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Fundação Cidade de Lisboa

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Edifício da FCL.
Edifício da FCL.

A Fundação Cidade de Lisboa surgiu da iniciativa do antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Nuno Krus Abecasis e do empenhamento cidadão de vinte e três personalidades, que aceitaram o encargo de construir, valorizar e divulgar a Cidade, as suas ligações com Portugal e com outras cidades do mundo, tornando-a, cada dia mais, um grande e aberto centro de convívio e de realização pessoal, aproximando todos os falantes da língua de Camões, não só pela expressão, mas também pelos profundos sentimentos humanitários partilhados e que em todos se manifestam.

Historial[editar | editar código-fonte]

A Fundação Cidade Lisboa é uma instituição de direito privado, constituída por escritura pública em 10 de Janeiro de 1989 e reconhecida por portaria publicada no Diário da República, II Série, nº 92, de 20 de abril de 1989;

É uma instituição de utilidade pública, por declaração publicada no Diário da República, II Série, nº 166, de 21 de julho de 1989;

Os seus estatutos foram publicados no Diário da República, III Série, nº 104, de 6 de maio de 1989 e posteriores alterações, no Diário da República, II Série, nº 66 de 19 de março de 1997;

As suas actividades foram reconhecidas de superior interesse cultural pelo Ministério da Cultura, estando, assim, ao abrigo da Lei do Mecenato;

É uma organização não-governamental para o desenvolvimento, reconhecida como tal pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento;

Está representada no Conselho de Administração e de Patronos da Fundação Arpad Szénes-Vieira da Silva, no Conselho de Curadores da Fundação Manuel Cargaleiro e é membro fundador da Fundação Portugal - África;

É membro do Centro Português de Fundações, do European Foundation Centre e da Plataforma das ONGDs Portuguesas;

Tem como seu presidente honorário, S. Exa. o Presidente da República.

Objecto[editar | editar código-fonte]

Tem como objecto a promoção e defesa dos valores culturais, artísticos, monumentais, turísticos, etnográficos, educativos e sociais da Cidade de Lisboa, bem como o estímulo ao estudo da realidade urbana em geral e o desenvolvimento de relações e intercâmbio entre Lisboa e outras cidades, a nível nacional e internacional, nomeadamente com as de língua oficial portuguesa ou em que vivam significativas comunidades portuguesas.

Corpos Sociais[editar | editar código-fonte]

Assembleia de curadores[editar | editar código-fonte]

Eng.º Carlos Krus Abecasis
Dr. Duarte Estrade Abecasis
Dr. Nuno Ferreira Castela Abecasis
Dr. António Alfredo da Fonseca Tavares Alçada Baptista
Sr. Tito Manuel das Neves Magalhães Basto
Prof. Arq.º Augusto Pereira Brandão
Mestre Manuel Alves Cargaleiro
Eng.º Roberto da Luz Carneiro
Eng.º Álvaro João Duarte Pinto Correia
Emb. Eugénio Anacoreta Correia – Presidente da Mesa
Eng.º Joaquim José Capa Horta Correia
Eng.º Miguel Anacoreta Correia
Dr. Alípio Pereira Dias
Dra. Maria Guida de Freitas Faria
Dr. António José de Castro Bagão Félix
Dr. Alberto Laplaine Guimarães
Prof. Doutor Ernâni Rodrigues Lopes
Padre Dr. Vítor José Melícias Lopes
Dr. João Corrêa Nunes
Prof. Doutor Manuel Jacinto Nunes
Prof. Eng.º Eduardo Romano de Arantes e Oliveira
Prof. Doutor Joaquim Veríssimo Serrão
Sr. Mário Nunes da Silva
Dr. José Manuel de Sousa

Conselho de administração[editar | editar código-fonte]

Eng.º Álvaro João Duarte Pinto Correia – Presidente
Prof. Engenheiro Eduardo Romano de Arantes e Oliveira
Dr. João Corrêa Nunes – Administrador - Delegado
Dr. Duarte Estrade Abecasis
Dr. Alberto Laplaine Guimarãis

Conselho fiscal[editar | editar código-fonte]

Prof. Doutor Ernâni Rodrigues Lopes – Presidente
Dr. João Augusto Rodrigues Mendes
Dr. António dos Santos Labisa
Dr. José Duarte Assunção Dias – ROC
Dr. José Filipe Ferreira Castela Abecasis

Sede social[editar | editar código-fonte]

A F.C.L. tem a sua sede, desde 2000, num edifício de grande qualidade, com valor histórico e arquitectónico, localizado no Campo Grande, nº 380, mantendo a nova construção a fachada do antigo Asilo D. Pedro V (1856), instituição que funcionou neste espaço, durante mais de um século. Com cerca de 2000 m² distribuídos por três pisos, tem a capacidade de desenvolver várias funções de forma coordenada, constituindo um espaço aberto de reflexão e troca de ideias, dando corpo ao projecto multicultural que levou à constituição da Fundação Cidade de Lisboa.

Salas polivalentes e auditórios[editar | editar código-fonte]

O espaço, localizado em Lisboa, frente ao Jardim do Campo Grande, com excelentes acessos, tem um conjunto de espaços versáteis, vocacionados para a realização de seminários, conferências, reuniões, formação universitária e profissional, exposições, promoções e outros eventos de carácter sócio-cultural.

Para além destas salas dispõe, ainda, de um amplo hall para a realização de coffee-breaks, bem como de um agradável espaço exterior, frente à fachada principal.

Fundação Cidade de Lisboa Campo Grande, 380 1700-097 Lisboa Tel: 21 756 82 41 Fax: 21 756 82 48 e-mail: fclisboa@mail.telepac.pt

Áreas de intervenção[editar | editar código-fonte]

Educativa, formativa e científica[editar | editar código-fonte]

Colégio Universitário da Cooperação – Nuno Krus Abecasis

Sendo um dos fins da F.C.L. o desenvolvimento das relações e intercâmbio entre Lisboa e outras cidades, a nível nacional e internacional, nomeadamente com as de língua oficial portuguesa, a sua acção tem tido, desde o seu início, particular incidência na formação de jovens africanos, através do projecto denominado "Colégio Universitário da Cooperação".

Acreditando que o desenvolvimento de qualquer país se alcança pela via da educação e formação, este projecto tem por objectivo a formação académica de estudantes universitários oriundos dos países africanos da C.P.L.P., os quais, após a conclusão de bacharelatos, licenciaturas, pós-graduações, mestrados ou doutoramentos se comprometem a regressar ao seu país de origem e aí exercerem a sua actividade profissional, desempenhando uma verdadeira e eficaz acção motora no sentido de dinamizar a sociedade e de contribuir, tanto quanto possível, para o desenvolvimento auto-sustentado dos seus países.

Destina-se a jovens a frequentar cursos superiores em universidades sediadas na área metropolitana de Lisboa.

Apostando na alta qualidade dos formandos, sem esquecer a sua valorização sócio-cultural e humana, fixou como limite máximo o número de quarenta bolseiros/ano, permitindo, deste modo, uma formação individualizada e o mais completa possível.

A seriedade e exigência postas neste projecto têm possibilitado a adesão de muitas empresas e instituições portuguesas, que partilham connosco a necessidade de apostar na educação superior dos jovens.

Este projecto foi iniciado em 1990 e concedeu até ao momento um total de 512 bolsas de estudo. Inclui a frequência obrigatória de um programa cultural organizado pela F.C.L., incluindo visitas de estudo, aulas de português - língua, cultura e literatura - palestras e debates e, ainda, a componente profissional, através da realização de estágios de trabalho junto de empresas e instituições ligadas a esta vertente.

Residência do Colégio Universitário da Cooperação-Nuno Krus Abecasis

A Fundação Cidade de Lisboa dispõe de uma Residência própria, instalada nos pisos superiores da sua Sede, com capacidade para 44 estudantes, com espaços de convívio, salas de estudo, biblioteca, sala de computadores e sala de visitas, onde se proporciona todo o conforto e um ambiente familiar.

Protocolo com o L.N.E.C.

Laboratório Nacional de Engenharia Civil para efeitos de Cooperação na Área da Investigação, Formação Técnica e Tecnológica
No âmbito do projecto de formação de quadros superiores, foi assinado um protocolo com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Janeiro 1993, visando ao aproveitamento das potencialidades das duas Instituições para o desempenho específico do apoio aos países africanos da C.P.L.P..

O L.N.E.C. promove e coordena acções de investigação e desenvolvimento experimental, apoio técnico e formação necessária ao progresso da engenharia civil e da indústria da construção, contribuindo para o aperfeiçoamento e especialização científica e técnica de quadros oriundos dos cinco países africanos de língua portuguesa que realizem estágios nos diversos departamentos.

A F.C.L. sensibilizou e criou elos de ligação com empresas portuguesas do ramo que, entendendo o alcance deste projecto, a ele aderiram. Para além do patrocínio das bolsas de estudo, recebem estes estagiários nos seus estaleiros, fornecendo-lhes uma componente prática, assim complementando a acção do L.N.E.C.

Protocolo com a Fundação Banco Comercial Português

Assinado em Dezembro de 1998, partindo de vocações idênticas no que se refere à promoção e divulgação da língua e cultura portuguesas, apoio à formação académica e cultural de quadros africanos, tem como objectivo o desenvolvimento de acções em conjunto, em prol da educação e da formação superior de estudantes africanos, obtendo-se, desta forma, ganhos de eficácia pelas sinergias que assim se desenvolvem.

O protocolo abrange a cedência de alojamento na Residência do Colégio Universitário da Cooperação – Nuno Krus Abecasis, aos bolseiros da F.B.C.P., bem como acesso a todos os serviços de apoio e a programas culturais postos à disposição pela F.C.L. aos seus bolseiros.

Protocolo com o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento

Celebrado a 18 de Setembro de 2000, este Protocolo prevê a colaboração de ambas as Instituições no desenvolvimento de objectivos comuns na formação académica, moral e cívica de estudantes africanos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, bem como o seu regresso efectivo aos países de origem.

Inclui o alojamento de bolseiros na Residência do Colégio Universitário da Cooperação-Nuno Krus Abecasis e a utilização de espaços e equipamentos disponibilizados, bem como a formação cultural e linguística. Compreende, ainda, a cedência de auditórios e salas para a realização de eventos culturais ou outras acções.

Protocolo com a Câmara Municipal de Lisboa /Centro de Formação

Foi celebrado um protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa e a F.C.L., em 2001, no sentido de conjugar esforços de ambas as Instituições para realizarem, em conjunto, acções de formação, destinadas ao estudo e análise de novas legislações, num enquadramento de utilizadores práticos, para funcionários de autarquias e outras entidades de âmbito local e regional.

Para além das matérias constantes nos conteúdos de cada acção de formação, que visam ao desenvolvimento das competências dos formandos, estas acções são complementadas com partilhas de experiências relacionadas com dificuldades apresentadas pelos participantes.

Protocolo com a Fundação Catalunha-Portugal

Celebrado a 25 de Julho de 2002, tem como objectivo a promoção de projectos e actividades destinadas a divulgar e intensificar o conhecimento da língua e cultura portuguesas na Catalunha.

Protocolo com o Ministério da Educação

Celebrado a 19 de Novembro de 2003, através da Direcção Regional de Educação de Lisboa, visa à promoção da língua e cultura portuguesas no estrangeiro, nomeadamente na Índia, através da cedência de uma professora do quadro para ministrar um curso intensivo com a duração de 4 meses / ano.

Protocolo com a EPUL – Empresa Pública de Urbanização de Lisboa

Celebrado a 19 de Março de 2004, tem como objectivo uma colaboração conjunta de acções no âmbito de apoio académico a estudantes universitários bolseiros e ainda na organização conjunta de eventos utilizando os auditórios ou outros espaços da F.C.L.

Protocolo com a Movijovem – Mobilidade Juvenil Ciprl

Assinado em 27 de Fevereiro de 2004, e de acordo com o cariz social e cultural da Movijovem, Cooperativa de Interesse Público, responsável pela gestão das Pousadas da Juventude, foi assinado um protocolo entre as duas instituições com a finalidade de promover e divulgar a língua, a história e a cultura portuguesas junto de jovens oriundos da Índia, nomeadamente de Goa e, ainda, para a promoção da Rede Nacional de Pousadas da Juventude em Goa, através de condições preferenciais de alojamento para os alunos dos cursos de português que a F.C.L. organiza em Goa e que se deslocam a Portugal para uma visita de estudo a diferentes zonas do país.

Protocolo com a Galp Energia

Tendo em conta a actividade mecenática em prol da cooperação com os países africanos de expressão portuguesa que a Galp Energia tem promovido e a experiência da F.C.L. na área da formação académica e cultural de jovens oriundos destes países, foi assinado em 10 de Dezembro de 2004, um protocolo que visa ao empreendimento de acções conjuntas de cooperação no âmbito do apoio à formação de jovens carenciados e ainda a organização conjunta de acções utilizando os auditórios ou outros espaços da F.C.L..

Protocolo com a R.D.P. – RadioDifusão-Portuguesa

Continua a vigorar o protocolo estabelecido em 3 de Maio de 2005, que prevê o empreendimento conjunto de acções de cooperação cultural com os países africanos de expressão portuguesa e, ainda, a organização conjunta de eventos.

Protocolo com a Universidade Aberta

Assinado em 12 de Janeiro de 2006, este protocolo tem por objectivo a divulgação, a promoção e o ensino da língua e cultura portuguesas em Goa, comprometendo-se as duas instituições à divulgação da língua e da cultura neste Estado da União Indiana, através de acções didácticas e culturais, com recursos a metodologias de ensino a distância.

Protocolo com a Fundação Alentejo-Terra Mãe

Celebrado em 21 de Março de 2006, visa ao estabelecimento de laços de comunicação e cooperação que permitam realizar acções concretas e conjuntas de promoção e divulgação da cultura e da língua de forma a permitir uma economia e valorização de recursos e capacidades de que cada uma das partes dispõe.

Protocolo com o Departamento de Língua e Cultura Portuguesas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Este protocolo, assinado em 17 de Maio de 2006, tem por fim a promoção e divulgação da língua portuguesa na Índia, através de acções desenvolvidas em conjunto, nomeadamente a isenção de propinas a dois estudantes goeses, para a frequência de três módulos, dos Cursos de Verão de Português para Estrangeiros, com bolsa atribuída pela F.C.L..

Protocolo com a Área Metropolitana de Lisboa

Continua a vigorar o protocolo estabelecido em 22 de Junho de 2006, com vista à promoção de actividades e iniciativas conjuntas no âmbito das suas atribuições, prevendo a utilização para esse fim, de salas da Sede da Fundação.

Protocolo com a Cooperativa de Formação e Animação Cultural – Cofac

Assinou-se, em 1 de Fevereiro de 2007, um protocolo com o objectivo de alojar estudantes do Programa Erasmus, da Universidade Lusófona na Residência do C.U.C..

Protocolo com a Gestão de Bairros Municipais de Lisboa, E.M. – Gebalis

Procedeu-se à celebração de um protocolo com a Gebalis, no passado dia 20 de Abril de 2007, com vista ao patrocínio de um estudante no âmbito do C.U.C. – N. K. A. e, ainda, para a organização conjunta de eventos.

Protocolo com o Deutsche Bank

Foi estabelecido, em 17 de Abril de 2007, um protocolo entre as duas instituições visando à concessão de estágios de trabalho, por períodos de três meses, organizados pelo Banco para os bolseiros do C.U.C. – N.K.A..

Protocolo com a Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa

Instituiu-se, em 1 de Novembro de 2007, um protocolo entre as duas instituições com vista ao alojamento na Residência do C.U.C. – N.K.A. de bolseiros africanos a realizarem os seus estudos em Portugal.

Cultural[editar | editar código-fonte]

Projecto editorial

A Fundação Cidade Lisboa entende, desde o seu início, ser sua missão revelar, através da publicação de livros, as razões profundas do modo dos portugueses estarem no Mundo e de terem sido capazes de criar, através dos séculos, formas de convívio com outros povos. Devido a esta vocação, constitui hoje riqueza universal, um conjunto de culturas, ou expressões culturais, a que demos origem, e de entre as quais merecem particular destaque as culturas luso-brasileiras e indo-portuguesa, a arte Nambam, diferentes expressões culturais africanas e tantas outras ainda bem visíveis na Malásia e em outras partes do globo. Nesse sentido, têm sido dadas à estampa várias obras de reconhecido valor, destacando-se:

Portugal, Lisboa e a Corte nos Reinados de D. Pedro II e D. João V – Memórias Históricas de Tristão da Cunha de Ataíde, 1º Conde de Povolide, obra que documenta a história da família, constituindo um valioso testemunho da época e dos acontecimentos que marcaram os reinados de D. Pedro II e de D. João V, com introdução do Prof. Doutor António Vasconcelos Saldanha e de Carmen M. Radulet;

Livro dos Vice-Reis da Índia d’El Rei D. Carlos I, obra bilingue, português/ inglês, de grande valor histórico, contém a reprodução a aguarela da totalidade dos retratos dos Vice-Reis e Governadores da Índia existentes na Galeria dos Vice-Reis de Goa, com introdução do Prof. Doutor António Vasconcelos Saldanha.

Estas reproduções foram executadas pelo Capitão Manuel Gomes da Costa, mais tarde Marechal e Presidente da República Portuguesa, que os ofertou ao então governador-geral e este, por sua vez, a El-Rei D. Carlos.

O grande interesse desta obra, para lá do seu valor intrínseco histórico e gráfico, reside no facto de serem praticamente desconhecidos entre nós os quadros que integram a galeria que guarnecia o Palácio do Hidalcão, residência dos Vice-Reis e Governadores, em Goa, hoje considerados património do Estado Indiano.

Um Instrumento de Solidariedade Social no Século XVI – O Compromisso da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, manuscrito iluminado do século XVI, prefaciado com um estudo histórico da autoria do Curador desta Fundação, Prof. Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, no qual se destaca a importância do espírito das Misericórdias na expansão portuguesa pelo mundo.

Carta do Vice-Rei D. Duarte de Menezes ao Imperador do Japão, fac simile, da "carta de Estado" escrita numa folha de pergaminho, remetida em 1588 pelo Vice-Rei da Índia, D. Duarte de Menezes ao célebre Taiko Toyotomi Hideyoshi, do Japão e a este entregue no ano seguinte, no decurso da célebre embaixada portuguesa que o Jesuíta Luís Fróis, na sua Historia de Japam, descreveu como "hua das solemnes cousas daquelle tempo em Japam".

O pergaminho é iluminado, em trabalho italiano da época, selado e assinado, sendo pertença do Templo Myoho-in, em Quioto, no Japão.

O estudo histórico que acompanha esta edição, em leitura bilingue (português/japonês) é da autoria do historiador e académico japonês, Prof. Takase Koichiro, especialista em assuntos da época, e a Introdução da autoria do Prof. Doutor António Vasconcelos de Saldanha. A sua publicação ocorreu simbolicamente em 1993, ano em que se celebraram os 450 anos sobre a chegada dos primeiros portugueses ao Japão.

Foi publicado, em co-edição com a Quetzal, a obra Coliseu dos Recreios: Um Século de História, de autoria de Mário Moreau, por ocasião do centenário deste espaço de cultura e no decorrer do ano em que Lisboa foi Capital Europeia da Cultura;

Para além das publicações próprias em co-edição, a F.C.L. tem vindo a conceder apoios à publicação de outras consideradas de elevado interesse e que se inserem nos parâmetros do Projecto Editorial:

Peregrinações de Lisboa, de Norberto de Araújo, foram reeditadas pela Vega, com o patrocínio da F.C.L., em 1992, cinquenta anos passados sobre a data do seu lançamento. Dado o interesse e actualidade da obra integrou-se num plano de colaboração cultural com o Grupo Amigos de Lisboa e feita com base num fac-simile da edição da Parceria A. M. Pereira.

Vida e Obra de Santo António para comemorar o 8º Aniversário do nascimento do Padroeiro da Cidade de Lisboa, a F.C.L. patrocinou, em exclusivo, a produção de um vídeo sobre a vida e obra de Santo António, levada a cabo pela Câmara Municipal de Lisboa.

Lisboa Mulher promovido pelas "Edições Elo" e com o co-patrocínio da F.C.L., tem como base figuras artísticas de Ricardo Passos, com textos de José Vala Roberto e que ilustra variadas figuras da Cidade de Lisboa.

O Grande Terramoto de Lisboa: Ficar Diferente, coordenado pela Prof. Doutora Helena Carvalhão Buescu e pelo Dr. Gonçalo Cordeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, reúne um conjunto de participações de docentes universitários, portugueses e estrangeiros, apresentando um conjunto de abordagens diversas que a catástrofe lhes suscitou. Trata-se de um trabalho de grande rigor científico em torno da violência que caracterizou o terramoto de 1755 e o impacto que ele gerou em Portugal e no estrangeiro, bem como a resposta pombalina à reconstrução arquitectónica da Cidade. No ano em que se comemoraram duzentos e cinquenta anos sobre o grande terramoto de Lisboa, a F.C.L. patrocinou a edição do livro.

Projecto
Portugal-Goa – Cultura e Amizade

Este projecto tem por objectivo desenvolver as relações histórico-culturais, conferindo-lhe uma base sólida e perdurável através do estreitamento dos laços de amizade com a Índia, através do Estado de Goa.

A Delegação da Fundação Cidade de Lisboa em Goa foi aberta em 1992 tendo desde essa altura desenvolvido uma acção activa e diversificada em prol da divulgação da língua e da cultura portuguesas e do estreitamento de relações entre a Índia e Portugal. Tem, em simultâneo, desenvolvido projectos em conjunto com a Indo-Portuguese Friendship Society, instituição criada com forte suporte da F.C.L., da qual foi eleito para primeiro Presidente o Dr. Jorge Fernandes, delegado desta Fundação.

A Fundação Cidade Lisboa, através da sua delegação em Goa, tem concedido apoio continuado a muitas das actividades culturais promovidas por esta Associação.

Cursos de Português – Língua e Cultura em Goa

Estes cursos realizam-se, anualmente, desde 1997, durante um período de 3/4 meses, em horário pós-laboral, nas cidades de Margão e Panjim. Desde 1998 e até ao momento, temos contado com o apoio do Ministério da Educação de Portugal, através do destacamento de uma professora dos seus quadros, garantindo assim o rigor e a qualidade que temos imprimido a esta acção, bem como com o do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento.

Complementar a estes cursos, e como forma de conhecimento mais preciso da nossa história e cultura, que consideramos fundamental, são seleccionados os quinze melhores alunos de cada curso e é-lhes oferecida uma estada em Portugal, por um período de 15 dias, cumprindo um programa cultural abrangendo diversas regiões do País.

Esta acção é realizada também com o apoio da Movijovem e das diversas Câmaras Municipais que o grupo visita, e ainda de patrocinadores da F.C.L..

Acompanhados por professores do Ministério da Educação, para além da parte formativa da língua portuguesa que lhes é ministrada, tomam contacto com a história ligada ao património artístico e cultural, e com os hábitos e costumes dos portugueses.

Fundação Arpad Szènes / Vieira da Silva

A Fundação Cidade de Lisboa subscreveu, com a Secretaria de Estado da Cultura, a Câmara Municipal de Lisboa e as Fundações Calouste Gulbenkian e Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, o acto de constituição da Fundação Arpad Szènes / Vieira da Silva.

É administrador desta Fundação, o nosso Administrador-Delegado, Dr. João Corrêa Nunes.

Conferências "Fundação Cidade de Lisboa"

A Fundação Cidade de Lisboa organiza, anualmente, um Ciclo de Conferências dedicado ao debate de ideias e ao aprofundamento de temáticas ligadas aos seus fins estatutários, desde o ano de 2007.

O I Ciclo, subordinado ao tema "A Lusofonia no Mundo" teve como objectivo provocar uma reflexão sobre a língua portuguesa nos seus diferentes contextos e variantes, espelho de uma diversidade de culturas e identidades, no sentido de tornar essa matriz lusófona cada vez mais viva e profunda.

O II Ciclo será dedicado à cidade de Lisboa e será divulgado em breve.

Social[editar | editar código-fonte]

A Fundação tem dado particular atenção a esta área através de apoios concedidos a projectos implementados em Portugal ou em África, sempre que os mesmos se revelarem importantes no desenvolvimento e na ajuda das populações carenciadas, tendo sempre em conta os seus fins estatutários.



Outros artigos do tema Portugal : Frederico Marques, Festival de Música Tradicional (Aldeia de Santa Margarida), João Querido Manha, O Codex 632, Lista de lendas de Portugal, Clarinha, Thormenthor


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