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O Amor e a Sociedade

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki


Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre literatura brasileira. Para outros significados, veja O Amor e a Sociedade (desambiguação).
O amor e a sociedade
Autor(es) Clodomir Santos de Morais
Idioma português
País Brasil
Gênero poesia
Editora Helius
Lançamento 1950
Páginas 107

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O AMOR E A SOCIEDADE é uma obra de Clodomir Santos de Morais,um poeta misto de revolta e de saudades. Sua vontade é a de viver para ser grande, e acolher em seu seio, os que tombam escravizados pelos conceitos mesquinhos dos homens sem conceito algum “Não há maior ventura do que o amor!" diz ele, num momento de saudade, num momento de calma, num momento de sonho. Assim surge Clodomir Morais, no cenário da literatura brasileira. Não vem alquebrado, nem curvado diante das etiquetas sociais, mas sim de porte altivo, resoluto, como o gladiador que penetra numa arena, certo de sua vitória, publicado em 1950[1] , que lhe rendeu a cadeira de Frei Francisco de Monte Alverne, na extinta Academia de letras de São Paulo.

Obra[editar]

O AMOR E A SOCIEDADE é o símbolo de uma grande promessa, que ora se projeta no cenário das Letras Nacionais. Seu conteúdo é de uma substância admirável. Clodomir Morais, não é apenas o acadêmico que libertou seus pensamentos da poesia metrificada, mas acima de tudo, um poeta. Seus versos revestidos de espontaneidade, nos mostram o seu valor como artista, que faz das inspirações o seu compêndio de realidades. O Amor e a Sociedade têm paginas belíssimas, vibrantes e cheias de ternura. Canta o bardo, a nossa sociedade corrompida e andrajosa, "É o cassino das mulheres frias", as messalinas das poligamias,o caminhoneiro fúnebre dos mortos, sem deixar escapar na crítica a essência da arte. Suas poesias de cunho social, brotaram de sua mente, como brota a fonte no seio da terra. No poema "Tragédia", o poeta nos fala das suas ambições de todo ser humano. Comecei a gostar de uma pequena; Depois enamorei-me de outra. A primeira chamava-se Sociedade; A outra chamava-se Glória... Seu espírito traz a chama do patriotismo mais elevado. Por isso é que encontramos contrastando com as poesias ternas, versos revolucionários, repulsando aqueles que, malogradamente nos governam. O Nordestino é uma página de um realismo impressionante, Sem a tutela do infiel governo, é condenado ao sofrimento eterno, contorce, geme, morre o nordestino! Seu coração indomável de poeta, canta através destas páginas aquilo que a vida proporciona, mas que, somente um poeta de seu talento, pode encerrar num livro como” O amor e a sociedade”, uma doutrina, o amor e a saudade." (Waldemar Gonçalves - Jornalista)[2]


O Nordestino [3]

Pega os pertences, deixa a solidão

da caatinga, lúgubre funérea,

o reino dos espinhos, - a deleterea

mais forte que os dizeres de Catão.

E na cidade onde lhe serve o chão

De leito na sarjeta da artéria,

O emigrante nosso na miséria

Do povo afortunado pede o pão.

Ao estranho que emigra doutras terras

Expatriado vítima das guerras,

Dão-lhe conforto, plácido destino.

Sem a tutela do infiel governo,

É condenado ao sofrimento eterno;

Contorse, geme, morre o nordestino

Transcrito como no livro O Amor e a Sociedade, editora Helius- 1950

Contexto[editar]

Em meio a diversas contendas sociais da década de 40 a 50 quando nosso ilustríssimo Clodomir Santos de Morais escrevia sua primeira obra Amor e a Sociedade teve como base diferente e diversos conflitos sociais da época cujo um deles o Brasil, que estava sob o comando de Eurico Gaspar Dutra[4], foi eleito para sediar a Copa de 50[5] nesta época a Seleção comandada por Flávio Costa se preparava para o desafio no campo, como nos versos, Esse caldeamento, definindo Amiga, constitui a nossa raça; Tipos de vinho numa mesma taça, Homens diversos de outras partes vindo. Isso que vejo no seu rosto lindo, Que vence tudo e nos milhões engraça, Não é a glória do imortal da praça, Nem o semblante de uma Vênus rindo; o país passava por movimentos que era o aumento da tarifa dos bondes que chegava a 150% onde a CMTC (Companhia Municipal de Transporte Coletivo) ficou conhecida como “Custa mais trinta centavos", o povo pichou, depredou e queimou bondes (mas também em poucos dias parou). Assim como resumiu Nelson Rodrigues, o brasileiro se enxergava como "Complexo de vira lata".


Biografia[editar]

Clodomir Santos de Morais, PhD nascido em 30 de setembro de 1928, nasceu em Santa Maria da Vitória, Estado da Bahia, Brasil. Co-fundador da Ligas Camponesas, jornalista e sindicalista. Após o golpe de 1964, ele foi forçado ao exílio, no Chile. Após o fim do regime militar de Morais voltou ao Brasil em 1988, para ajudar na "guerra civil oculta" do desemprego. Depois da escola primária e um curto estágio como alfaiate lá, ele se mudou, para São Paulo, onde, tocou saxofone em uma banda de jazz e clarinete em uma orquestra sinfônica para pagar seus estudos. Foi enquanto trabalhava na Ford que ele se envolveu em sindicalismo e ativismo político. Aos 22 anos, mudou-se para Bahia onde fundou o semanário "Crítica", o único jornal de oposição ao então governador Régis Pacheco. Em 1951 mudou-se para Recife, onde, estudou Direito na Federal de Pernambuco. Realizou reuniões escondidas onde impunha disciplinas rigorosas onde criaram as Ligas Camponesas de Pernambuco. Em 1955 de Morais foi eleito delegado para a Assembleia Federal de Pernambuco, onde ajudou na criação do Banco de Desenvolvimento pernambucano. Durante o golpe de Estado militar em 1964 onde João Goulart foi deposto, Clodomir foi preso e torturado onde conheceu Paulo Freire amigo de cela que falava que Clodomir era um eterno contador de histórias. No Chile, Clodomir especializou -se em antropologia cultural na Universidade do Chile , e na Reforma Agrária,na Capacitação e Pesquisa Instituto de Reforma Agrária (ICIRA), foi nomeado OIT Assessor Regional de Reforma Agrária para a América Central. Em 1968, ele montou um "centro" na Cooperativa Guanchia. Dirigiu também um centro no Panamá todos sobre reforma agrária, depois lecionou na Universidade de Wisconsin, Estados Unidos, de Morais estava em Honduras a partir de 1973, como consultor responsável pelo Programa Campesino de Capacitação para a Reforma Agrária, isto levou à criação de 1.053 novas empresas, algumas das maiores, tais como o óleo de palma em crescimento e plantas de processamento de Hondupalma, Salama e Coapalma ainda hoje em funcionamento. No México, foi convidado a assumir o comando, como consultor da OIT, da OIT / SIDA / PNUD, observa que foi por meio desse programa de capacitação que o terreno estava preparado para iminente entrada de Portugal na Comunidade Europeia. Após a contribuição a Portugal veio transferência de Clodomir a Nicarágua criou um "SIPGER '(Sistema de Criação de Emprego).

A propagação da EP em 1980 foi devido, em parte, a de Morais visitar outros países da América Latina onde deu palestras e conferências e participou de seminários em várias universidades, os participantes "reproduziu o mesmo tipo de experimentos em Panamá, Costa Rica, Venezuela, México, Brasil, Haiti, República Dominicana, Colômbia, Guatemala, Nicarágua, Dominica e Belize. Em 1984 e 1985 de Morais era ativo em Genebra (Suíça), na África e na Alemanha: A OIT lhe pediu para criar uma série de cursos em Genebra para chave sindicais. de Morais tornou-se professor visitante na Universidade Humboldt de Berlim em 1986, e na Universidade de Rostock (RDA), onde obteve o doutorado em Sociologia, em 1987. De volta ao Brasil em 1988, Cristovam Buarque, então vice-reitor da Universidade de Brasília, convidou Clodomir, inaugurar o Instituto de Apoio Técnico aos Países do Terceiro Mundo (IATTERMUND) para enfrentar, o "da guerra civil oculta de desemprego". Recentemente, ele voltou para sua cidade natal no estado da Bahia.


Obras publicadas[editar]

Dicionário da Reforma Agrária da América Latina - 2003

Queda de uma Oligarquia - 1959

O Reencontro Elo Perdido das Reformas Agrárias

Elementos da Teoria da Organização - 1993

Teoria da Organização Autogestionária - 1993

A Marcha dos Camponeses Rumo à Cidade - 2002

Contos Verossímeis (vol, 1 e 2)

História das Ligas Camponesas do Brasil - 1961

O Amor e a Sociedade - 1950

Cenários da Libertação -2009

A Capacitação massiva


Notas e referências[editar]

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5

1 O amor e a sociedade - Clodomir Morais - Primeira Edição 1950

2 Waldemar Gonçalves - Jornalista

3 O Nordestino - O amor e a Sociedade - Clodomir Morais - página 62

4 Eleito Presidente do Brasil em 1945

5 http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2013/06/1299812-copa-de-1950-tambem-teve-ambiente-de-manifestacoes-sociais.shtml


Ligações externas[editar]

Clodomir Santos de Morais Wikipedia inglês
Clodomir Santos Morais wikipedia espanhol
Ex-organizador das Ligas Camponesas, ex-deputado e ex-exilado político, Clodomir Morais foi homenageado por Lula e Dilma [1]


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