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Femme dans un fauteuil avec les bras croisés, buste

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Femme dans un fauteuil avec les bras croisés, buste (em português Mulher num sofá com braços cruzados, torso) é um singular óleo sobre tela cubista do espanhol Pablo Picasso, pintado em Mougins entre os dias 12 e 13 de Maio de 1963. A obra conserva as medidas de 89 cm de largura e 130 cm de altura.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Nos anos 60 algo mudara na vida de Picasso. O seu casamento com Jacqueline Roque, que durou quase uma década, fez com que viajasse para Mougins, onde se estabeleceu durante algum tempo, numa pequena vila de nome Notre-Dame-de-Vie.

Foi então que concebeu o retrato cubista Femme dans un fauteuil avec les bras croisés, buste, trabalho que lhe roubou dois dias do Maio de 1963. Picasso representou a sua recente esposa, reflectindo um grande entusiasmo pelo tema e pela modelo.

Tal como nesta obra, Jacqueline foi vezes sem conta pintada por Picasso, tendo-se tornado o tema mais frequente da década de 60 e 70, na pintura exímia do artista espanhol.

Estas obras documentam, a par do clímax e entusiasmo marital entre Picasso e Jacqueline, as mudanças no estilo e no design que ocorreram durante as duas décadas. Nesta pintura é reflectida a influência hippy, recém-chegada à sociedade francesa, na forma de trajar de Jacqueline.

Características da obra[editar | editar código-fonte]

No quadro em questão Jacqueline é representada quase de perfil, sentada num sofá informalmente. Tal é completamente passível de entender, já que Picasso gostava de infringir as normas da sociedade, sendo esta situação compreensivelmente vulgar.

Para além disto, o fundo da composição, de cores um pouco melancólicas, contrasta com a claridade vinda de uma pequena janela, da qual somente se vê metade. A forma irregular da janela e a flor que Jacqueline porta na mão fazem que que a composição lembre ao espectador uma narrativa romancista da Idade Média.

Picasso tinha gostos vários, e, nas suas obras, estes gostos são singular e intensamente representados. Durante alguns anos, o pintor pintou uma pequena fortaleza medieval que se erguia perto da sua casa. Foi nesta época, aliás, que Picasso deixou florescer um súbito interesse pelo medievalismo. Curiosamente este interesse não foi tão trabalhado e representado como a maioria dos restantes. Muito pelo contrário, não se sabendo ao certo porque é que Pablo Picasso retornou a manifestar este interesse nesta tela de 1963.

Os cabelos negros de Jacqueline, têm igualmente um particular e interessante significado, sendo que Picasso pretendia que a sua recente esposa se assemelhasse a Rapunzel, e, o posicionamento da pequena janela, é também pretensamente pensado, já que esta representa a janela pela qual Rapunzel jorra os seus longos cabelos para que um príncipe, neste caso Picasso, a pudesse salvar.

Desta feita, Jacqueline não se encontra somente sentada num branco sofá. Encontra-se, sim, soberbamente mergulhada no ímpar "Universo" de Picasso.

O sofá de braços branco confere à tela uma serenidade e clareza espontâneas, que nem mesmo o autor pretendia conceber.

A presença, na mão de Jacqueline, de uma flor, recorda a descrição da Madonna nas pinturas antigas. Maria foi muito representada nas obras religiosas que imperavam na Renascença e nos ícones otomanos (sem exceptuar os gregos e os russos), portando objectos ou flores, atributos que davam mais ênfase e interesse à sua vida. Nesta pintura, o facto de Jacqueline portar uma pequena flor, reflecte o interesse de Picasso na vida da esposa. Para além disso, reflecte também a interessante concepção de Jacqueline como Santa Maria, o que vulgar é, sendo que o pintor sempre teve as suas amantes e esposas como verdadeiros ícones ou figuras celestiais.

É notável que a composição verdadeiramente cubista se revela num vasto leque de códigos, alguns por desvendar. Pode-se mesmo dizer que Femme dans un fauteuil avec les bras croisés, buste é uma obra "codificada".

Embora toda a obra contenha um simbolismo algo romântico e até fantasioso, realçado pela pequena flor, pelo sofá branco, etc, a face de Jacqueline é representada aqui por Picasso, com certa brutalidade. Resumidamente, a cara de Jacqueline, nesta pintura, consiste numa figura geométrica, de ângulos bem definidos, de traços rígidos negros, colorida friamente por tonalidades roxas e violetas. Nas rosetas, a cor é mais fria ainda, sendo esta azul.

Esta brutalidade, cuja ideia provinha de uma perseguição às mulheres afegãs, que ocorrera anos antes de a obra ter sido concebida, enche o trabalho com um vital sentido de energia, de Vida, o que o torna numa das melhores e mais aplaudidas oras de Pablo Picasso.

A tela profundamente cubista, que pertencia ao milionário norte-americano John Minken, foi, em Junho de 2006, leiloada em Londres, na King Street, pela leiloeira Christie's.


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