Welcome to EverybodyWiki 😃 ! Nuvola apps kgpg.png Log in or ➕👤 create an account to improve, watchlist or create an article like a 🏭 company page or a 👨👩 bio (yours ?)...

Maria purpurina

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki

Maria purpurina é um neologismo (de Maria, nome genérico de mulher, e purpurina) e é usado para se referir a uma mulher heterossexual que se associa exclusivamente com homens homossexuais ou bissexuais, ou mulheres cujos melhores amigos são gays.[1]

Na língua inglesa seu equivalente é “fag hag” e se originou na cultura gay norte-americana e historicamente era um insulto, mas também pode ser usado como uma piada ou de uma maneira mais positiva. O objetivo de algumas mulheres que estão associadas aos homens homossexuais é ganhar a maior quantidade de amizades que puder.

As marias purpurina são às vezes estereotipadas como mulheres pouco atraentes ou solitárias que estão buscando um substituto para suas relações heterossexuais, ou então garotas populares e sociáveis dispostas a namorar homens homossexuais. Na realidade, muitas mulheres que se identificam como marias purpurina já se envolveram numa relação romântica.

Esta relação, tal como as mais positivas relações, se desenvolve geralmente a partir de interesses e opiniões comuns. Isto oferece às mulheres heterossexuais uma oportunidade para participar numa comunidade gay onde as artes, a moda e a literatura são valorizadas. A comunidade gay também oferece às mulheres heterossexuais um ambiente seguro para encontros ou festa numa liberdade relativa dos não desejados avanços sexuais.

Entrevistas realizadas com homens homossexuais e mulheres que descrevem a si mesmas como marias purpurina mostraram que o maior tema em comum é a segurança. Pode-se desenvolver una rica relação entre uma mulher heterossexual e um homem gay sem essa tensão sexual. O relacionamento com as marias purpurina permite aos participantes uma separação entre intimidade e sexualidade.

Glamour e vedetismo[editar]

O termo “maria purpurina” pode se referir ainda a uma celebridade feminina que é idolatrada e venerada por homens homossexuais, ou por parte da comunidade gay, mas também pode se referir a figuras públicas não necessariamente do meio artístico e que se manifestaram a favor dos direitos dos homossexuais. Judy Garland tem sido caracterizada como uma maria purpurina (é daí a origem da frase "Amigo de Dorothy" fazendo referências a homens homossexuais, como Dorothy foi o personagem que Judy Garland em O Mágico de Oz). Elizabeth Taylor, Madonna, Cher, Ana Matronic da banda Scissor Sisters, Kathy Griffin, Kylie Minogue, entre tantas outras são consideradas marias purpurinas. Vale lembrar que no geral a maior parte das cantoras, bailarinas e atrizes representam para muitos transformistas um exemplo a seguir.

Marias purpurina na cultura pop[editar]

Literatura[editar]

  • Em Histórias de São Francisco de Armistead Maupin, a personagem de Mona é uma legítima “maria purpurina”.
  • Em 2003, a revista gay francesa Têtu inaugurou uma coluna de uma maria purpurina, que satirizava a superficialidade duma mulher com seus amigos gays.
  • No Japão existem dois gêneros de mangás em que os protagonista são homens homossexuais e o público a quem é direcionada constitue majortariamente de mulheres: Yaoi, com uma trama mais forte e o Shōnen'ai, tido como mais leve.

Música[editar]

  • No musical Starmania, a música Un garçon pas comme les autres (Ziggy), fala sobre uma jovem apaixonada por um homem que sente atração por outros homens.
  • Clarika causou curiosidade quando cantou Les garçons dans les vestiaires em 2001.
  • O grupo L-Kan tem uma canção relacionada com a versão casada das marias purpurinas: "Gayhetera".
  • A cantora inglesa Lily Allen escreveu uma música intitulada “Fag hag” (Maria purpurina), em que expõe sua relação com seu amigo gay.
  • A letra da música Malchik Gay da dupla russa t.A.T.u mostra uma mulher apaixonada por um homossexual.

Cinema[editar]

  • Em Suddenly, Last Summer de Joseph Mankiewicz, Catherine, interpretada por Elizabeth Taylor, fascinada por Sebastian, seu primo homossexual, aceita acompanhá-lo nas férias e ajudá-lo a atrair os homens que ele deseja para si mesmo.
  • Em Lover Come Back (1961), Rock Hudson interpreta um homem que supostamente se faz passar por homossexual com o objetivo de abordar a mulher que ama.
  • No filme francês Folle d'elle (1998), Marc (Jean-Marc Barr) se faz passar por um homem homossexual para se aproximar de Lisa (Ophélie Winter).
  • Em Eating Out (2004), Scott Lunsford interpreta um homem jovem: Caleb, que ao seguir o conselho de seu amigo gay decide se passar por homossexual para seduzir uma mulher agressiva e com uma queda por homens homossexuais. O termo anglófono "Fag Hag" é citado no filme.
  • Madonna e Rupert Everett em The Next Best Thing (2000) interpretam uma mulher heterossexual e seu melhor amigo gay, sendo que a mesma acaba tendo um relacionamento sexual com o mesmo e uma suposta gravidez.
  • O personagem de Julia Roberts em Mexicana revelou um tipo de relação de uma maria purpurina com um homem gay, Winston Baldry, interpretado por James Gandolfini.
  • Na comédio romântica O Diário de Bridget Jones, uma das melhores amigas de Bridget (Renée Zellweger) não vive sem o amigo gay, Tom (James Callis), talentoso artista, o qual converte Bridget numa maria purpurina.
  • Em Fama, o personagem de Doris (Maureen Teefy) é denominada como maria purpurina por sair com um personagem gay.
  • Em The Object of My Affection, Jennifer Aniston se apaixona por um homem gay, George (Paul Rudd).

Televisão[editar]

  • O sitcom Will & Grace abordou o tema diversas vezes.
  • O documentário “Ellas Los Prefieren Gays”, produzido pelo canal pago espanhol Odisea, mostrou a história de vários parceiros e o tratamento da mídia.

Países lusófonos[editar]

Brasil[editar]

Algumas emissoras – mais especificamente a Rede Globo – têm colocado em cena a figura das marias purpurina.

  • Na novela Caras & Bocas a personagem Léa, vivida pela atriz Maria Zilda se apaixona pelo gay Cássio, interpretado por Marco Pigossi.
  • Em A Favorita, a personagem Céu (Deborah Secco) mostra interesse por Orlandinho (Iran Malfitano), um rapaz confuso com sua sexualidade.
  • A série Som & Fúria trouxe o ator Leonardo Miggiorin na pele de um gay que se encanta por uma mulher (Débora Falabella), confundindo sua sexualidade.
  • A novela Amor à Vida mostra a personagem Amarilys (Danielle Winits), que aceita ser barriga-de-aluguel para um casal homossexual. Ela acaba desunindo o casal e começa um relacionamento com o homossexual Eron (Marcello Antony), além de roubar o bebê.

Referências

  1. Kamille Viola (3 de janeiro de 2009). «Conheça a 'Maria Purpurina'». O Dia. Consultado em 27 de julho de 2010 [ligação inativa]

Ver também[editar]

  • Fujoshi
  • Maria-rapaz

Ligações externas[editar]

Portal:LGBT


Este artigo "Maria purpurina" é da wikipedia The list of its authors can be seen in its historical and/or the page Edithistory:Maria purpurina.