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Marco Antonio Azkoul

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki

Marco Antonio Azkoul
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Nome completo
Conhecido(a) por Marco Antonio Azkoul
Nascimento 1958 (66 anos)
São Paulo, SP
Morte
Nacionalidade brasileiro
Alma mater
Ocupação Delegado de Polícia do Estado de São Paulo
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Marco Antonio Azkoul (São Paulo, 27 de maio de 1958) é um delegado de Polícia Civil do Estado de São Paulo, jornalista, músico, professor e escritor brasileiro, idealizador da Delegacia de Polícia Itinerante (1995), projeto que inspirou a Justiça Itinerante.[1]

Mestre e doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pós-doutor pesquisador cientista da Faculdade de Direito de Lisboa (Portugal), é delegado de polícia titular de 1ª classe da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e especialista em Direito Constitucional. Atua nas áreas de Ciências Sociais Aplicadas, Direito Público, Direito Constitucional e há décadas vêm defendendo o equilíbrio ecológico sustentável.

Azkoul[2] é membro do conselho editorial da Editora Letras Jurídicas, diretor adjunto fundador da Ordem dos Jornalistas do Estado de São Paulo e autor de livros como “Justiça Itinerante”[3] (Editora Juarez de Oliveira, 2006), “Crueldade Contra os Animais”[4] [5] (Plêiade, 1995), “A Polícia e Sua Função Constitucional”[6] (Oliveira Mendes, 1998), “Como Pensava D. João VI: Portugal, Brasil e os Algarves"[7] (Letras do Pensamento, 2014) e “Segurança Pública e o Acesso à Justiça”[8] (Letras Jurídicas, 2015).

Biografia[editar]

Marco Antonio Azkoul nasceu em 27 de maio de 1958, na capital de São Paulo, vivendo a sua infância no bairro de Moema. Filho do libanês Emile Azkoul[9], advogado e empresário, e de Veniz Daud Azkoul,[10] uma paulista católica formada em secretariado e presidente da Liga das Senhoras Ortodoxas; é sobrinho de Karim Azkoul[11], um dos autores da redação original da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1949). Seu pai foi também chefe do famoso trem Expresso do Oriente (Orient Express) e veio morar no Brasil em 1946, onde casou e teve três filhos. Estudou caligrafia na Escola de Caligrafia do professor Antônio De Franco, fundada em 1915 em São Paulo.[12] Marco teve aulas com o professor Antônio De Franco Filho.

Concluiu a sua graduação em Direito em 1982, foi estagiário da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), julgador tributário da Secretaria da Fazenda de São Paulo, iniciando a sua carreira de delegado de polícia do Estado de São Paulo em 1986. Atualmente, é delegado de polícia titular de 1ª classe da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Azkoul trabalhou em diversos Distritos Policiais da capital e no Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo, ao lado da ex-primeira-dama do Estado [13], Maria Lúcia Alckmin, de 2003 a 2007.

Trabalhou como delegado de polícia no Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), atuando no plantão do departamento e no Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA), trabalhou também na Delegacia de Polícia de Investigações sobre Pessoas Desaparecidas do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e no extinto Departamento de Polícia do Consumidor (Decon).

Azkoul é ainda salva-vidas e vice-presidente da Associação dos Salva-Vidas do Estado de São Paulo, além de diretor fundador da Ordem dos Jornalistas do Estado de São Paulo, membro do Conselho Editorial da Editora Letras Jurídicas e pesquisador da Faculdade de Direito de Lisboa (Portugal). Foi professor da Universidade Ibirapuera (UNIB), da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), da Universidade Capital (UNICAPITAL), professor colaborador[14] do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (Portugal) e professor de Direito Administrativo em cursos preparatórios à carreira de Delegacia de Polícia.

Na TV, foi criador e apresentador do quadro Delegacia Itinerante, que foi ao ar pela TV Gazeta no programa “First Class”, apresentou também o quadro Cidadania, da extinta TV Manchete, no programa Mulheres, apresentado por Claudete Troiano.

Em 2006, recebeu o título de Cidadão Mairinquense, concedido pela Câmara Municipal de Mairinque. Em 2013, na Câmara Municipal de São Paulo, recebeu o “Prêmio Destaque 2013”,[15] concedido pela Ordem Internacional dos Parlamentares da Língua Portuguesa (Oipalpo). Em 2017, Azkoul foi reconhecido pelo então governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, pelos elevados serviços públicos de Polícia Judiciária prestados.

O delegado é autor de várias publicações e artigos, em suas palestras trata de temas como defesa do meio ambiente, defesa do consumidor, segurança e justiça. Em 2022 concorreu ao senado pelo estado de São Paulo, obteve 19.337 votos, 0,09% dos votos válidos não sendo eleito.

Carreira Artística[editar]

Marco Azkoul também se envolveu com o universo artístico. Na década de 60, ainda na escola e durante o regime militar, se apresentou em desfiles como o de 7 de setembro (Independência do Brasil) e o 15 de novembro (Proclamação da República Brasileira), nessas solenidades ele era escalado para tocar instrumentos, como trompete, bumbo e caixa.

Nos anos 70, quando estudava o colegial no Colégio Princesa Isabel, no bairro de Moema, fez parte do conjunto de samba “Escola de Samba Princesa Isabel”, cantando, tocando tamborim e outros instrumentos de percussão. O grupo ganhou o primeiro lugar no Festival da Música, no Teatro João Caetano, com a música “O Samba da Cidade”.

Também estudou na escola de teatro do Clube Atlético Monte Líbano. Na época interpretou o personagem Cata Farelos na peça “Lambe Beiços e Seu Criado Cata Farelos”, de autoria de Fábio Gaia. A montagem teatral de humor foi apresentada no Clube Atlético Monte Líbano, espaço frequentado por atores famosos como Armando Bógus e Claudio Curi, ambos descendentes de libaneses.

Foi no Clube Monte Líbano que Marco conheceu Raul Emilio Jafet, juntos eles formaram a dupla musical E.J. Roull and Tony Mark, que ficou famosa na década de 70. Marco Azkoul usava o pseudônimo Tony Mark e Raul Emilio Jafet era E.J. Roull. A dupla compôs e gravou a balada “Please, Don't Go”, pela Continental Discos, que foi muito tocada em rádios de todo o Brasil. Os dois seguiram o caminho de muitos artistas brasileiros desse período, que gravavam músicas em inglês.[16]

E.J. Roull and Tony Mark chegaram a entrar na “Grande Parada Nacional”,[17] programa de rádio apresentado pelo Jornalista Sebastião Ferreira da Silva, na Rádio Excelsior AM12. A “Grande Parada Nacional” também tinha uma publicação em forma de pôster, distribuído para diversos meios de comunicação, além de comércios e serviços. A dupla teve uma carreira rápida, Azkoul se formou em direito e tornou-se delegado e Raul é jornalista e engenheiro.

Na década de 90, durante uma entrevista no Programa do Jô (SBT),[18] relembrou a história da dupla E.J. Roull and Tony Mark e cantou a música “Please, Don't Go”.

Também estudou violão clássico e popular, teoria musical, flauta doce e escrita musical no Conservatório Musical Spartaco Rossi, foi lá que ele conheceu o maestro e compositor brasileiro Spartaco Rossi.

Delegacia Itinerante[editar]

Azkoul é idealizador da Delegacia Itinerante,[1] projeto de integração da polícia à comunidade. A Delegacia Itinerante[19] tem a função de auxiliar o Poder Judiciário, prestando diversos serviços, como polícia preventiva especializada, administrativa, judiciária e polícia cidadã. O trabalho surgiu logo no início de sua carreira como delegado, em 1986, nos plantões policiais, por meio da polícia preventiva, administrativa e judiciária; na época ele era delegado plantonista da polícia em São Paulo. A partir de 1995, esse tipo de atendimento à população tornou-se uma prática constante e permanente.

Em 1997, ao assumir a titularidade da Delegacia de Polícia em Heliópolis, na zona sul de São Paulo, surgiu o Programa de Integração Polícia Comunidade, que realizava diversos serviços sociais à comunidade, inclusive os serviços dos Juizados especiais Cíveis e Criminais; o trabalho contou com a participação de alunos de direito e recrutados como conciliadores no Juizado Especial Cível Central I da Capital de São Paulo. Dessa forma, a Delegacia de Polícia fazia as petições iniciais e conciliações, que depois eram homologadas pelos magistrados, coordenados pelo juiz Ricardo Cunha Chimenti. Com a parceria da comunidade, a favela de Heliópolis adquiriu mais tarde o status de bairro, tornando-se o bairro Cidade Nova Heliópolis, localizado no distrito de Sacomã.

O trabalho itinerante foi reconhecido pelo Papa João Paulo II,[20] que implantou os serviços sociais e pastorais itinerantes em todo o território italiano, já que o Estado do Vaticano tem um papel importante nos serviços sociais na Itália. A Delegacia Itinerante inspirou ainda outros serviços itinerantes, como o Juizado Itinerante de São Paulo.

Formação acadêmica[editar]

Em 1982, graduou-se em Direito, completou o seu mestrado (1994) e doutorado (2006) em Direito Constitucional pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) e o seu pós-doutorado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (Portugal).

O título de sua dissertação de mestrado foi “Lei Complementar - Análise Teórica e Classificatória das Leis Complementares”. A sua tese de doutoramento na PUC-SP teve como tema “Justiça Itinerante”. Já a sua tese de pós-doutoramento “O Controle Preventivo da Constitucionalidade Portuguesa e sua Adaptação ao Brasil – Proposta de Emenda Constitucional”,[21] foi apresentada e aprovada em Lisboa no ano 2006 pelo professor Jorge Miranda, professor Catedrático Jubilado do Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (ICJP) da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em Portugal. Jorge Miranda teve um papel importante na elaboração da Constituição Portuguesa.

Obras[editar]

  • Crueldade Contra os Animais– Editora Plêiade (1995);
  • Curso Medicina Legal, do Instituto Brasileiro de Direito Constitucional (IBDC). O curso foi produzido nos anos 90 e era composto de material sonoro com aulas ministradas por Azkoul;
  • Lei Complementar- Editora Plêiade (1997);
  • A Polícia e Sua Função Constitucional- Editora Oliveira Mendes (1998);
  • Constituição Federal de 1988- Dez anos 1988-1998 - Editora Juarez de Oliveira (1999);
  • Teoria Geral do Estado- Editora Juarez de Oliveira (2002);
  • Justiça Itinerante- Editora Juarez de Oliveira (2006);
  • Laços de uma Nação- Portugal e Brasil a Caminho da Globalização – Editora Juarez de Oliveira (2009);
  • Gaivotas Perdidas- Poesias Recordações e Pensamentos – Editora Letras do Pensamento (2011);
  • Como Pensava D. João VI: Portugal, Brasil e os Algarves- Editora Letras do Pensamento (2014);
  • Segurança Pública e o Acesso à Justiça- Editora Letras Jurídicas (2015).

Referências

  1. 1,0 1,1 Azkoul, Marco (2006). «7». Justiça Itinerante (PDF) (Tese). Consultado em 21 de junho de 2020 
  2. Marco Antonio Azkoul (20 de março de 2019). «A verdadeira independência do Poder Judiciário». migalhas.com.br. Consultado em 1 de julho de 2020 
  3. Bochenek, Antonio (11 de fevereiro de 2013). «Conjur». Consultado em 3 de julho de 2020 
  4. Antonio Augusto Machado de Campos Neto (2004). «O direito dos animais». Revista USP. Consultado em 4 de julho de 2020 
  5. «Evolução Histórica do Direito dos Animais» (PDF). Cognitio Juris - Revista Jurídica. 2014. Consultado em 5 de julho de 2020 
  6. Carina Deolinda da Silva Lopes (31 de julho de 2008). «Procedimentos e atribuições do delegado de polícia e das polícias judiciárias». Consultado em 4 de julho de 2020 
  7. Luiz Barcelos (2 de dezembro de 2014). «Em livro, professor Marco Antonio Azkoul narra a história de Brasil e Portugal». Portal Boa Vontade. Consultado em 4 de julho de 2020 
  8. Santos, Wanderley (2018). «7». Justiça Itinerante (PDF) (Tese). Consultado em 21 de junho de 2020 
  9. «Época de Confraternizar (página 37)». Revista Chams. Editora Chams. Março de 2015. Consultado em 4 de julho de 2020 
  10. «A Mão Branca organiza almoço beneficente no CAML (página 22)». Revista de Direito Internacional. Editora Chams. Outubro de 2013. Consultado em 4 de julho de 2020 
  11. «Direitos humanos como um novo projeto para o Direito Internacional?». Revista de Direito Internacional. UniCEUB e FAPDF. 2018. Consultado em 4 de julho de 2020 
  12. «Estabelecimentos passam de pai para filho». folha.uol.com.br. 18 de fevereiro de 2001. Consultado em 2 de novembro de 2020 
  13. «Projeto Padarias Artesanais» (PDF). Revista Chams. Junho de 2002. Consultado em 2 de novembro de 2020 
  14. «Currículo Lattes - Vínculo: Contribuinte da Faculdade Direito de Lisboa». Consultado em 4 de julho de 2020 
  15. «Destaques da língua portuguesa em 2013 são premiados». 29 de novembro de 2013. Consultado em 19 de junho de 2020 
  16. Garcia, Roosevelt (25 de fevereiro de 2017). «15 artistas brasileiros que cantavam em inglês nos anos 70». Veja. Consultado em 8 de fevereiro de 2021 
  17. Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora - Intercom (2016). «Estudos Radiofônicos no Brasil» (PDF). eca.usp.br. Consultado em 13 de outubro de 2020 
  18. Marco Antonio Azkoul (1996). Jô Soares entrevista Marco Antonio Azkoul - Jô Soares Onze e Meia (1996 - SBT). Em cena em 20:15. Consultado em 13 de outubro de 2020 
  19. Maciel, Maria de Fátima (2009). «3». O Juízo e o Acesso à Justiça: Um Estudo no Âmbito da Justiça Federal da 5ª Região (PDF) (Disssertação). Consultado em 5 de julho de 2020 
  20. Azkoul, Marco (2006). «7». Justiça Itinerante (PDF) (Tese). Consultado em 4 de julho de 2020 
  21. Azkoul, Marco (2006). «7». Justiça Itinerante (Tese). Consultado em 2 de julho de 2020 


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