Francisco António Brás

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Francisco António Brás (Vila Boim, Elvas, 14 de Novembro de 1905 — Lisboa, 27 de Maio de 1992) foi um poeta português, fundador e presidente da Liga Regional "Os Unidos de Vila Boim" de 1955 a 1992.

Ficou órfão de pai aos quatro anos de idade. Por dificuldades só frequentou a escola durante um ano. Com nove anos foi guardar ovelhas e cabras e aos treze tirou o "curso de ganhão" no monte do Falcato. Devido aos efeitos da Primeira Grande Guerra e por falta de trabalho na sua terra foi para Lisboa em 1920, onde trabalhou em várias oficinas metalúrgicas. Em 1925 foi para a tropa. Serviu em Elvas, Lisboa e Porto, e, como militar esteve envolvido na revolta de 28 de Maio de 1926 em Lisboa, e no Porto de 2 de Fevereiro de 1927. Em 1930 foi bombeiro voluntário em Sacavém e no ano seguinte ingressou na Polícia de Segurança Pública, em Lisboa.

Só obteve o exame da quarta classe em 1932 quando chegou àquela corporação. Tirou a carta de condução de veículos ao mesmo tempo que estudou, para tirar o curso de sub-chefe da polícia, e uma vez promovido, transferiu-se para o Comando do Posto da Administração Geral do Porto de Lisboa.

Pensando no futuro não quis subir na hierarquia, porque sonhou e dedicou-se aos mais desfavorecidos.

A Liga Regional[editar]

O sonho repartiu-o com outros homens que conduzidos pelo seu leme, fundou a Liga Regional "Os Unidos de Vila Boim" em 11 de Setembro de 1955, tornou o seu sonho em realidade.

Em Lisboa ajudou pessoas em dificuldades, vindas de Vila Boim, como internamentos em hospitais, arranjou empregos, habitações.

Em Vila Boim, através da Liga, fez uma creche, contribuiu para o Bairro do Património dos Pobres, parque infantil, jardim, coreto, dumper, instalações sanitárias, esgotos do Bairro do Património dos Pobres e a atribuição de vários subsídios a pessoas necessitadas e instituições da sua terra. Foram de sua autoria os estatutos da Liga, Associação Particular de Vila Boim e do Património dos Pobres de Vila Boim.

Acompanhou as acções da Junta de Freguesia de Vila Boim, quando da implementação da água, esgotos, toponímia, construção do Bairro do Património dos Pobres e do Cento de Dia da Terceira Idade de Vila Boim.

Quando da construção do edifício de creche em 1967, foi o maior impulsionador da obra. Acompanhou-a do princípio ao fim. Era a menina dos seus olhos. Na Liga desde a sua fundação em 1955 até 1992 foi o mais persistente. Foi fundador em 1955, tesoureiro de 1955 a 1957 e Presidente de 1958 a 1992.

Poesia[editar]

Como poeta escreveu as suas memórias em verso com 307 quintilhas onde relata a sua vida particular e a sua obra em Vila Boim. De igual modo fez trinta e sete quintilhas sobre a Liga e outros poemas, obras em poder da família. Pessoa muito estimada e de valor humano muito elevado, foi homenageado pelo seu povo. À creche em 1968 e à rua Direita de Vila Boim em 1980, foi posto o seu nome de "Francisco António Braz". Em 1997 a Liga e o povo homenagearam-no com a colocação do seu busto em granito e bronze, na Praça da República em Vila Boim.


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