no porão de sua casa velando, admirando o corpo, encantado com sua preservação. Numa madrugada ouviu ruidos vindos do porão onde se encontrava o corpo. Supondo serem peronistas tentando raptá-lo, armou-se de uma carabina e desceu ao local. Vendo ali um vulto se movimentar disparou a arma sobre ele. Ao acender a luz descobriu horrorizado que acabara de assassinar a própria esposa, grávida de 6 meses. Ela andava incomodada com o mistério do que se escondia naquele porão, que o marido dizia se tratar de documentos secretos do exército.

Quando o Presidente Aramburu foi informado dos acontecimentos, transferiu a responsabilidade sobre a destinação do corpo de Eva Perón para o coronel Héctor Cabanillas. Mobilizando a Igreja argentina, através do arcebispo de Buenos Aires e do Núncio Apostólico da Argentina em Roma, amparados pela concordância do então Papa Pio XII, ela foi finalmente enterrada numa sepultura no cemitério de um convento de freiras em Milão sob o falso nome de Maria Maggi de Magistris, suposta imigrante italiana falecida na Argentina.

Pedro Ara e o corpo embalsamado de Eva Perón.

No trajeto do corpo por Buenos Aires em direção ao aeroporto de Ezeiza com destino a Itália, feito numa caixa de equipamentos de rádio, vários engarrafamentos incomuns no trânsito aconteceram, vários acidentes obstruiram ruas, inclusive um com o próprio veículo que transportava o féretro, que por pouco não é atirado na rua.

Feito o enterro, o presidente Aramburu depositou em cartório um documento lacrado informando a operação, o local do sepultamento, as pessoas envolvidas e uma determinação expressa de que ele só poderia ser aberto após a sua morte.

Durante o governo Isabelita e morto Aramburu, o corpo foi desenterrado na presença de familiares de Evita e levado para para Madrid, onde ficou dois anos na residência de Perón no exílio, no condomínio residencial Puerta de Hierro. Perón ficou impressionado com seu quase perfeito estado de conservação, passados quase 20 anos. Ao se aproximar do corpo da esposa teria gritado "que atorrante!!!"

Mas nem aí o corpo de Eva teve sossego. O farsante Lopez Rega, segurança, mordomo, secretário-particular, assessor do casal Perón-Isabelita e depois ministro do governo, conhecido como El Brujo, usou o cadáver em cerimônias esotéricas, dizendo poder transferir para a terceira esposa de Perón a alma e os extraordinários dons políticos de Eva Perón.

Evidentemente, não aconteceu nada disso e Isabelita foi deposta pelo general Jorge Rafael Videla, depois de ter realizado um dos mais fracassados, medíocres e persecutórios governos que a Argentina conheceu.



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