Magdalena Solís

Da wiki EverybodyWiki Bios & Wiki
Ir para: navegação, pesquisa


Magdalena Solís
Magdalena-solis-medium.jpg
Nome Magdalena Solís
Data de nascimento Provavelmente em 1933 ou 1945
Local de nascimento Tamaulipas, México
Ocupação Prisionera, fue una líder sectaria, estafadora y asesina serial.
Crime(s) Assassinato, fraude, extorsão, instigação para cometer crimes, crime organizado, abuso sexual, corrupção de menores.
Pena 50 anos de prisão.
Situação falecida

Erro Lua em Módulo:Categorização_AD_e_AB_de_outras_wikis na linha 173: attempt to index field 'wikibase' (a nil value).Magdalena Solís (década de 1930 ou 1940? - ?) foi uma assassina em série e líder sectaria mexicana, conhecida como "a Grande Sacerdotisa do Sangue". Foi responsável por pelo menos 8 assassinatos,- segundo algumas fontes seu número real de vítimas ascende a 15,- cometidos na pequena comunidade de "Yerba Boa", perto à cidade de Monterrey, no estado mexicano de Novo León.[1]

É um dos poucos casos documentados de assassinas em série femininas que tiveram uma clara motivação sexual (era uma criminosa sexual). Era uma assassina organizada, visionaria, sedentaria, depredadora sexual e que mata em grupo.[2][3]

Perfil psiquiátrico[editar | editar código-fonte]

Magdalena, provia/provinha de uma família de escassos recursos e, muito provavelmente, disfuncional. Aparentemente, começou a exercer o oficio da prostituição a temporã idade; oficio no que laboraria até sua união, junto com seu irmão Eleazar Solís (quem também trabalhava como seu proxeneta), à fraude e seita de Santos e Cayetano Hernández, em 1963. Trás seu rendimento à seita, Magdalena Solís desenvolveu uma grave psicosis teológica (era uma fanática religiosa, sofria de delírios religiosos e delírios de grandiosidad, além de uma marcada perversión sexual que se expressava no consumo do sangue (vampirismo) de suas vítimas e no terrível sadismo com o que perpetrou seus crimes) (se veja: sadomasoquismo), e também práticas de fetichismo e pedofilia.

A seita dos Irmãos Hernández[editar | editar código-fonte]

No final de 1962 e princípios de 1963, os irmãos Santos e Cayetano Hernández, um par de delicuentes de pouca monta, criaram uma fraude, que eles creram era brilhante e seria a solução a todos seus problemas monetários. Chegaram ao pequeno povo de Yerba Boa, (uma comunidade marginada do norte de México, com um pouco mais de 50 habitantes, todos eles sumidos na pobreza extrema e em sua maioria analfabetos) e se autoproclamaron profetas e sumos sacerdotes dos «poderosos e exilados deuses incas».

Disseram-lhes que: «os deuses Incas, a mudança de adoración e tributos, outorgar-lhes-iam tesouros escondidos nas grutas das montanhas aledañas ao povoado, (lugar onde também realizavam seus ritos); e que cedo viriam a reclamar a potestade sobre seu antigo reino, e castigariam aos incrédulos.»

Os Hernández, por completo ignorantes da mitología inca e prehispánica de Peru, (começando pelo facto de que os incas nunca habitaram México) convenceram a muitos dos habitantes de Yerba Boa quem, presos da ignorância e a miséria, creram em tal absurdo. Assim os Hernández, fundaram uma seita relativamente nutrida; exigiram aos adeptos tributos económicos e sexuais (tanto a mulheres como a homens). Os Hernández, passaram de ser uns simples ladronzuelos a estafadores e esclavistas sexuais, organizavam orgías durante as quais usavam narcóticos.[3]

O culto permaneceu assim funcionando sem problema durante um tempo, após o qual os crentes começaram a se impacientar ao não ver se cumprir as promessas. Então, criaram um plano: foram a Monterrey em procura de prostitutas que quisessem fazer parte da farsa, aí contactaram a Magdalena e seu irmão, quem acederam.

Durante um ritual, apresentaram, (com ajuda de um truque de magia barato: uma cortina de fumaça), a Magdalena Solís como a reencarnación de uma deusa. Com o que ninguém contava é que Magdalena crer-lho-ia.

Crimes[editar | editar código-fonte]

Pouco depois de entrar à seita, Magdalena tomou o comando. Para esse então 2 adeptos, hartos dos abusos sexuais, quiseram abandonar a seita, os demais crentes presos do medo, os acusaram ante "os sumos sacerdotes", a condenação de Solís foi clara: pena de morte. Os dois infortunados, foram linchados pelos aterrorizados adeptos.

"O ritual do sangue"[editar | editar código-fonte]

Posterior a estes dois primeiros assassinatos, como é característico dos assassinos em série, seus crimes evoluíram, se tornaram mais violentos. Aburrida das simples orgías, começou a exigir sacrifícios humanos. Criou, um "ritual do sangue": O sacrificado (que era sempre um membro dissidente), era brutalmente golpeado, queimado, cortado e mutilado por todos os membros do culto. Posteriormente, praticava-se-lhe um indentado, a vítima era desangrada até morrer. O sangue depositava-se num cálice misturada com sangue de frango (o ritual também incluía sacrifícios animais e o uso de narcóticos como maconha e peyote).

Solís bebia do cálice e depois dava a beber aos sacerdotes (os Hnos. Hernández e Eleazar Solís) e, finalmente dava aos demais membros, supostamente isto lhes outorgava poderes extra-naturais, para terminar lhe sacava o coração ao sacrificado.

E baseando-se em elementos, agora sim, da mitología azteca, asseguravam «o sangue era o único alimento digno para os deuses, através dela preservava sua imortalidade, "a deusa" precisava beber sangue para se manter eternamente jovem». Supostamente Magdalena era a reencarnación da deusa azteca Coatlicue.[2]

Os talhos duraram seis semanas contínuas do ano de 1963, período no qual 4 pessoas morreram desta terrível forma. Nos últimos sacrifícios chegou-se a extrair o coração das vítimas vivas.

Últimas vítimas[editar | editar código-fonte]

Era uma noite do mês de maio de 1963, quando um jovem de 14 anos de idade, vizinho da localidade, Sebastián Guerreiro, deambulaba pelas cercanias das grutas em onde a seita de Solís realizava suas ritos. Atraído pelas luzes e os ruídos que saíam de uma das grutas, entrou a husmear; encontrou-se com um terrível espectáculo, em silêncio observou o atroz massacre que sofreu uma pobre e desconhecida vítima.

Aterrorizado, correu mais de 25 Km., desde Yerba Boa até a localidade de Villa Grande, lugar onde se encontrava a estação de polícia mais próxima. Exhausto e ainda em estado de choque, não acertou em dar nenhuma outra descrição do "grupo de assassinos, que presas do êxtase, se aglutinavam para beber sangue humano", como vampiros.

Os oficiais riram-se das declarações balbuceantes de Guerreiro, tomaram-nas como os delírios de um rapaz perturbado ou drogado. À manhã seguinte, um oficial, (o pesquisador Luis Martínez) escoltou-o a sua casa e de passagem poderia mostrar-lhe "onde tinha visto aos vampiros". Esse foi o último dia que Sebastián Guerreiro e Luis Martínez foram vistos com vida.

Aprehensión e condenação[editar | editar código-fonte]

A polícia consternada pelos desaparecimentos de Guerreiro e Martínez, tomaram o caso em sério, começou-se a falar de uma seita satánica. O 31 de maio de 1963, a polícia em conjunto com o exército despregaram um operativo em Yerba Boa. Detiveram a Magdalena e Eleazar Solís numa finca da localidade, tinham em sua poder uma considerável quantidade de maconha. Santos Hernández morreu abatido pelas balas da polícia ao resistir à detenção. Cayetano Hernández foi vítima de suas próprias mentiras: foi assassinado por um dos membros loucos da seita, chamado Jesús Loiro, que ante a crise quis possuir uma parte do corpo de um sumo sacerdote para se proteger.

Em pesquisas posteriores encontraram-se, primeiramente, os cadáveres descuartizados de Sebastián Guerreiro e Luis Martínez, para perto de a finca onde foram detidos os irmãos Solís, (a este último se lhe tinha extirpado o coração, ao estilo dos sacrifícios aztecas), depois foram achados os corpos, também descuartizados, das outras 6 pessoas, nas inmediaciones das grutas.

Magdalena e Eleazar Solís foram condenados a 50 anos de prisão, por tão só 2 homicídios, (os de Guerreiro e Martínez), não se lhes pôde comprovar sua participação nos outros 6 assassinatos porque todos os membros do culto detidos se negaram a declarar.

Muitos dos membros da seita morreram abatidos no tiroteio com a polícia, já que, armados se atrincheraron nas grutas. Os que foram detidos, foram condenados a 30 anos de prisão por 6 cargos de assassinato na modalidade de "homicídio em grupo ou liga, ou linchamiento", sua condição de analfabetismo e pauperismo serviram de atenuantes. Não foi até anos depois que alguns ex-membros da seita falaram dos horrores do culto.

Magdalena Solís na cultura popular[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «High Priestess of Blood». Serial Killers by name (em inglés)  !CS1 manut: Língua não reconhecida (link)
  2. 2,0 2,1 «Magdalena Solís» (Art. periodístico) (em español)  !CS1 manut: Língua não reconhecida (link) Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "Magdalena Solís_1" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  3. 3,0 3,1 «Perfiles criminales de asesinos en serie» (Art. periodístico). Maestría en ciencias naturales y bio-psicosociales en el área de criminología (em español)  !CS1 manut: Língua não reconhecida (link) Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "Perfiles criminales_1" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes

Veja-se também[editar | editar código-fonte]


Este artigo "Magdalena Solís" é da wikipedia