Rudinei Borges dos Santos

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Rudinei Borges (Itaituba, 18 de janeiro de 1983) é um poeta e dramaturgo brasileiro.

Biografia e trajetos literários[editar]

O poeta e dramaturgo Rudinei Borges nasceu em Itaituba, oeste do Pará, na Amazônia brasileira, região de intensos conflitos ambientais e agrários. Nascido numa família de camponeses, os Borges de Ananás, no Tocantins, que migraram para as terras da rodovia Transamazônica  (BR 230), nos anos 1980, é alfabetizado somente aos 7 anos, quando a mãe muda com os filhos para um bairro periférico da cidade de Itaituba e, menino, ingressa na Escola Municipal Raimundo Pereira Brasil. Seus primeiros escritos poéticos datam do período em que cursava o Ensino Fundamental e Médio no Colégio Isaac Newton, onde foi aluno bolsista. Incentivado por seus professores escreve os primeiros poemas e textos em prosa poética. O seu trajeto literário toma corpo na cidade de São Paulo (SP) com a publicação de seus primeiros livros de poemas, «Chão de terra batida» (2009) e «Memorial dos meninos» (2014) e intensa atuação como dramaturgo no circuito independente do teatro paulistano. Mestre em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), com licenciatura em Filosofia, o autor também publicou as peças «Dentro é lugar longe» (2013), «Epístola.40: carta (des)armada aos atiradores» (2016), «Revolver» (2018) e «Medea Mina Jeje» (2018).

«Quem se debruçar sobre a obra de Rudinei Borges vai encontrar em seus escritos, alumiações, andorinhas, alumbramentos, estiradas, auroras, pelejas, lamparinas, que vão e voltam em frases curtas, por vezes cortadas a seco, que verbalizam e quase tornam palpáveis acontecimentos da alma».[1] Para o escritor paraense Edilson Pantoja, mestre em Estudos Literários e doutor em Antropologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), «Rudinei Borges é um poeta nômade, insaciável dos caminhos. Insaciável, sobretudo, da liberdade do ver e do visto. Nesta procura, cada poema nasce em endereço diferente, um poeta diferente, embora, cada um, sem distinção, tenha a mesma marca da vivência de deslocamento, distanciamento, perda. Daí as insistentes tentativas de retorno, pela poesia, ao mundo amazônico da infância, às figuras femininas de seu berço, forjas fundamentais de seu ser-no-mundo; daí também sua evocação em lançar mão desse mundo como lugar de «ter de onde se ir», posto sempre às voltas com o tempo, o cais, o partir. Não é por acaso então que o cais, figura da partida, da despedida, da perda, do fim de dada experiência e tentativa de novo começo, seja uma das figuras mais evocadas em seus poemas».

«A dramaturgia de Rudinei Borges procede em sua criação a uma bem-vinda fusão dos registros lírico, épico e dramático, de clara inspiração rosiana», comenta Welington Andrade, crítico de teatro e doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP). «A linguagem das peças de Rudinei está vazada em arranjos poéticos cuja finalidade é retirar o espectador do plano da comunicação fática – sempre seduzida pela falácia da informação imediata – e conduzi-lo pelo terreno da elaboração da linguagem – a pele com a qual os narradores de seus textos se vestem para resistir ao dolorido processo de 'escarificação' de que são alvo. Frases curtas, ritmo sincopado, elipses, símiles e marcas de discreta oralidade salpicadas aqui e ali são os fios condutores do estilo de sua obra a tanger continuamente os domínios do lirismo. Mas o registro épico também irrompe em suas peças, quando o autor se dispõe a narrar não somente andanças de como também pequenos feitos, proezas e ações. Singulares em sua pequenez e, por isso mesmo, memoráveis. Por fim, a narração se converte em ação dramática, e o narrador se transforma em atuador, actante, ator da fábula que seu próprio corpo intermedeia e à qual imprime a marca de uma presença viva».[2]

Aspectos da obra poética[editar]

Os primeiros poemas publicados por Rudinei Borges foram recebidos com entusiasmo por críticos, como o poeta Afonso Romano de Santana. Para Carlos Alberto Rodrigues Pereira, mestre em Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP), «os poemas de Rudinei possuem uma propriedade peculiar: conseguem nos impregnar da mesma nostalgia de seu autor, como se odores, sabores e outras sensações que percorrem a sua poesia se integrassem às lembranças de cada leitor. Epifanias que eclodem de cenas cotidianas revelam um universo repleto de singelas riquezas, para o qual somos transportados, por força do claro estilo do escritor. A propósito deste estilo, o rigor de quem procura a palavra exata e a simplicidade derivada da opção por prescindir de efeitos vazios se encontram em medidas precisas na escrita de Rudinei Borges dos Santos, o que nos faz crer estarmos diante de um poeta destinado a se consolidar entre os melhores».

«Por meio de uma prosa memorialista, algo que transita entre o regional e o universal, a poesia de Rudinei Borges apresenta-nos uma revisitação de seu espaço primeiro, no caso, o interior da Amazônia brasileira». Para Edner Morelli, poeta e mestre em Literatura Brasileira pela PUC/SP, «os poemas e textos de Rudinei guardam uma potencialidade infindável de sugestões poéticas, que vai do tom impressionista-cotidiano à surpreendente reflexão existencial-filosófica. Rudinei cria, ou melhor, re-cria sua própria mitologia, ao recuperar as figuras familiares mais íntimas, os espaços mais longínquos de sua infância-raiz, apontando para um movimento curioso de representação, que abrange o lado interior e exterior do poeta».

Para Edilson Pantoja, a poesia de Rudinei remonta ao barro primitivo para tocar no mistério da gênese. Não da phýsys enquanto mundo objetivo, mas do cosmos subjetivo da poesia. Narrativa em que as principais referências são femininas: a mãe, a vó, a Amazônia, grande ventre do qual aquelas parecem constituir figura».

Para Carlos Eduardo Marcos Bonfá, escritor e doutor em Estudos Literários pela Universidade Estadual Paulista, «a cotidianidade da poesia de Rudinei Borges dos Santos chama atenção. Uma cotidianidade singela, mas mesclada com elementos fantásticos, atingindo, através de algumas imagens e metáforas, os limiares de uma surrealidade distante da visão de mundo mais ortodoxa propagada pelos surrealistas franceses e também distante da violência e do erotismo típico deles. Trata-se de um cotidiano envolvido pelo fantástico com toda sua comoção singela, em que Deus é menino, em que Deus é palpável, comunicável e participa de nossa vida como mais um vivente perambulando por aí».

Rudinei  Borges «tem a mão e o pulso do poema, seja ele texto, silêncio, vazio, chão, sangue, rios, árvores ou barro», comenta o escritor Daniel da Rocha Leite. Segundo o pesquisador Lou Caffani, «Rudinei Borges dos Santos não escreve as reminiscências de sua vida, as faz cantar. Sua poesia não é uma recordação de sua infância e de seu povo, é um devir-canto dessas potências que (re)fazem uma potência viva».

Trajetória no teatro[editar]

É de sua autoria mais de 10 textos teatrais encenados em Angola e no Brasil. Coordenou e participou de vários projetos cênicos e criação de dramaturgia inédita com ênfase em memória, narrativas autobiográficas e história oral. É coautor da antologia de «Dramaturgia Negra» (2018), publicada pela Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), do Governo Federal, que reúne mais de 15 autores negros do teatro brasileiro contemporâneo, lançada na Festa Literária das Periferias (FLUP/2019), realizada no Museu da Arte do Rio (MAR).

Em 2019, dez anos após o falecimento de Boal (1931-2009), a convite do Instituto Augusto Boal, participa da homenagem aos 50 anos da «Feira Paulista de Opinião», na Mostra de Teatro Estudantil do Teatro da Universidade de São Paulo (TUSP), com a leitura encenada da peça «Todo sacrifício feito em seu nome», escrita especialmente para o evento.[3]

Atuando como dramaturgo convidado e artista-pesquisador, integrou projetos de criação cênica em vários coletivos, companhias e grupos brasileiros de teatro, como: Núcleo Macabéa, A Jaca Est, Bando Trapos, Cia. Terralina, Cia. do Caminho Velho, Oka, ...AVOA!, Agrupamento Andar7, Trupe Sinhá Zózima, Coletivo Negro, Cia. do Miolo e Cia. 127 Fundos de Teatro.

Suas peças foram apresentadas no Festival Internacional de Teatro do Cazenga/Angola, Festival Internacional de São José do Rio Preto, Festival de Dança de Londrina, Festival Nacional de Presidente Prudente, Festival Satyrianas, Feverestival de Campinas, Festival de Artes Cênicas de Bragança Paulista, mOno_festival, Mostra Mario Pazini de Teatro do Gueto, Mostra de Teatro de Heliópolis, Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo e residência artística «Volver o Vazio» do Teatro Centro da Terra.

Obras teatrais de sua autoria integram a lista de textos sugeridos em processos seletivos da Escola de Artes Dramáticas, da Escola de Comunicação e Artes (USP), e da Escola Livre de Teatro de Santo André (SP).

Foi finalista do Prêmio Shell de Teatro (SP) com a dramaturgia da peça «Dezuó: breviário das águas» (2016), que versa sobre a resistência de ribeirinhos frente aos megaprojetos de construção de usinas hidrelétricas nos rios da Amazônia. Encenada pelo Núcleo Macabéa, a peça recebeu o Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz, do Ministério de Cultura, e estreou em São Paulo (SP), sendo apresentada em inúmeras comunidades localizadas ao longo do Rio Amazonas, no Pará, e em quilombos do Vale do Rio Ribeira, no interior paulista. Também foi apresentada no Festival de Dança de Londrina e Festival Nacional de Presidente Prudente. Em 2017, o autor participou do Seminário Internacional de Dramaturgia Amazônida, realizado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), onde ministrou conferência sobre o processo de escrita da peça e pesquisa em comunidades ribeirinhas do alto Rio Tapajós (PA). A direção de Patricia Gifford e a dramaturgia musical de Juh Vieira foram finalistas do Prêmio Aplauso Brasil. A cenografia de Telumi Hellen foi finalista do Prêmio Shell de Teatro (SP).

Como fundador, orientador pedagógico, diretor artístico, encenador, dramaturgo e produtor do Núcleo Macabéa, da Cooperativa Paulista de Teatro, realizou residência artística na favela Boqueirão, localizada na zona sul da cidade de São Paulo, de 2011 a 2016, onde realizou espetáculos cênicos em vielas e casas de moradores da comunidade. Coordenou a idealização, concepção e montagem das peças «Chão e Silêncio» (2012), «Agruras: ensaio sobre o desamparo» (2013), «Fé e Peleja» (2014), «Dezuó: breviário das águas» (2016), «Epístola.40: carta (des)armada aos atiradores» (2016) e «Arrimo» (2020). Coordenou os ciclos de debates «Teatro, angústia e liberdade» (2013), «Dramaturgia ao rés do chão» (2016) e «Teatro é lugar de fala» (2020). Ministrou as oficinas «Dramaturgia e história oral» (2016) e «Derivas da memória» (2020). Idealizou, concebeu o argumento e coordenou a realização do documentário audiovisual «Tem mais chão nos meus olhos» (Bruta Flor Produções), que versa sobre memórias e narrativas orais de moradoras da favela Boqueirão e itinerários poéticos do Núcleo Macabéa. Coordenou os projetos «Tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas» (2015) e «Mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros» (2018), contemplados pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, da Secretaria de Cultura da Prefeitura da Cidade de São Paulo. Em 2020, o trabalho artístico do Núcleo Macabéa foi apresentado na série documental «Cena Inquieta», da SescTV.

Buscando lembranças pessoais da luta de sua mãe para criar os filhos, trajeto de uma vida inteira enfrentando os arredores da pobreza e impedimentos tantos, escreve a peça «Arrimo» (2020). Assim, encontra na escrita poética e autobiográfica os caminhos que traçam as linhas de um testemunho teatral que versa sobre a travessia de uma gente na busca pela sobrevivência. Encenada pelo Núcleo Macabéa, a peça dirigida pelo dramaturgo teve temporada de estreia na Oficina Cultural Oswald de Andrade (SP).

Impedido de viajar para a rodovia Transamazônica (BR-230), no interior do Pará, por notícias da violência que lá se estabelecia em 2018 – até com listas de mortes –, o autor relutou em abandonar a ideia de escrever uma peça de teatro sobre a vida da missionária Dorothy Mae Stang (1931–2005), assassinada no município de Anapu (PA), onde protagonizou uma luta incansável em defesa da floresta e de uma reforma agrária justa. Assim, entre percalços, o que se apresenta em «Transamazônica» (2019) são fragmentos desse impedimento, fractais do que poderia ser uma obra cênica, cicatrizes que restam nos corpos de indígenas, migrantes e colonos que até hoje habitam as margens da história e de uma rodovia esquecida no coração da Amazônia. A peça foi dirigida pelo próprio autor, sendo apresentada nos teatros da SP Escola de Teatro, Complexo Cultural Funarte SP, Centro da Terra e CEU Meninos, Heliópolis e Parque Bristol. A dramaturgia musical de Juh Vieira foi finalista do Prêmio Aplauso Brasil.

A partir de narrativas de vida de mulheres lavradoras de Três Outeiros, no município de Macaúbas, no sertão da Bahia, escreveu a peça «Ser Tão Sem Fim» (2018).  A primeira encenação do texto (2020) foi realizada pela Cia. Terralina, com a direção de Donizeti Mazonas e a atuação de Tertulina Alves, em projeto de montagem inédita contemplado pelo Prêmio Zé Renato, da Secretaria de Cultura da Prefeitura da Cidade de São Paulo. O título da peça é uma homenagem ao livro homônimo com fotografias do sertão registradas por Araquém Alcântara.

Em «Todo sacrifício feito em teu nome» (2018), o autor compõe um fluxo de repetições e digressões para narrar a violência sofrida por mulheres durante a Ditatura Militar brasileira. A montagem da peça resultou em um experimento cênico «work in progress» do Agrupamento Andar7, com direção e atuação de Luciana Ramin, mestra em «Artes Cênicas: Processos e Poéticas da cena», pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Foi apresentada no Sesc São Caetano do Sul (SP) e Espaço Cultural Zona Franca (SP).

Na peça «Kaatinga» (2017), o autor adentra pela primeira vez o universo dos sertões. A peça foi escrita motivada por vivências do autor, com o Núcleo de Cinema do Sertão de Virou Mar, dirigido por Marcuse de França, no município de Afonso Bezerra (RN), onde atuou como roteirista. A imagem da caatinga do sertão nordestino é uma referência perspicaz da aridez e dureza da vida naquelas paragens que atinge diretamente a expressão de afetividades que se desviam do normativo e considerado moralmente aceitável. Trata-se de um trajeto ardoroso do amor de um filho, mediante a ausência afetiva do pai – um estudo narrativo no terreno pantanoso das masculinidades. A peça recebeu experimentações cênicas e leituras encenadas (2019) da Cia. do Caminho Velho, de Guarulhos (SP), dirigida por Alex Dias, com apresentações no Sesc Guarulhos (SP) e Teatro Centro da Terra (SP).

Desenvolveu pesquisa sobre a escravização de crianças negras nas minas de Ouro Preto (MG), do século XVIII, que resultou na peça «Medea Mina Jeje» (2018), escrita a partir da obra de Eurípedes 480 a.C. —  406 a.C.) e encenada pela OKA, com produção e atuação de Kenan Bernardes e direção de Juliana Monteiro, professora da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ). A peça foi apresentada em vários teatros do Sesc do estado de São Paulo, como: Ipiranga, São Carlos, São José dos Campos, Campinas, São Caetano do Sul, Piracicaba, Sorocaba e Jundiaí. E Sesc Cadeião, de Londrina (PR). Realizou ampla circulação, com projeto contemplado pelo Prêmio Zé Renato, com apresentações no Centro Cultural da Penha, Teatro Municipal Arthur Azevedo, Centro Cultural Olido, Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes, Teatro Flávio Império e Centro Cultural Tendal da Lapa. A peça também foi apresentada na UFSJ e na Biblioteca Mário de Andrade (SP).

Em 2018, convidado pelo Sesc Ipiranga (SP), participa do projeto «Dramaturgias», realizando encontro com o dramaturgo Newton Moreno.

Em 2017, integra a comitiva do Primeiro Intercâmbio Brasil/África, do Projeto Raízes, na cidade de Benguela, em Angola, onde realiza, com mais de cem atores, o cortejo cênico «Poesia à deriva», na Praia Morena, antigo porto de venda de vidas humanas negras para a escravização no Brasil.

Para a Cia. do Miolo escreveu a peça «Luzeiros» (2016), obra cênica distópica que versa sobre refugiados e mulheres na guerra. Com direção de Iarlei Rangel, foi encenada em largos, ruas e praças da cidade São Paulo, como o Vão do Museu de Artes de São Paulo (MASP), Largo do Paissandu, Praça do Patriarca, Pátio do Colégio e Largo São Bento. A peça foi realizada pelo projeto «Ocupações Teatrais: Esgotamento e Utopia», contemplado na 27ª edição do Programa de Fomento ao Teatro, coordenado pelas atrizes Edi Cardoso e Renata Lemes, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Para o Coletivo Negro criou o texto dramatúrgico «Revolver» (2015), fábula que tem como referência a ancestralidade e as mitologias da África negra. A escrita da dramaturgia foi uma das atividades do projeto «A Concretude Imaterial do que Somos: Símbolos, Mitologias e Identidades», contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro. A peça foi apresentada em casas de cultura e em várias unidades do Centro Educacional Unificado (CEU), da Secretaria de Educação da Prefeitura da Cidade de São Paulo. Foi encenada no Festival Internacional de Teatro do Cazenga, em Angola, na Mostra Mario Pazini de Teatro do Gueto, na Mostra de Teatro de Heliópolis e no Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo.

Concebeu e idealizou, com a Zózima Trupe, o projeto «Plantar no ferro frio do ônibus o ninho», contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro (2012/2013). Organizou a revista impressa «Fagulhas», indicada ao Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro na categoria «publicação teatral». É autor do livro «Teatro no ônibus: pesquisa cênica da Trupe Sinhá Zózima». Nesse projeto, tem a sua estreia na dramaturgia, com a peça «Dentro é lugar longe» (2013), publicada em livro e encenada, a partir do Terminal Parque Dom Pedro II, em um ônibus em movimento pelo centro antigo da cidade de São Paulo, até o bairro da Luz, com direção de Anderson Mauricio. A peça também participou do Festival Internacional de São José do Rio Preto, do Festival Satyrianas e do Festival de Artes Cênicas de Bragança Paulista. A dramaturgia foi finalista do prêmio de teatro do Portal R7.

Em 2010, dirigiu a sua primeira montagem cênica profissional como encenador da peça «Poetas de vidro», apresentada no Centro Cultural Casa de Barro (SP) e Sesc Ipiranga (SP). Em 2004 e 2005, dirigiu a montagem popular da peça «Auto de São João», com vários moradores do bairro Jardim Casablanca, na periferia da zona sul de São Paulo (SP).

Inicia o seu trajeto no teatro atuando em montagens populares em sua cidade natal, Itaituba (PA), no final da década 1990.

Livros[editar]

  • Chão de terra batida (2009)
  • Dentro é lugar longe (2013)
  • Memorial dos meninos (2014)
  • Epístola.40: carta (des)armada aos atiradores (2016)

Obra teatral[editar]

Dramaturgia[editar]

  • Dentro é lugar longe (2013)
  • Agruras: ensaio sobre o desamparo (2013)
  • Revolver (2015)
  • Dezuó: breviário das águas (2016)
  • Luzeiros (2016)
  • Epístola.40: carta (des)armada aos atiradores (2016)
  • Kaatinga (2017)
  • Medea Mina Jeje (2018)[4]
  • Ser tão sem fim (2018)
  • Grão (2018)
  • Todo sacrifício feito em teu nome (2018)
  • Transamazônica (2019)[5]
  • Despenhadeiro (2019)
  • Arrimo (2020)

Direção[editar]

  • Auto de São João (2005)
  • Poetas de vidro (2010)
  • Chão e Silêncio (2012)
  • Agruras: ensaio sobre o desamparo (2013)
  • Fé e Peleja (2014)
  • Transamazônica (2019)
  • Arrimo (2020)

Premiações[editar]

  • Concurso de Novos e antigos poetas, da Secretaria de Cultura da Prefeitura do Município de Itaituba, Pará – 1997.
  • Menção honrosa no Prêmio de Poesia Helena Kolody, da Secretaria Estadual de Cultura do Governo do Paraná – 2009.
  • II Prêmio Canon de Poesia – São Paulo – 2009.
  • Melhor Ator no I Festival de Cenas Extraordinárias do Brasil (Festex) – 2011.
  • Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais (VAI), da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura da Cidade de São Paulo (Com o Núcleo Macabéa) - 2012, 2013 e 2014.
  • Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz, do Ministério de Cultura – 2015.
  • Suplência no Concurso de dramaturgia em pequenos formatos cênicos do Centro Cultural São Paulo [CCSP], da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura da Cidade de São Paulo – 2015.
  • Finalista do Prêmio Shell de Teatro (SP), categoria: autor – 2016.
  • Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura da Cidade de São Paulo (Com o Núcleo Macabéa) – 2015 e 2018.

Referências

  1. Mariana Marinho, Em quatro atos perfis de jovens dramaturgos paulistanos
  2. Welington Andrade, Na escureza da floresta, Cult, 26 de abril 2016
  3. Mostra de Teatro Estudantil - TUSP
  4. amilton de azevedo, Monólogo poderoso, 'Medea Mina Jeje' dá força histórica a Medeia, Folha SP, 10 de fevereiro de 2018
  5. VejaSP, Transamazônica, VejaSP, 22 de março de 2019

Ligações externas[editar]



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