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Higesipo Augusto de Brito

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Higesipo Augusto de Brito
Informação geral
Nascimento 3 de dezembro de 1917
Origem Conselheiro Lafaiete
País Brasil
Morte 15 de outubro de 2005 (87 anos)

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Higesipo Augusto de Brito (Conselheiro Lafaiete, 3 de dezembro de 1917Rio Acima, Minas Gerais, 15 de outubro de 2005) foi um saxofonista, maestro, letrista, arranjador e compositor brasileiro.

É considerado, pela Secretaria Municipal de Turismo e Cultura de Rio Acima, a partir de 2007, a referência cultural da cidade, por sua importante contribuição ao desenvolvimento artístico-cultural e educacional do município, como músico e político, com destaque para a criação do Hino à Cidade de Rio Acima, em 1972 e a fundação do Ginásio Américo Renné Giannetti, em 1958.

Biografia[editar]

Filho de Segundo Augusto de Brito e Maria Margarida de Brito, Higesipo Brito nasceu na então freguesia de Catas Altas da Noruega, na época pertencente ao município de Conselheiro Lafaiete. Residiu em Mutuca até um ano de idade, quando sua família se mudou para Pirapetinga. Dos cinco aos sete anos, junto com os irmãos e mais sete crianças, tem aulas de português e matemática com seu pai, professor autodidata que se dedica a um trabalho de ensino gratuito na região.

Em 1936, é convidado para trabalhar na Indústria de Tubos Barbará S.A., estabelecida em Caeté, onde permanece até 1937, quando é admitido na Santa Casa de Misericórdia, onde aprende as técnicas de manipulação de medicamentos.

Em 1º de abril 1938, muda-se para Rio Acima, então distrito de Nova Lima, a convite da S. A. Metalúrgica Santo Antônio – SAMSA, onde exerce a função de office-boy conjugada à de músico-instrumentista da banda e do coral sacro mantidos pela empresa. Em poucos meses, porém, retorna a Catas Altas da Noruega para trabalhar como auxiliar de farmácia. Em 2 de fevereiro de 1940, volta para Rio Acima, desta feita definitivamente, atendendo nova proposta de trabalho da SAMSA, exercendo, simultaneamente, as funções de enfermeiro e gerente administrativo na Casa de Saúde Pedro Giannetti (mantida pela Sociedade Beneficente Teresa Giannetti). Nessa época, faz um curso de contabilidade por correspondência, objetivando sua habilitação na área financeira. A partir de então, Higesipo Brito inicia sua carreira profissional na SAMSA, onde, depois de transferido do hospital para o escritório da empresa, em 27 de agosto de 1953, exerce, em mais de 40 anos de trabalho, as funções de chefe de escritório e gerente administrativo.

Dias depois de seu retorno a Rio Acima, em 26 de fevereiro de 1940, conhece a jovem Maria da Conceição de Brito, com quem se casa em 21 de outubro de 1942. Desta união, nascem 11 filhos: Higesipo Júnior (e seu irmão gêmeo José Augusto – falecido no parto), Stela Íris, Humberto Augusto, Leila Maria, Francisco de Assis, Maria Rivalina, Ângela de Fátima, Maria Margarida, Clara Inês de Assis e Eugênio Augusto.

Em 27 de dezembro de 1948, o distrito de Rio Acima é alçado à categoria de município e, durante o período de intendência, o funcionário Higesipo Brito é cedido pela Sociedade Beneficente Tereza Giannetti ao Serviço Público Municipal para, junto com o então intendente – o farmacêutico Belmiro Jardim Pinto Coelho, organizar os Serviços Fazendários da Prefeitura, cargo deixado espontaneamente logo após a posse do primeiro prefeito da cidade, Oswaldo Curry Carneiro.

Na década de 1950, aliado à música, a política passa a fazer parte da vida de Higesipo Brito. Em 1955, candidata-se a vereador pela União Democrática Nacional, mas só toma posse em 29 de março de 1957, como suplente do vereador Sebastião Ribeiro da Silva.

Em 1958, toma a iniciativa de fundar um ginásio em Rio Acima, e convida o cunhado João Alves de Brito e os amigos Hélio João Arduini e Jovino Paulino para constituírem uma comissão que represente a cidade nas audiências com os órgãos públicos federais e estaduais. A comissão é recebida no Ministério da Educação, no Rio de Janeiro, pelo ministro Clóvis Salgado e seu chefe de gabinete Celso Brant. O Ministro autoriza de imediato a criação do Ginásio Dom José Jardim, logo em seguida renomeado Ginásio Américo Renné Giannetti e, trinta anos depois, Escola Municipal Terezinha Cosenza.

Nas eleições de 1959, Higesipo Brito é reeleito vereador e honrado com a vice-presidência da Câmara Municipal. Em 1963, é novamente reeleito e, desta feita, com a escolha de seu nome para o cargo de Presidente da Câmara Municipal. Nesta fase de sua atuação política, cria o projeto de lei e trabalha pela implementação da pavimentação da estrada que liga Rio Acima a Nova Lima.

Trajetória musical[editar]

Higesipo Brito iniciou sua formação musical aos cinco anos de idade, com aulas de violão ministradas por seu pai. Constatado o talento, aos sete anos, ainda em Pirapetinga, tem aulas de teoria musical com o músico conhecido por Capitão Souza (Antônio Agostinho Alves da Neiva). Aos treze anos, em Catas Altas da Noruega, estuda com o maestro da Banda Santa Cecília – Silvino de Rezende Neiva (filho do Capitão Souza), que o introduz nos estudos de clarineta e saxofone.

Iniciando a carreira musical como clarinetista, em pouco tempo, opta pelo saxofone, fazendo apresentações fora da cidade, como a realizada no Clube Cravo Vermelho, na cidade de Sabará, em 1934, que o tornou conhecido como músico.

Em 1936, aos dezenove anos, passa a fazer parte da "Corporação Musical Euterpe João Pinheiro", de Caeté, criada e regida pelo maestro Silvino de Rezende Neiva, integrando, também, o conjunto musical que anima os bailes e os carnavais da cidade e região.

Em 1º de abril 1938, muda-se para Rio Acima, passando a tocar na “Lira Musical Santo Antônio” (da qual posteriormente foi maestro) e na orquestra instrumental do Coral Sacro. A partir de 1940, passa a integrar, também, o conjunto musical que anima os bailes e os carnavais da cidade até a década de 1970, incorporando-se, definitivamente, ao meio artístico-cultural da cidade.

Entre 1959 e 1961 leciona Teoria Musical no Ginásio Américo Renné Giannetti.

Nas décadas de 1960 e 1970, Higesipo Brito expande seu trabalho musical com a criação (letra e música) dos hinos de todas as escolas da cidade: Grupo Escolar Honorina Giannetti, Grupo Escolar Pe. Osvaldo Carlos Pereira, Ginásio Américo Renné Giannetti e Escola Estadual Santo Antônio.

Em 1971, compõe (letra e música) o Hino à Cidade de Rio Acima, vencedor do concurso idealizado e implementado pelo Prefeito Milton Gonçalves dos Santos, e devidamente oficializado pela Lei nº 512, de 27 de abril de 1972.

Em 1995, atualiza seus conhecimentos no curso de Regência Musical, promovido pela FUMA e ministrado pelo Prof. Cel. João Batista Gonçalves.

Homenagens[editar]

Em junho de 1989, Higesipo Brito é homenageado pelos poetas Leila Brito, Eugênio Britto, Ângela Brito, Clóvis Soares e Rosa Alves com a inclusão das letras de suas músicas Hino à Cidade de Rio Acima e Deusa do Arco-Íris no livro de poemas O Princípio é o Verso.

Ainda em 1989, a prefeitura de Rio Acima o homenageia pela referida publicação, distinguindo-o com uma placa de prata, onde se lê: “Nossa terra enaltecida agradece as honrarias de quem a estima. A Higesipo Augusto de Brito, as homenagens de Rio Acima, através da Prefeitura Municipal – Administração Marconi Cosenza”.

No ano de 1994, num gesto de reconhecimento pela sua contribuição para o desenvolvimento artístico-cultural e educacional de Rio Acima, o vereador Jader Gonçalves dos Santos Júnior cria o projeto de lei, aprovado e oficializado pela Resolução nº 02, de 18 de maio de 1994, que outorga a Higesipo Augusto de Brito o título de “Cidadão Honorário de Rio Acima”, concedido em sessão solene da Câmara Municipal, presidida pelo prefeito Ernane Raimundo Horta Duarte e pelo presidente da Câmara, Nelci Benedito Maximiano, em 13 de agosto de 1994.

Em 29 setembro de 2005, na gestão do prefeito Valdiney Gonçalves dos Santos, é homenageado pela Câmara Municipal de Rio Acima com a inclusão de seu retrato na galeria de fotos dos ex-presidentes, sendo ainda distinguido com a missão de discursar em nome de todos os homenageados.

Em 26 de outubro de 2007, recebe homenagem (in memoriam) da Companhia Vale do Rio Doce como "Referência Cultural de Rio Acima", a partir de indicação da Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura.

Bibliografia[editar]

  • BRITO, Francisco Didácio de. História de Secundo Augusto de Brito. Belo Horizonte, 2007. No prelo.
  • BRITO, Higesipo Augusto de. Minhas memórias. Rio Acima, 1995.18 f. Mimeografado.
  • BRITO, Leila; BRITO, Eugênio, BRITO; Ângela; ALVES, Rosa; SOARES, Clóvis. O princípio é o verso. Belo Horizonte: Lutador, 1989.
  • RIO ACIMA. Câmara Municipal. Arquivos. Rio Acima, 2007.
  • RIO ACIMA. Secretaria de Turismo e Cultura. Arquivos. Rio Acima, 2007.



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