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Riff (banda)

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Riff
Riff1983.png
Riff
Informação geral
Origem Buenos Aires
País  Argentina
Género(s) Rock progressivo, Rock argentino
Período em actividade 1980-1983
1985-1986
1990-1992
1995-1998
2000-2005
2018
Integrantes Juan Moro
Vitico
Luciano Napolitano
JAF
Página oficial www.sitioderiff.com.ar

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Riff é uma banda argentina de hard rock e heavy metal fundada em Buenos Aires em 1980 pelo afamado guitarrista Pappo. Considera-lhos um dos principais grupos em fazer rock pesado em idioma espanhol e um dos grupos que mais desafiaram os cânones sociais impostos pela ditadura argentina.

Depois de uma viagem a Inglaterra a fins dos anos 70, Pappo e Michel Peyronel tinham tomado contacto com o punk rock e a NWOBHM. A seu regresso a Argentina, formou-se Riff, adoptando uma estética muito agressiva para a Argentina da época, com roupa de couro negro e tachas baseada na estética das bandas do punk e metal britânicos, e uma música bem mais metálica e veloz que no anterior projecto de Pappo, Pappo's Blues. O último recital de Pappo's Blues foi o primeiro de Riff.

Quanto às letras, além de usar temáticas relacionadas com os autos, as mulheres e a vida na estrada, o letrista e baterista Michel Peyronel incorporava letras baseadas em palcos pós-apocalípticos, a ciência ficção e o cyberpunk, o qual somado à estética da banda lhe dava a Riff um estilo muito similar ao da género de acção pós-apocalíptica Mad Max 2 (1981).

História[editar | editar código-fonte]

Primeira etapa[editar | editar código-fonte]

Conteúdos (1982). Riff introduziu a inícios dos '80 uma estética, ao estilo das bandas britânicas de NWOBHM e punk, muito agressiva para a Argentina ditatorial da época, com camperas de couro negras e tachas.

No final dos anos 70, e depois de seu passo com Aeroblus, Pappo encontrava-se em Europa, mais precisamente no Reino Unido, onde tomou contacto com géneros musicais como o Punk, e muito especialmente com a Nova onda do heavy metal britânico, que estava a renovar o hard rock da época.

Ao voltar à Argentina, em 1980, regressa empapado destas novas tendências, e influído pela estética e o som de bandas como AC/ DC, Saxon ou em menor medida Motörhead, mas como tal estilo não encaixaria do todo bem com sua trajectória solista dos anos 70 em Pappo's Blues, caracterizada pelo blues rock e o hard rock velho, opta por armar um novo grupo, o qual seria Riff. Darío Fernández, o baterista de Pappo's Blues não encaixava do tudo neste novo estilo musical, pelo que em seu lugar ingressa Michel Peyronel, velho conhecido de Pappo, quem também esteve a viver em #o França a fins dos anos 70, onde tocou para o grupo Punk francês " Extraballe". Boff Serafine (conhecido como " Pelusa") se soma como segundo guitarrista, recomendado por "Conejo" Jolivet da banda "Dulces 16", e o cantor Juan Carlos García Haymes assume o papel de voz líder; finalmente Vitico, outro velho conhecido de Pappo desde os tempos de Pappo's Blues e A Pesada do Rock and Roll completaria o alinhamento em qualidade de baixista.

O 14 de novembro de 1980 no reduto "Salga Um", de Buenos Aires, se anuncia a separação de Pappo's Blues e a formação de Riff, com o "último" recital daquela banda e o primeiro desta, que se deu em chamar "Adeus Pappo's Blues, bem-vindo Riff". Foi todo um sucesso, mas para a gente um cantor como Haymes não encaixava; Pappo era a figura carismática da banda e já seja em Pappo's Blues ou num grupo novo, o público preferia sua voz porque estava acostumado a ela, pelo qual Haymes afastar-se-ia da banda ao pouco tempo.

A banda conformou-se quando em Argentina cumpria quatro anos a ditadura autodenominada Processo de Reordenação Nacional. Numa entrevista realizada anos depois Pappo diria que " Riff teve seu momento no Processo, estávamos para lhe atirar a bronca ao governo".[1]

Já com Pappo como cantor se edita em 1981 Rodas de metal, o primeiro LP do grupo, o qual foi acompanhado por alguns dos primeiros videoclips de rock em Argentina, álbum que foi chamado de "quadrado" e primitivo pela crítica especializada daqueles tempos, e o qual tinha um som muito frio para um grupo de heavy metal, já que foi gravado (em 4 dias) num dos estudos de televisão do Canal 7 de Buenos Aires, conhecido como Argentina Televisora Color, ou ATC naquele então, emissora estatal que também editava discos, por intermediário do selo Tonodisc; no entanto Rodas de metal proveria a Riff de alguns temas clássicos, como "Não detenha seu motor", ou o tema homónimo, que abria o lado A de o disco.

O 9 de julho desse ano (1981) apresentam-se em Obras junto a Plus. Em dito recital incluíram-se cadeiras no sector de campo, as quais foram destroçadas em sua maioria. A proposta do grupo teve tanto sucesso que a fins do mesmo ano se publicou o seguinte disco de estudo, Macadam 3... 2... 1... 0, também apresentado em Obras (desta vez sem cadeiras). O grupo brindava shows espectaculares e inovadores, com toda a parafernalia de uma banda internacional, e muito acima do usualmente oferecido por outras bandas locais, num país como Argentina onde, em 1981, o heavy metal era ainda território virgen sem explodir e novidade absoluta.

Já em 1982 a seguinte apresentação no Estádio Fazes, prévia à edição do terceiro álbum Contidos, esteve marcada por incidentes violentos uma vez mais, e no final desse ano participaram do multitudinario "BARock '82", um festival com a presença de outras bandas e solistas de rock nacional, de estilos muito diversos, abarcando desde artistas de Folk rock ou Jazz rock, até expoentes da New wave, o Pop ou inclusive a Canção protesta; evento famoso -entre outras coisas- por um violento encontronazo que o grupo V8 (presente graças à mediação de Pappo) teve com o público de dito festival, em maior medida alheio ao rock pesado.

A princípios de 1983 Danny Peyronel (irmão de Michel, e ex-integrante de Heavy Metal Kids e UFO) une-se fugazmente a Riff como tecladista e ocasional cantor, para uma série de concertos em Obras, com o objectivo de gravar o disco ao vivo Riff em acção: estes shows também foram interrompidos por incidentes. A violência era um problema recorrente nos recitais de hard rock desse então, devido em parte à efervescente situação do país, prévia à volta ao sistema de partidos, e em parte à novidade que representava o heavy metal como proposta musical, onde muitas vezes se confundia rock pesado com violência: Riff recebia a pior parte ao ser o grupo mais notório e famoso da ainda naciente cena.

Para tratar de reverter a situação, ofereceu-se um em massa concerto no estádio de Caminho-de-ferro Oeste a fins de 1983, baixo o eslogan Riff termina no ano sem correntes, mas em lugar de acalmar ao público, pô-lo ainda mais violento, e os incidentes foram tão graves que o grupo não teve mais remédio que se separar momentaneamente.

Pappo encara vários projectos, destacando-se o disco duplo Pappo em concerto (1984), gravado ao vivo junto a Boff, Enrique Avellaneda (ex membro de Vox Dei, e Juan " Locomotora" Espósito (ex baterista de O Relógio. temporariamente faz parte do grupo brasilero Patrulha do Espaço. Por sua vez, Vitico e Michel fazem-se solistas, editando sendos discos em solitário, Boff forma seu grupo " Boxer", e finalmente Danny Peyronel une-se aos espanhóis Banzai; ao separar-se os mesmos forma -junto a seu irmão Michel e Salvador Domínguez- o grupo Glam Metal Tarzen, em Madri, banda que teve certa repercussão internacional.

Reunião de 1985—1986[editar | editar código-fonte]

Depois de uma pausa, Riff voltou em 1985 com nova formação. De esquerda a direita: Moro, Vitico, JAF e Pappo.

O esperado regresso de Riff produz-se a fins de 1985 com o disco Riff VII, Michel e Boff não são parte deste regresso, sendo substituídos respectivamente pelo veterano baterista Oscar Moro (ex membro da mítica banda Os Gatos e do grupo Serú Girán), e por JAF, um jovem músico, praticamente desconhecido nesse então, quem assumiria o duplo papel de segundo guitarrista e voz líder (junto a Pappo). É evidente a mudança de estilo, mais próximo ao Hard rock em Riff VII, lançado em outubro daquele ano por CBS, álbum no qual descollaban a espectacular voz de JAF, a poderosa base rítmica de Vitico-Moro, e uma boa porção de inspirados temas de Pappo, alguns dos quais proviam de sua recente experiência com o grupo brasileiro Patrulha do Espaço. Em dezembro apresentaram o disco no Estádio Fazes Sanitárias junto aos espanhóis Barón Vermelho, e com os locais Bunker de acto abertura, enquanto entre fins de abril e princípios de maio de 1986 ofereceram uma série de concertos durante 5 dias seguidos num local de Buenos Aires chamado Paladium, parte do qual foi registado, e finalmente editado no disco ao vivo Riff 'n Roll (1987).

Esta reunião de Riff não durou muito, acto seguido Vitico e JAF se abocarían a suas carreiras solistas, e Pappo formaria um grupo novo, denominado Pappo e Hoy No Es Hoy, efémero projecto junto a Boff em segunda guitarra, do qual tem ficado como testemunho um disco de estudo: Plano diabólico e alguns videoclips. Ao pouco tempo Pappo decide deixar de lado a promoção do disco para tomar rumo para os Estados Unidos onde se arraiga, e forma o grupo Pappo & The Widowmakers.

Reunião de 1990—1992[editar | editar código-fonte]

Em 1990, com Pappo uma vez mais em Buenos Aires o grupo reúne-se novamente, e enchem Obras com sua formação original: Pappo, Vitico, Michel e Boff. Em 1991 fecham o festival Halley Em Obras.

Em maio do '92 editam seu quinto disco de estudo: Zona de ninguém, com essa mesma formação original, e um som ligeiramente virado ao hard rock californiano. Neste disco destacam-se temas como "Zona de nadie", " Betty Silicona", "Sube mi voiture", "Tu vicio" ou "La frontera inesperada".

Reunião de 1995—1998[editar | editar código-fonte]

Teve um par de breves reuniões em 1995, uma foi em fevereiro desse ano, ao final da apresentação de Pappo's Blues como suporte dos Rolling Stones em River Plate, e a outra como suportes de Motörhead na cidade de La Plata, esta última foi editada no disco Riff ao vivo, em 1996.

Nesse mesmo ano, 1996, os australianos AC/ DC chegam à Argentina apresentando Ballbreaker, no acima mencionado estádio de River Plate e Riff desempenha o papel de telonero, entre um dos temas do set se encontra uma longa versão de "Rodas de metal", incluída em formato vídeo na reedição de Zona de nadie.

O último disco de estudo, Que sea rock, foi editado de maneira independente em 1997, baixo um selo próprio criado para a ocasião: " Riff Records". O álbum contém além do tema homónimo que dá título ao disco "Que sea rock", outros como "Bienvenido a mi lado oscuro", "No obstante lo cual" ou " Lily Malone". Por sua vez, participam da edição argentina do festival Monsters of Rock de 1997, com Halógena, Queensrÿ che, Whitesnake e Megadeth. Por outra parte, em 1997 Pappo mostra uma nova faceta artística, e actua na série de televisão Carola Casini interpretando o papel de um mecânico, "Enrique"; ao final da série apareceria toda a banda de Riff.

Em 1998 Fernando Duro, guitarrista de As Blacanblus, substitui a Boff por quase dois anos, nos quais giraram pelo interior da Argentina apresentando o disco Que sea rock.

Membros[editar | editar código-fonte]

  • Pappo: cantor, guitarrista principal (morreu em 25 de fevereiro de 2005)
  • Vitico: baixista, cantor
  • Boff Serafine: guitarrista rítmico
  • Michel Peyronel: baterista, cantor
  • Danny Peyronel: tecladista
  • JAF: cantor, guitarrista
  • Oscar Moro: baterista
  • Jota Morelli: baterista
  • Juan Carlos García Haymes: cantor (como convidado: 1980, 1997-1998)
  • Nicolás Bereciartúa: guitarrista
  • Julián Ferreyra: guitarrista

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

Álbuns no direto[editar | editar código-fonte]

Álbuns recopilatórios[editar | editar código-fonte]

Videos[editar | editar código-fonte]

  • "Riff: La historia", vol.1 & vol.2 (1992, VHS)
  • "Riff: La historia: 25 años de Rock", vol.1 & vol.2 (2005, DVD)

Referências

  1. Valor, Sergio (2004). «Entrevista a Pappo». El Guitarrista. Consultado em 17 de agosto de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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