Mãe Edna de Baru

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Mãe Edna de Baru, Iyalorisa fundadora do Ile Alaketu Ijoba Bayo Ase Baru Orogbolape em Foz do Iguaçu, Paraná.

Ednamar Costa de Almeida conhecida como Mãe Edna de Baru é desde os anos 1990 referência da expressividade negra na cidade de Foz do Iguaçu e na Tríplice Fronteira.

Iyalorisa no Candomblé e Mãe de Santo na Umbanda[1] se apresenta como ícone social na representatividade da cultura religiosa de matriz africana no oeste do Paraná. Atua ainda em organizações da sociedade civil como conselho de saúde, conselho da mulher e conselho de cultura, onde é uma das vozes da perspectiva da cultura de terreiro, agindo na permanência e promoção da etnia afro-descendente por meio de ações políticas, culturais, educacionais e religiosas.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Mãe Edna de Baru nasceu em São Paulo no dia 26 de maio de 1963 e teve toda sua infância marcada pela vivência nos terreiros frequentados por seus pais em Brasília, Minas Gerais e Rio de janeiro. Ainda criança começou a ser instruída sobre a liturgia da Umbanda. E em 1982, já sendo mãe de santo de Umbanda, iniciou-se na religião do Candomblé na cidade de Niteroi, no bairro da Engenhoca, por intermédio de Pai Balé Tosilegun Nla Orisa e Mãe Valmicia Zumba Miredã. Em 1990 começou a desempenhar e conduzir atividades religiosas também no Candomblé, assistida pelo Babalorisa Kafú Milodé do Ilê Asé Igbá Afauman[2] e então em 1994 iniciou sua comunidade religiosa e sócio-cultural que viria a receber o nome de ILE ALAKETU IJOBA BAYO ASE BARU OROGBOLAPE (Ile Baru) na cidade de Foz do Iguaçu, primeiramente no bairro Vila Portes, tendo se mudado para o Jardim Petrópolis no final do mesmo ano, e finalmente no ano de 1999 estabeleceu o terreiro na Rua Dracena, 348, no bairro Jardim Canadá, atual sede da comunidade[3].

Desde a fundação, no ano de 1994, Mãe Edna de Baru conduz o Ile Baru, e está à frente do Grupo Senzala Foz e da Colônia Afro Brasileira, desempenhando anualmente atividades de manutenção e promoção da cultura de matriz africana por meio de festividades litúrgicas do Candomblé e Umbanda[4], eventos populares, participações nas mídias locais[5], rodas de conversas, palestras e eventos culturais beneficentes.

Edna de Baru

Atuação[editar | editar código-fonte]

Mãe Edna realiza palestras, debates, colóquios, rodas de formação, e abre as portas do Ile para receber acadêmicos de instituições de ensino superior e interessados em estudar a cultura de terreiro. Assuntos como mitologia dos orixás, uso de animais em rituais religiosos e as questões de gênero dentro do Candomblé e da Umbanda são alguns dos temas nesses encontros. Oportuniza a sociedade local vivências em Arte, Moda e principalmente da Culinária afro-brasileira, em iniciativas como a Barraca do Acarajé presente em feiras e eventos da cidade, e os eventos Tem Tempero no meu Quintal, Desfiles de Moda Afro e Noites afro, entre outros.

Fomenta também a difusão e manutenção de grupos e eventos de cultura popular afro-brasileira como samba de coco, maracatu, forró, afoxé, maculelê e capoeira.

Ile Alaketu Ijoba Bayo Ase Baru Orogbolape

Atividades dessa natureza são realizadas frequentemente tanto na sede quanto em outros eventos culturais, para propor uma experiência nova e geradora de conhecimento sobre a cultura tradicional afro-brasileira. Destaca-se também sua atuação política, principalmente na mobilização para defesa dos direitos dos povos de terreiro e combate ao racismo religioso[6], como na criação do Fórum Municipal dos Terreiros de Foz do Iguaçu e na composição dos conselhos municipais da mulher[7] e da saúde em Foz do Iguaçu. É referência religiosa e de protagonismo da mulher negra no oeste do estado, sendo por isso convidada frequentemente a participar de eventos desta ordem em todo o Brasil.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

  • Blog de Mãe Edna de Baru[1]
  • Fanpage do Ile Baru[2]

Referências


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