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Geraldo Antônio Miotto

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General do Exército Brasileiro Coat of arms of the Brazilian Army.svg
Geraldo Antônio Miotto
Nome completo Geraldo Antônio Miotto
Dados pessoais
Nascimento 20 de março de 1955 (64 anos) São Marcos, Rio Grande do Sul
Vida militar
Força Coat of arms of the Brazilian Army Exército Brasileiro
Anos de serviço Desde 28 de fevereiro de 1972 (47 anos)
Hierarquia General do Exército.gif General de exército
Comandos
Honrarias

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Geraldo Antônio Miotto (São Marcos, 20 de março de 1955) é um general de exército do Exército Brasileiro. Também é o atual Comandante Militar do Sul. [1]

Carreira militar[editar | editar código-fonte]

Ingressou no Exército em 28 de fevereiro de 1972, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército, em Campinas - SP. Em 1975, seguiu para a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) onde, em 14 de dezembro de 1978, foi declarado Aspirante-a-Oficial da Arma de Cavalaria, sendo o primeiro colocado de sua turma. Por isso, recebeu a Medalha Marechal Hermes de bronze com uma coroa. Em seguida, foi classificado no 3º Esquadrão do 1º Regimento de Cavalaria Motorizado, em Passo Fundo (RS).

Frequentou e concluiu o Curso Básico Paraquedista, o Curso de Operações na Selva, categoria “A”, o Curso de Oficial de Comunicações, o Estágio de Operações de Inteligência na Escola Nacional de Informações e o Curso de Inteligência no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Recursos Humanos da Agência Brasileira de Inteligência.

Oficial superior[editar | editar código-fonte]

Cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da arma de Cavalaria e a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, ambas no Rio de Janeiro, sendo em 25 de dezembro de 2001 promovido ao posto de Coronel.[2] Realizou também o Curso de Estado-Maior na Escuela Superior de Guerra, na Argentina, e o Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia da Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro.

Foi nomeado oficial de Gabinete do Comandante do Exército em 1 de julho de 2004, juntamente com seu colega também Coronel de Cavalaria Edson Leal Pujol. [3]

Comandou o 16º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado em Passo Fundo e o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de Porto Alegre.

Oficial General[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, em 31 de julho de 2008 foi promovido ao posto de General-de-Brigada Combatente, sendo designado Comandante da 8.ª Brigada de Infantaria Motorizada [4], até que em 19 de março de 2010 foi exonerado para então exercer o cargo de Assistente Militar do Comando da Escola Superior de Guerra. [5]

Em 22 de setembro de 2010 foi nomeado para exercer o cargo de Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste [6], ficando exonerado do cargo de Assistente Militar do Comando da Escola Superior de Guerra.

Já no dia 22 de março de 2012 foi promovido ao cargo de General-de-Divisão Combatente. [7][8]

Em 23 de novembro de 2012 foi nomeado Comandante da 3ª Divisão de Exército [9], ficando exonerado do cargo de Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste.

Dois anos depois, em 24 de novembro de 2014, foi nomeado para exercer o cargo de Diretor de Ensino da Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa[10], ficando exonerado do cargo de Comandante da 3ª Divisão de Exército.

Em 14 de abril de 2015 foi nomeado para o cargo de Secretário-Executivo do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República[11][12], ficando exonerado do cargo de Diretor de Ensino da Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa.

Em 16 de outubro de 2015 foi nomeado para exercer o cargo de Vice-Chefe do Departamento-Geral do Pessoal[13], ficando exonerado do cargo de Secretário-Executivo do GSI.

Chegou ao ápice de sua carreira quando foi promovido ao posto de General de exército em 31 de março de 2016. Também nessa data foi nomeado para exercer o cargo de Comandante Militar da Amazônia, ficando exonerado do cargo de Vice-Chefe do Departamento-Geral do Pessoal.[14] Nesse período, recebeu o título de Cidadão do Amazonas, concedido pela Assembleia Legislativa do Amazonas.[15] Esteve à frente da segurança de Manaus durante os Jogos Olímpicos do mesmo ano. [16]

Em 21 de março 2018 foi nomeado para exercer o cargo de Comandante Militar do Sul, ficando exonerado do cargo de Comandante Militar da Amazônia e substituindo o antigo comandante Gen Ex Edson Leal Pujol. Ocupa tal cargo atualmente. [17] [18][19][20]

Formação[editar | editar código-fonte]

Ordem de Mérito[editar | editar código-fonte]

Em 29 de março de 2007 foi promovido ao grau de Oficial no Quadro Ordinário do Corpo de Graduados Efetivos da Ordem do Mérito Militar. [21]

Em 12 de julho de 2010 foi admitido como Comendador no Quadro Ordinário da Ordem do Mérito da Defesa. [22]

Em 29 de outubro de 2010 foi admitido como Comendador no Corpo de Graduados Especiais da Ordem do Mérito Aeronáutico. [23]

Em 9 de maio de 2012 foi promovido ao grau de grande-oficial no Quadro Ordinário do Corpo de Graduados Efetivos da Ordem do Mérito Militar. [24]

Em 8 de julho de 2012 foi admitido no grau de comendador na Ordem do Mérito Naval. [25]

Em 11 de agosto de 2015 foi admitido no Grau de Grande Oficial no Quadro Suplementar da Ordem de Rio Branco. [26]

Em 7 de junho de 2016 foi promovido ao grau de Grande Oficial no Quadro Suplementar da Ordem do Mérito da Defesa. [27]

Em 31 de março de 2016, foi promovido ao Grau de Grã-Cruz no Quadro Ordinário do Corpo de Graduados Efetivos da Ordem do Mérito Militar. [28]

Greve dos Caminhoneiros[editar | editar código-fonte]

Durante a greve dos Caminhoneiros ocorrida em 2018 e diante da autorização pelo Executivo Federal para o uso da força, o general adotou a negociação como norte e reforçou a importância do diálogo[29], como foi dito em entrevista ao maior jornal do Sul do Brasil: "[...] estamos com tropas federais aquarteladas. A missão do Exército é resolver o problema de logística nas áreas de saúde, segurança e educação. Não temos nada contra os caminhoneiros" e "Nossa diretriz é negociar até o final para que não haja confronto com ninguém". [30] Diante dos pedidos de intervenção, reafirmou o caráter legalista do Exército Brasileiro. [31][32] Miotto esteve à frente de 54.000 homens e, após o fim da greve, explicitou que boatos e fake news seriam investigados. Segundo ele, ocorrera a “maior operação logística da América Latina”.[33]

Referências

  1. «CMS Comando Gen Ex Leal Pujol passa para Gen Ex Miotto». Consultado em 24 de novembro de 2018 
  2. «Página 5 do Diário Oficial da União - Seção 2, número 243, de 15/12/2003 - Imprensa Nacional». pesquisa.in.gov.br. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  3. «Página 5 do Diário Oficial da União - Seção 2, número 106, de 03/06/2004 - Imprensa Nacional». pesquisa.in.gov.br. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  4. «Página 2 do Diário Oficial da União - Seção 2, número 146, de 31/07/2008 - Imprensa Nacional». pesquisa.in.gov.br. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  5. «Boletim do Exército Nº 12/2010». Ministério da Defesa. 19 de março de 2010. p. 70. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  6. «Boletim do Exército 39/2010». Ministério da Defesa. 1 de outubro de 2010. p. 95. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  7. «Página 1 do Diário Oficial da União - Seção 2, número 57, de 22/03/2012 - Imprensa Nacional». pesquisa.in.gov.br. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  8. «Boletim do Exército 13/2012». Ministério da Defesa. 30 de março de 2012. p. 60. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  9. «Boletim do Exército 48/2012». Ministério da Defesa. 30 de setembro de 2012. p. 88. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  10. «Boletim do Exército 48/2014». Ministério da Defesa. 28 de novembro de 2014. p. 69. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  11. «Boletim do Exército 17/2015». Ministério da Defesa. 24 de abril de 2015. p. 19. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  12. «GSI tem novo Secretário Executivo». Consultado em 26 de novembro de 2018 
  13. «Boletim do Exército 44/2010». Ministério da Defesa. 30 de outubro de 2015. p. 85. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  14. «Boletim do Exército 13/2016». Ministério da Defesa. 1 de abril de 2016. p. 70. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  15. «General do Exército Geraldo Miotto é o novo cidadão do Amazonas». Consultado em 26 de novembro de 2018 
  16. «Exército reforça efetivo de segurança para Jogos Olímpicos em Manaus». Amazonas. 13 de julho de 2016 
  17. «General Nardi assume Comando Militar da Amazônia (CMA)». G1 
  18. «Boletim do Exército 13/2018». Ministério da Defesa. 29 de março de 2018. p. 29. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  19. «FOTOS: Assume novo chefe do Comando Militar do Sul». GaúchaZH 
  20. «Comando Militar do Sul terá novo chefe». GaúchaZH 
  21. «Boletim do Exército 14/2007». Ministério da Defesa. 4 de abril de 2007. p. 46. Consultado em 2 de dezembro de 2018 
  22. «Boletim do Exército 28/2010». Ministério da Defesa. 17 de julho de 2010. p. 100. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  23. «Boletim do Exército 43/2010». Ministério da Defesa. 29 de outubro de 2010. p. 35. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  24. «Boletim do Exército 20/2012». Ministério da Defesa. 18 de maio de 2012. p. 89. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  25. «Boletim do Exército 24/2012». Ministério da Defesa. 15 de junho de 2012. p. 18. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  26. «Boletim do Exército 34/2015». Ministério da Defesa. 21 de agosto de 2015. p. 9. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  27. «Boletim do Exército 24/2016». Ministério da Defesa. 17 de junho de 2016. p. 49. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  28. «Boletim do Exército 13/2016». Ministério da Defesa. 1 de abril de 2016. p. 70. Consultado em 29 de novembro de 2018 
  29. «Comando Militar do Sul espera por diálogo com caminhoneiros e não uso da força» 
  30. «"Estamos com tropas aquarteladas", diz comandante militar do Sul». GaúchaZH 
  31. «ÁUDIO: Não queremos intervenção, somos legalistas, diz novo comandante militar no Sul». GaúchaZH 
  32. «Comandante Militar do Sul diz confiar em negociação com caminhoneiros para evitar confrontos». G1 
  33. «General do Comando Militar do Sul diz que 'fake news' serão investigadas | Rio Grande do Sul». VEJA.com 



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