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Sociolinguística educacional

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki

É uma subárea da Linguística, que pesquisa os fenômenos da variação linguística da língua portuguesa nas salas de aula, com maior foco no ensino fundamental, essa subárea se interessa em saber como os fenômenos linguísticos estão sendo trabalhados em sala de aula, como também, cabe ressaltar que alguns pesquisadores buscam trazer contribuições que possam ser utilizadas por professores na melhora do ensino de língua materna.

A sociolinguística educacional é estudada no Brasil por Stella Maris Bortoni-ricardo, a qual vem dizer que "A evolução de duas premissas básicas da linguística estruturalista do século XX criou as condições para a emergência do ramo da linguística que veio a ser denominado sociolinguística, graças ao seu caráter interdisciplinar. As duas premissas são o relativismo cultural e a heterogeneidade inerente e ordenada na língua de qualquer comunidade de fala. O primeiro foi herdado da tradição antropológica, segundo a qual nenhuma cultura ou língua de uma comunidade deveria ser classificada como inferior ou subdesenvolvida, independentemente do nível de tecnologia ocidental que aquela comunidade já tivesse atingido. Com base nesse princípio, os linguistas nos Estados Unidos propuseram a “equivalência funcional e a igualdade essencial de todas as línguas e rejeitaram estereótipos evolutivos equivocados” (HYMES, 1974, p. 70).

Desse modo, Bortoni-ricardo através da sua pesquisa, procura nos mostrar que a sociolinguística voltada para a educação pode contribuir de forma significativa para melhorar a qualidade do ensino da língua materna em cursos de formação de professores alfabetizadores, por trabalhar questões voltadas aos fenômenos da língua em uso.

Além de abordar de que forma as variantes da língua estão sendo abordadas em sala de aula, a sociolinguística educacional se preocupa também em investigar a que classe social pertence esses alunos, pois, pressupõe-se que os falantes de classes mais favorecidas, fazem o uso das variantes de prestígio de forma mais recorrente. Com isso, a sociolinguística educacional tenciona oferecer aos falantes da camada social tida como estigmatizada, as chances de lutar pela sua cidadania, com os mesmos recursos que sempre estiveram a disposição da classe privilegiada.

São questões como o fato de muitos alunos, no início da escolarização, pronunciarem "pranta" e não planta, "trabaiá" e não trabalhar, escreverem "ropa", "chero" e "bandeija" e não Roupa, Cheiro e bandeja, falarem e escreverem "as menina bonita" e "os home falava" ao invés de as meninas bonitas e os homens falavam, que são usados na pesquisa sociolinguística, sempre no intuito de mostrar que estamos diante de diferenças e não de "erros".

O ensino de língua que respeita as variantes linguísticas é assegurado também pelos Parâmetros Curriculares Nacionais quando vem dizer que "O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação as falas dialetais deve ser enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o repeito à diferença. Para isso, e também para poder ensinar Língua Portuguesa, a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma forma "certa" de falar - a que se parece com a escrita - e o de que a escrita é o espelho da fala - e, sendo assim, seria preciso "concertar" a fala do aluno para evitar que ele escreva errado" (BRASIL, 1998, p.21). Ou seja, os PCNs vem reforçar que a língua é múltipla, e para ensinar língua materna, se faz necessário que haja conhecimento e respeito a esses fatores.

Ver também[editar]

Referências[editar]

  1. BAGNO, Marcos. Por uma sociolinguística militante. In.: BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
  2. BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998.
  3. http://www.stellabortoni.com.br/index.php/artigos/707-iootaibuicois-ia-soiiolioguistiia-iiuiaiiooal-paaa-o-paoiisso-iosioo-i-apaioiizagim-ia-lioguagim

Bibliografia[editar]

  • BAGNO, Marcos. Língua materna: letramento, variação e ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2002.
  • BORTONI-RICARDO, Stela Maris. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.
  • CYRANKA, Lúcia Furtado de Mendonça, OLIVEIRA, Luís Carlos de. A redução sociolinguística em sala de aula. Revista eletrônica da faculdade metodista granbery, 2014.

Ligações externas[editar]

http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/3574


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