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Fabrício José Carlos de Queiroz

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki

Fabrício José Carlos de Queiroz, mais conhecido como Fabrício de Queiroz, (8 de outubro de 1965) é um policial militar da reserva e ex-assessor parlamentar brasileiro.[1][2][3]

Tornou-se conhecido nacionalmente em 2018, por conta do chamado Caso Queiroz, onde investigações do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro sustentam que o ex-policial liderava uma organização criminosa comandada pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro, de quem Queiroz atuava como assessor no gabinete do parlamentar, que desviou recursos públicos por meio da devolução parcial de salário pelos assessores, prática conhecida como "rachadinha", bem como lavagem de dinheiro fazendo transações imobiliárias com valores de compra e venda fraudados.[4]

Biografia[editar]

Queiroz ingressou na Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em 1987, tendo passado por diversos postos até ser lotado no 18º Batalhão da PM (Jacarepaguá) em 1994,[1] até conseguir se aposentar como subtenente no final de 2018.[5]

Além do trabalho como PM, Queiroz passou a atuar como assessor parlamentar no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro em 2007, por indicação do pai Jair Bolsonaro, à época deputado federal e seu amigo pessoal desde quando o subtenente era um mero recruta na Brigada de Infantaria Paraquedista durante a década de 1980.[2][1][5] Em sua última folha de pagamento, Queiroz acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar e outros R$ 8.517 da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro como motorista e segurança de Flavio.[2] Outros familiares do PM foram também nomeadas como assessoras do deputado federal, como a esposa Márcia Oliveira de Aguiar e as filhas Nathalia de Queiroz e Evelyn de Queiroz.[2][6][7][8]

Em 16 de outubro de 2018, a pedido do próprio Queiroz, ele foi exonerado do gabinete de Flavio Bolsonaro, então eleito senador nas eleições daquele ano.[9] Contudo, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras divulgado em 6 de dezembro indicou que Queiroz havia feito movimentações financeiras consideradas suspeitas no valor de de R$ 1.236.838 entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017, quando o policial ainda era funcionário direto de Flávio Bolsonaro.[9][10] Segundo o Coaf, Queiroz fez saques em espécie no total de R$ 324.774, e teve R$ 41.930 em cheques compensados durante esse período.[10] O episódio passou a ser conhecido nacionalmente como Caso Queiroz.[11][12]

Em janeiro 2019, as investigações levadas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra Fabrício de Queiroz e Flávio Bolsonaro foram suspensas provisoriamente a mando do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.[13] Seis meses depois, o ministro Dias Toffoli, exercendo a presidência do STF, decidiu suspender temporariamente todas as investigações em curso no Brasil que tinham como base dados sigilosos compartilhados pelo Coaf e da Receita Federal sem autorização da Justiça,[14] decisão que só foi revertida em novembro daquele ano.[15] Semanas depois, uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro fez buscas na casa de Queiroz.[16]

As investigações sobre a "rachadinha" também jogaram luz sobre os laços estreitos entre Queiroz e o miliciano Adriano da Nóbrega, seu parceiro dos tempos do 18º Batalhão da PM e acusado de ser um dos líderes da organização criminosa Escritório do Crime.[17][18][19][20] Segundo as apurações dos promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro, Queiroz indicou Danielle Mendonça da Costa, esposa de Adriano, para ser funcionária fantasma no gabinete de Flavio Bolsonaro quando ele era deputado estadual.[21][22] Raimunda Veras Magalhães, mãe do miliciano, também foi contratada pelo parlamentar sob a mesma condição.[23][24] Investigações sugerem o desvio de boa parte dos vencimentos das duas para Fabrício Queiroz.[25][26][27]

Condecorações e menções[editar]

  • Rio de Janeiro Moção de louvor e congratulações pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, a pedido do deputado estadual Flávio Bolsonaro, em 2003.[28]
  • Rio de Janeiro Medalha Pedro Ernesto concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a pedido do vereador Carlos Bolsonaro, em 2009.[5]

Ver também[editar]

  • Caso Queiroz
  • Flávio Bolsonaro
  • Governo Jair Bolsonaro

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 Fernando Molica, Leandro Resende e Jana Sampaio (21 de junho de 2019). «Fabrício Queiroz: um passado que condena». Revista Veja. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 «Caso Fabrício Queiroz: o que é, cronologia dos fatos, personagens». G1. 18 de janeiro de 2019. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  3. Wilson Lima (14 de dezembro de 2018). «Um motorista volta a abalar a República». IstoÉ. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  4. «Tudo sobre: Fabrício José Carlos de Queiroz». O Estado de S.Paulo. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  5. 5,0 5,1 5,2 Ana Luiza Albuquerque, Italo Nogueira e Camila Mattoso (19 de dezembro de 2019). «Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, PM ganhou prêmio por coragem». G1. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  6. «Doc de Inteligência Financeira (Coaf/MPF-RJ)» (PDF). O Estado de S.Paulo. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  7. Juliana Castro e Igor Mello (8 de dezembro de 2018). «Ex-assessor era companheiro de churrasco e futebol da família Bolsonaro». O Globo. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  8. Cristian Klein (17 de dezembro de 2018). «Alerj: Justiça do RJ investigará movimentação financeira de servidores». Valor Econômico. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  9. 9,0 9,1 Gabriel Sabóia e Igor Mello (6 de dezembro de 2018). «Coaf aponta movimentação atípica de ex-assessor de Flávio Bolsonaro». UOL. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  10. 10,0 10,1 «Coaf aponta que ex-motorista de Flávio Bolsonaro movimentou mais de R$ 1,2 milhão em operações suspeitas». G1. 6 de dezembro de 2018. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  11. «Guia para entender o Caso Queiroz». O Estado de S.Paulo. 19 de dezembro de 2019. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  12. Matheus Pimentel (17 de janeiro de 2019). «A suspensão do caso Fabrício Queiroz, em 5 pontos». O Estado de S.Paulo. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  13. Mariana Oliveira (17 de janeiro de 2019). «Ministro do STF manda suspender apuração sobre movimentação financeira de Fabrício Queiroz». G1. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  14. Luiz Felipe Barbiéri e Fabiano Costa (16 de julho de 2019). «Toffoli suspende inquérito com dados do Coaf a pedido da defesa de Flávio Bolsonaro». G1. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  15. Gil Alessi (29 de novembro de 2019). «STF descongela casos como o de Flávio Bolsonaro, mas adia detalhamento de regras». G1. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  16. Carlos Brito, Elza Gimenez e Giovani Rossini (18 de dezembro de 2019). «Fabrício Queiroz e ex-assessores de Flávio Bolsonaro são alvos de busca em investigação sobre rachadinha». G1. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  17. Igor Mello, Gabriel Sabóia, Silvia Ribeiro e Eduardo Militão (19 de dezembro de 2019). «Queiroz usou empresas de chefe da milícia para lavar dinheiro, diz MP». UOL. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  18. Arthur Guimarães e Marco Antônio Martins (19 de dezembro de 2019). «Queiroz recebeu dinheiro de pizzarias de chefe do Escritório do Crime, diz Ministério Público». G1. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  19. Carlos de Lannoy (21 de junho de 2019). «Fabrício Queiroz se envolveu em dois casos de morte quando era PM, diz revista». G1. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  20. Leandro Resende (19 de dezembro de 2019). «Homicídio cometido por Queiroz e miliciano está há 16 anos sem solução». Revista Veja. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  21. Bernardo Mello Franco (11 de fevereiro de 2020). «Memórias de um chefe de milícias». O Globo. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  22. Gil Alessi (22 de janeiro de 2019). «O elo entre Flávio Bolsonaro e a milícia investigada pela morte de Marielle». El País Brasil. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  23. Juliana Dal Piva (2 de maio de 2019). «Os outros 'rolos' de Fabrício Queiroz». Revista Época. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  24. Marcelo Roubicek (20 de dezembro de 2019). «Quais os novos indícios contra Queiroz e Flávio Bolsonaro». Nexo Jornal. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  25. Bernardo Mello, Juliana Castro e Juliana Dal Piva (19 de dezembro de 2019). «Família de miliciano repassou a Queiroz quase 20% do salário no gabinete de Flávio Bolsonaro, diz MP». O Globo. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  26. Agência O Globo (19 de dezembro de 2019). «MP: Família de miliciano repassou 20% dos salários do gabinete de Flávio». Exame. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  27. Gabriel Sabóia e Igor Mello (19 de dezembro de 2019). «Voto de relator sinaliza novo revés em investigação sobre Flávio Bolsonaro». UOL. Consultado em 11 de fevereiro de 2020 
  28. Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (outubro de 2003). «MOÇÃO Nº 2642/2003 DE LOUVOR AO 2º SARGENTO FABRÍCIO JOSÉ CARLOS DE QUEIROZ, DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, PELOS INÚMEROS SERVIÇOS PRESTADOS À SOCIEDADE. Autor(es): Deputado FLÁVIO BOLSONARO». Consultado em 11 de fevereiro de 2020 


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