Militância em Ambientes Virtuais

Da wiki EverybodyWiki Bios & Wiki
Ir para: navegação, pesquisa

MAV (plural "MAVs") é a sigla para Militância em Ambientes Virtuais ou Militantes de Ambientes Virtuais. Criada em 4 de maio de 2011, em uma reunião na sede estadual do PT-SP, o objetivo é "organizar militantes petistas do Estado de São Paulo que já atuam de forma mais ou menos sistemática na internet e nas redes sociais (...) a partir de iniciativas de militantes que atuam nessa área"[1]. Nesta reunião, de forma clara e direta foi oficializada a criação do MAVPTSP, onde foi eleito como Coordenador Adolfo Fernandez e como Secretária do Núcleo Márcia Brasil. Participaram deste processo o Secretário de Comunicação, Aparecido Luiz da Silva, o Cidão, O Secretário de Nucleação, Thiago Nogueira e Julian Rodrigues, coordenador nacional do setorial LGBT do PT.[2]

Pensadores coletivos[editar | editar código-fonte]

Os militantes fabricam correntes volumosas de opinião articuladas em torno dos assuntos do momento. Um centro político define pautas, escolhe alvos e escreve uma coleção de frases básicas. Os militantes as difundem, com variações pequenas, multiplicando suas vozes pela produção em massa de pseudônimos. Um pensador coletivo fala a mesma coisa em todos os lugares, parecendo ser multidões de indivíduos anônimos. Abominam argumentos específicos, seu centro político não tem tempo para refletir sobre textos críticos e formular réplicas. Os militantes difusores não têm a sofisticação intelectual indispensável para refrasear sentenças complexas. Você está diante do Pensador Coletivo quando se depara com fórmulas genéricas exibidas como refutações de argumentos específicos. O uso dos termos “elitista”, “preconceituoso”, “privatizante”, e outros mais, é um forte indício de que seu interlocutor não é um indivíduo, mas sim um MAV.[3]

Eles são uma máquina política regida pela lógica da eficiência, e não pelo debate de ideias. Por isso, nunca se deixam intimidar quando seu discurso é flagrantemente incoerente.

Como são[editar | editar código-fonte]

Um MAV no Twitter, por exemplo, nunca terá sua foto de perfil e nomes reais, e dependendo do tema que está em alta, sempre tentará levar o discurso para o mais progressista possível. Quando não há como militar, apenas posta uma ofensa e um gif, se o alvo for um aliado, a ofensa muda para uma frase genérica elogiando-o.

Já no Facebook, o militante (ás vezes sem nem mesmo saber que está sendo usado como massa de manobra) usa seu nome e foto reais, mas o comportamento é o mesmo.

No YouTube sobram os militantes mais experientes, que quando confrontados provavelmente terão argumentos mais complexos (mesmo que não condizem com a realidade) além de só apenas frases prontas.

  1. «LINHA DIRETA PT». 18 de novembro de 2011. Consultado em 6 de agosto de 2018 
  2. «Quem somos». 14 de junho de 2012. Consultado em 6 de agosto de 2018 
  3. «Demetrio Magnoli: O Pensador Coletivo». Folha de S.Paulo 


Este artigo "Militância em Ambientes Virtuais" é da wikipedia