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TV Baré

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki

TV Baré
Rádio e Televisão Baré Ltda.
Av. André Araújo 1924, Aleixo
Cidade de concessão Manaus, AM
Canais 📺
4 VHF analógico
Rede SBT
Rede(s) anterior(es)
Proprietário Umberto Calderaro Filho
Antigo proprietário Diários Associados
Fundação 2 de junho de 1972 (51 anos)
Extinção 2 de junho de 1986 (37 anos)
Sucessora TV A Crítica
Prefixo ZYA 246
Emissoras irmãs
Cobertura Manaus e arredores

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A TV Baré foi uma emissora de televisão brasileira com sede em Manaus, capital do estado de Amazonas.[1] A emissora era sintonizada no Canal 4 VHF analógico e afiliada ao Sistema Brasileiro de Televisão (SBT).

A emissora de televisão entrou no ar em 1972 sob controle dos Diários Associados e inicialmente funcionou como emissora própria da Rede Tupi até 1974, quando passou também exibir a programação da Rede de Emissoras Independentes (REI), liderada pelas TVs Record de São Paulo e da Rio do Rio de Janeiro. Manteve afiliação com a Tupi até o fim da rede em 1980, quando passou exibir no lugar dela a programação da TV Studios (TVS) até 1981, quando se torna Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e deixa exibir atrações da REI.

História[editar]

1968 a 1972: Concessão[editar]

Em 1968, o Governo Federal lançou concorrência de dois canais televisivos em Manaus, os canais 2 e 4 na VHF,[2] respectivamente canais educativo para o Governo do Amazonas e o comercial. O grupo Condomínio Acionário (atual Diários Associados) participou na concorrência para obter a concessão do canal comercial e ganhou,[2] enquanto o Governo do Amazonas já iniciava os preparativos para inaugurar o canal educativo.

Na época, a TV Manauara estava no ar há dois anos, através transmissão à cabo em duas ruas e duas avenidas em Manaus. Porém, algumas residências na capital já tinha aparelhos televisivos (cerca de 2 mil televisores, em uma população de 95 mil habitantes), que na época recebia sinal do Canal 2 VHF da RCTV (sinal da emissora de Caracas, capital da Venezuela) de maneira muito precária, pois tinha muito chiado e péssima imagem. A experiência da TV Manauara à cabo não teve continuidade, pois era difícil de ser mantida devido a vários problemas técnicos. Os problemas eram os cortes dos cabos por causa das linhas de papagaio revestidas de cerol (mistura feita de cola e vidro moído) empinadas por meninos e os pedidos de moradores nas redondezas para expandir o cabo. A Família Hauache entrou em 1969, nova licitação no governo federal para um canal em TV aberta e ganhou, inaugurando a TV Ajuricaba estava no mesmo ano, através transmissão no Canal 38 UHF (o primeiro canal que não era na banda VHF no Brasil).

Para colocar o Canal 4 VHF no ar, foi formado empresa[qual?] com 30 sócios (entre eles, o empresário Umberto Calderaro Filho, dono do jornal A Crítica), com cada um das cotas, todos ligados aos Diários Associados,[3] entre estes o jornalista Alfredo Sade (falecido em 1971, antes da emissora inaugurar).[4]

1972: Inauguração[editar]

Após os testes de sinais, sons e equipamentos, a TV Baré é inaugurada em 2 de junho de 1972, transmitindo a cerimônia de abertura direto do Palácio Rio Negro, com um discurso do então governador do Amazonas João Andrade onde ao final ele diz: "Autorizo a partir deste momento, o inicio do funcionamento e das atividades da Rádio e Televisão Baré, canal 4 de Manaus", seguido das imagens do índio curumim com a frase "No Ar, a Pioneira em Imagem-Som, Alcance e Côr!", sendo esse slogan utilizado como um anuncio das futuras transmissões em cores. A recém-fundada emissora passa a ser afiliada à TV Tupi (que só se tornava rede em 1972)[1] e se torna a terceira emissora na cidade.[5]

Nos primeiros anos, a transmissão da programação da Tupi era feita por películas de filmes enviadas da cidade de São Paulo, gerando atraso de dois ou três dias até semanas, a exibição da programação (novelas, partidas de futebol e outros eventos) em relação de São Paulo. Diante disso, ampliou a programação local. Outro programa de sucesso, iniciado no mesmo ano da inauguração de 1972 e transmitido aos sábados até hoje (na TV A Crítica) é o Nosso Encontro, comandado por Baby Rizatto, jornalista de renome no Amazonas, que traz as principais notícias da semana, artistas locais e nacionais, gastronomia e dicas culturais, além de prêmios aos telespectadores. É considerado como uns dos programas de TVs mais antigos da televisão brasileira.

1974 a 1980: Dupla afiliação[editar]

Em 1974, quando a TV Ajuricaba passa apenas afiliada à Rede Globo, até então exibia a Rede de Emissoras Independentes (REI) e a Globo, a TV Baré passou também a exibir a programação da REI, ampliando mais horas da emissora. Em 1978, exibiu a Copa 78 realizada na Argentina[6]

Durante o período de afiliação à dupla REI-Tupi na década de 1970, a emissora permaneceu como líder de audiência em Manaus, vindo a perder gradativamente a audiência à medida que a Tupi agravava a sua crise financeira-administrativa em frente às TVs comerciais da TV Ajuricaba (com a Globo) e a TV Amazonas (com a Bandeirantes) que se expandiam pelo interior amazonense, razão na qual o sinal era restrito em Manaus e arredores.

Em 10 de julho de 1980, a visita do Papa João Paulo II em Manaus fez com que todas as emissoras de TVs na cidade (Educativa, Amazonas, Baré e Ajuricaba) a iniciarem seu pool que durou um dia durante no que seria a primeira e única visita do Sumo Pontífice à cidade por dois dias (10 e 11 de julho).[6]

Em 16 de julho, uma semana depois da transmissão da visita do papa, a Tupi teve 7 de suas 10 concessões declaradas peremptas (termo jurídico que significa "não-renovável") pelo Governo Federal. Das emissoras dadas como "não-renovável", a TV Baré não foi cassada, pois estava em situação estável pelo Condomínio Acionário, pois era controlada 30 acionistas. A decisão foi publicada no Diário Oficial no dia seguinte (17 de julho) levou os funcionários da Tupi do Rio iniciaram uma vigília que durou 18 horas, comandada pelo apresentador Jorge Perlingeiro, com o objetivo de impedir que o canal fosse fechado, enquanto várias personalidades (como o cantor Agnaldo Timóteo e o humorista Costinha) deram apoio aos funcionários. Na manhã do dia 18 de julho, engenheiros do Departamento Nacional de Telecomunicações (DENTEL) junto com delegados da Polícia Federal e diversos agentes, foram às sedes das emissoras para lacrarem os transmissores. A última a ser lacrada foi a TV Tupi no Rio de Janeiro às 12h36min.

Com a cassação e o fim das emissoras da Tupi, a TV Baré passa a exibir a programação da TV Studios (TVS) no lugar da Tupi e mantém a afiliação com a REI. Sua afiliação com a REI dura por mais de um ano, quando em 1º de setembro de 1981, a TV Baré passa a ser afiliada ao recém-criada Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) duas semanas depois (19 de agosto).

Em 1985, com a crise que se formou nos Diários Associados desde a morte de Assis Chateaubriand (1968) e agravada com a falência da Rede Tupi (1980), o Condomínio Acionário decide por à venda a todos os ativos do grupo no Amazonas. A Rádio Baré e o Jornal do Commercio foram então vendidos para o jornalista Guilherme Aluízio de Oliveira Silva. A TV Baré por sua vez foi vendida para um dos seus acionistas, o jornalista Umberto Calderaro Filho, dono do jornal A Crítica. Após a venda, a Rádio Baré passou a funcionar junto ao parque gráfico do Jornal do Commercio, no bairro do Japiim, enquanto a TV Baré manteve no mesmo endereço após saída da Rádio Baré.

Após a venda da emissora de TV, os acionistas na emissora passam a vender aos poucos suas cotas da sociedade de ações na participação ao novo proprietário.[3] Em 2 de junho de 1986, após a TV Baré completar 14 anos no ar e se tornar sócio majoritário, Umberto Calderaro Filho anunciou novo nome para a emissora: o nome fantasia da TV Baré muda para TV A Crítica, enquanto a razão social da Rádio e Televisão Baré Ltda. para a Televisão A Crítica Ltda. A mudança de nome da emissora é em homenagem ao jornal do mesmo nome, o que oficializa a extinção da emissora, como também a existência de uma lei brasileira, na qual uma mesma cidade não poderia conter duas emissoras homônimas que não fossem do mesmo dono (já existia em Manaus a Rádio Baré, de propriedade do Guilherme Aluízio de Oliveira Silva), o que levava muitos ouvintes e telespectadores a acreditarem que as emissoras seriam do mesmo dono. A nova emissora mantém afiliação com o SBT por mais de 20 anos, quando em 2007, troca o SBT pela Rede Record.

Referências

  1. 1,0 1,1 Eula Dantas Taveira Cabral (euladtc@infolink.com.br) (2012). «História da Televisão Amazonense» (doc). Universidade Metodista de São Paulo. Consultado em 7 de agosto de 2014. Cópia arquivada em 12 de agosto de 2014 
  2. 2,0 2,1 Fábio Fonseca de Castro (fabio.fonsecadecastro@gmail.com) (2012). «Sistemas de comunicação na Amazônia (Communication systems in Amazon)». Unisinos (da revista Fronteiras). Consultado em 7 de agosto de 2014 
  3. 3,0 3,1 Rodrigo Cunha (22 de setembro de 2008, 7hs37min). «Antena Norte/Nordeste: Em Manaus, a primeira televisão a cabo no Brasil (TV Baré)». Tele História. Consultado em 7 de agosto de 2014. Arquivado do original em 12 de agosto de 2014  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. Sade, Alfredo (15 de julho de 1971). «Homenagem Póstuma ao Jornalista Alfredo Sade» (PDF). Anais do Senado Federal. Consultado em 25 de maio de 2017 
  5. Diversos Autores (Novembro de 2004). «Comunicação: Veredas» (PDF). Unimar. Consultado em 7 de agosto de 2014 
  6. 6,0 6,1 Israel Conte (4 de Junho de 2012). «TV A Crítica celebra 40 anos com surpreendente evolução (Copa do Mundo e Papa)». A Crítica. Consultado em 7 de agosto de 2014 
Precedido por
Emissora Inexistente.
Canal 4 VHF analógico em Manaus
1972 a 1986
Sucedido por
TV A Crítica

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