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Márcio Tarradt Rocha

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki


Marcio Rocha
Vereador de Campina Grande Flag campina grande.svg
Período 1 de fevereiro de 1983
a 1 de janeiro de 1997
Dados pessoais
Nome completo Marcio Tarradt Rocha
Nascimento 22 de agosto de 1958 (62 anos)
Campina Grande, PB
Partido PMDB, PCB, PPS, PSB
Profissão Médico

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Marcio Tarradt Rocha (Campina Grande, 22 de agosto de 1958) é um médico e ex-político brasileiro. Exerceu 3 mandatos de vereador em Campina Grande, entre 1983 e 1997.

Carreira política[editar]

De ascendência palestina (seu avô materno "José Tarradt", corruptela abrasileirada de Youssef Taha, foi um refugiado da ocupação inglesa na cidade de Nazaré, durante a primeira guerra mundial, tendo aportado no Recife e virado mascate pelo interior nordestino antes de chegar a Campina Grande, onde fixou residência), Marcio Rocha é formado em medicina pela UFPB, tendo iniciado a carreira política ainda na juventude, como presidente do Setor Jovem do PMDB de Campina Grande, além de ter presidido o Diretório Acadêmico de Medicina em 1979, ano da federalização da Faculdade de Medicina, pela qual se destacou como um dos responsáveis.

Entre 1980 e 1981, coordenou o trabalho comunitário "Conscientização popular para a conquista da saúde", realizado por estudantes de medicina em vários bairros e distritos do município.

Em 1982, aos 24 anos, disputou sua primeira eleição, candidatando-se a vereador pelo PMDB. Elegeu-se com 1.576 votos. Seis anos depois, em 1988, disputou a reeleição, pelo antigo PCB, agremiação onde militava clandestinamente desde o movimento estudantil. Com 1.587 sufrágios (11 a mais que em 1982), reelegeu-se para mais 4 anos de mandato - foi o primeiro vereador eleito pelo PCB estadual após a redemocratização do Brasil.

Em 1990, Márcio disputou sua primeira e única eleição para deputado estadual, desta vez pelo PPS, no qual se transformou o antigo PCB. Recebeu 2.306 votos, insuficientes, porém, para se eleger. Curiosamente, foi sua maior votação em 5 eleições disputadas na carreira.

Em 1992, pelo recém-criado PPS, Marcio Rocha disputou novamente a reeleição, sendo bem-sucedido: angariou 1.041 votos, garantindo o terceiro mandato. Deixou o PPS em 1996 para filiar-se ao PSB. Apoiando o ex-prefeito Enivaldo Ribeiro (PPB), concorreu novamente à reeleição, obtendo 1.229 votos. Desta vez, Marcio não conseguiu o quarto mandato seguido de vereador, encerrando sua carreira política assim que deixou a Câmara de Vereadores, em janeiro de 1997.

Durante os mandatos que exerceu, Marcio Rocha se notabilizou pela dura oposição ao Grupo Cunha Lima, principalmente ao ex-prefeito Cássio Cunha Lima, que governou a cidade de Campina Grande por 3 vezes, e foi alvo de fortes denúncias do ex-parlamentar comunista,tais como a que apontava indícios de superfaturamento nas obras do Canal do Prado, conhecido como "Canal do Ouro", entre outras.

Para muitos analistas políticos locais e de todo o Estado da Paraíba, Marcio Rocha foi o vereador mais atuante da história da "Casa de Félix Araújo", sendo conhecido por seu temperamento forte, postura crítica e pelo destemor com que se posicionava no parlamento mirim campinense. Marcio chegou a ser homenageado pelo Poeta Zé Laurentino, um dos maiores cordelistas do Nordeste, que escreveu "Marcio Rocha em Cordel"[1]

Desde que deixou a política, o ex-vereador exerceria funções administrativas nas gestões do ex-governador José Maranhão]: inicialmente, trabalhou na Superintendência do 3º Núcleo Regional de Saúde da Secretaria de Saúde da Paraíba, tendo sido o 1º Diretor Geral do Hospital Regional Dom Luiz Gonzaga, maior hospital de Campina Grande, e seu último trabalho na esfera pública foi como Diretor de Atenção à Saúde da Secretaria de Saúde de Campina Grande (2004 a 2012), tendo assumido por alguns meses a titularidade da Secretaria, na administração do ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo.

De 2012 a 2016, Marcio Rocha atuou no Programa Mais Médicos, no Município de Alagoa Nova, interior da Paraíba, e, em paralelo, trabalhou médico do Programa Saúde da Família, em Campina Grande, onde é servidor público concursado até hoje.

Em 2018, Marcio Rocha voltou à mídia em razão de ter sido vítima de um ataque fascista, perpetrado por motoqueiro desconhecido que, proferindo palavras de ordem em prol do pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, atirou um paralelepípedo contra seu carro, que tinha um adesivo "Lula Livre" na carroceria. Por sorte, Marcio não se feriu. [2]

Referências

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