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Luiza Franquelina da Rocha

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki

Luiza Franquelina da Rocha ( ?, 1909 - Cachoeira, 20 de junho de 2005), é mais conhecida como Gaiaku Luiza Mahin do Hunkpame Ayíonó Hùntóloji, no alto da levada em Cachoeira. É filha carnal do pejigan do Kwé Seja Hundé. Inicialmente foi feita no ritual ketu, sendo mais tarde “refeita” no ritual do Candomblé jeje por Gaiaku Possusi Rumaninha (Maria Romana Moreira) do Terreiro do Bogum entrou dia 9 de agosto de 1944 e só saiu em 1945, no tempo da Gaiaku Emiliana.[1]

A data de fundação do candomblé do Bitedô, com a do Terreiro do Bogum, se perdeu no tempo. Acredita-se que o Bitedô passou a existir no início de 1800, ou antes.[2]

A tradição cultural e religiosa de Gaiaku Luiza remonta a esta história resumida acima. Gaiaku Luiza foi uma das poucas Vodunsì (filho ou filha-de-santo que incorpora o Vodun), na Bahia, que ousaram abrir uma roça de candomblé jeje-mahi. Isso ocorreu em 1952, num período em que não era comum tal prática dentro do culto jeje. Na época, supõe-se que existiam somente dois terreiros jeje-mahi na Bahia, que eram o Zòògodò Bogun Malè Hùndo, em Salvador, e a Roça de Ventura, em Cacheira.

Com a autorização e participação de sua mãe-de-santo Kpòsúsì (pessoa consagrada ao Vodum Kpòsú) Romaninha, dona Luiza abriu um terreiro jeje-mahi, tornando-se, então, uma Gaiaku. O título Gaiaku é próprio do jeje-mahi, pois não é encontrado na Casa das Minas, em São Luís do Maranhão, onde praticam o jeje conhecido como jeje-mina. Nos terreiros jeje da Bahia, a mãe-de-santo pode ocupar três cargos: Gaiaku, Doné e Mejitó. Esses cargos estão relacionados com as famílias dos Voduns que compõem o culto.

Ela chegou no Bogun no dia 9 de agosto de 1944 e só voltou para casa em 1945. Segundo depoimento da própria Gaiaku Luiza, quem comandava o Bogum era Gaiaku Emiliana.

Em 1952, Gaiaku Luiza inaugura sua roça. Ela afirmou: “A inauguração foi com muita festa para Azansú (Vodum que corresponde ao orixá Omolú), o dono da casa, e foi muita gente prestigiar. A roça recebeu o nome de HÙNKPÁMÈ AYÍONÓ HÙNTÓLOJI” Este terreiro de candomblé jeje-mahi, fundado por Gaiaku Luiza, desde a sua fundação, está situado em um local chamado Alto da Levada, próximo ao bairro do Caquende, na periferia de Cachoeira.

Em 20 de junho de 2005, Luiza Franquelina da Rocha, ou Gaiaku Luiza de Oyá faleceu, aos 96 anos de idade. Considerada uma das mais importantes sacerdotisas do culto afro-religioso jeje-mahi do Brasil e possuidora de uma sabedoria inigualável. Faleceu em Cachoeira, na sua roça, cercada de filhos-de-santo, amigos e familiares, como ela sempre quis e costuma dizer: “Mãe-de-santo tem que morrer dentro de sua roça”. Foi determinado, ainda em vida pela falecida, que a herdeira do posto de dirigente sacerdotal do terreiro seria sua sobrinha carnal, Regina Maria da Rocha. Dofona Regina foi iniciada no Hùnkpámè Hùntóloji, num barco de 3 Vodunsi, em 1977-1998, para o Vodun Avimadje. (Este texto sobre Gaiaku Luiza foi retirado e adaptado do livro “Gaiaku Luiza e a trajetória do Jeje-Mahi na Bahia”, de autoria de Marcos Carvalho.)

Ver também[editar]

Referências

Ligações externas[editar]

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