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TV Caburaí

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki
TV Caburaí
Televisão Caburaí Ltda.
Alameda Canarinho, 150
Cidade de concessão Boa Vista, RR
Canais 📺
8 analógico
Rede Rede Bandeirantes
Rede(s) anterior(es) Record News
Proprietário Benedito Pereira de Sousa
Fundação setembro de 1991
Extinção setembro de 2015
Cobertura Boa Vista

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A TV Caburaí foi uma emissora de televisão brasileira instalada em Boa Vista, capital do Estado de Roraima. A emissora era sintonizada através do canal 8 VHF analógico e era afiliada à Rede Bandeirantes.

Na época da extinção, foi a terceira emissora a entrar no ar e a segunda mais antiga de Roraima e possuía apenas dois programas locais terceirizados no segmento cristão e telejornal.

História[editar]

O Ministério das Comunicações concedeu como Retransmissora de Televisão (RTV), outorgada à Fundação de Promoção Social e Cultural do Estado de Roraima em 14 de março de 1990.[1]

Em julho do mesmo ano, o empresário Rubens de Camargo Penteado, ex-assessor de imprensa do então político e senador Romero Jucá, registrou na junta comercial a criação da TV Caburaí (uma empresa que existia apenas no papel até então).[1]

Em seguida, a futura emissora firmou uma sociedade com a fundação (cuja diretoria era toda formada por amigos e aliados de Jucá) e passou a administrar o canal de TV junto com a fundação.[1]

Em 28 de novembro, Camargo Penteado deixou a sociedade da emissora de televisão e transferiu sua parte ao então senador Jucá, como consta da alteração contratual na junta comercial.[1]

Em setembro de 1991, entrou no ar a TV Caburaí, afiliada à Rede Bandeirantes. A rede voltou ter sinal em Boa Vista nove anos depois que a TV Roraima deixou ser independente (a emissora transmitiu a dupla Bandeirantes e Globo entre 1975 a 1982) para retransmitir exclusivamente a programação da Rede Globo.[2][3]

A emissora entrou no ar oferecendo uma programação local bastante variada, com três horas diárias, incluindo jornalismo, esporte, cultural, entre outros temas. Transmitiu ao vivo a primeira eleição direta para governador em Roraima, incluindo a apuração que demorou duas semanas. Nos anos seguintes experimentou o declínio.[2][3]

Em 1996, foi transferida para a gestão de um grupo de comunicação,[qual?] novamente experimentou uma bom momento, com novos programas em quase duas horas diárias de programação local.[2][3]

Em 2002, voltou às mãos dos primeiros concessionários[qual?] e tem vivido momentos curtos de produção e veiculação de conteúdo local.[2][3]

Em fevereiro de 2008, a emissora rompeu o acordo de retransmissão com a Rede Bandeirantes e passou a retransmitir o canal de notícias Record News,[2][3] mas três meses depois, em 12 de maio, voltou à antiga rede sem nenhum aviso.[4]

Até então, a emissora não tinha programação local produzida e aceitou um programa terceirizado que entrou no ar no dia 20 de julho chamado de TV Crazy (que em português é TV Maluca), causando grandes polêmicas logo nas primeiras semanas pois além de ser transmitido somente nas madrugadas de domingo pra segunda era apresentado por[quem?]. A TV Crazy saiu do ar em novembro[quando?] após exibição da reportagem durante o período festivo de arraial e por uma citação de um jovem[quem?] dizendo quantas pessoas iriam morrer na mesma noite, gravado algum tempo atrás.[quando?] No dia da exibição dessa matéria (por isso por mera coincidência) um jovem foi assassinado.[vago] Após acontecido, o único programa da emissora foi tirado do ar, mas retornou tempo depois.

Em setembro de 2014, TV Caburaí começou a ser deixado aos poucos com o nome de Band Roraima (que apesar do nome, não é uma emissora própria da Bandeirantes), como forma de transição do antigo ao novo nome. Em setembro de 2015, após um ano de transição, a TV Caburaí é extinta e passou a se chamar TV Bandeirantes Roraima.

Controvérsias[editar]

Desde que a TV Caburaí entrou no ar em 1991, a emissora é acusada de ser e agir interesses de políticos Família Jucá, com diversas irregularidades desde então. Além disso se aproveitam mudanças de governos federais e estaduais pra enriquecer ilicitamente, já que Família Jucá em 1980 era família típica de classe média moradora de bairros periféricos em Recife, capital de Pernambuco, hoje uma família milionária em Boa Vista:

  • A Fundação Roraima (razão social da Fundação de Promoção Social e Cultural do Estado de Roraima) é usada somente pano de fundo para justificar o uso político e empresarial do canal de televisão aberta, segundo ou terceiro no ranking da audiência das televisões na Cidade de Boa Vista. Inicialmente a TV foi gerida diretamente pela Fundação que na época era usada até mesmo para emplacar os carros da Família e abastecer a dispensa do casal. Desse período, restam dívidas previdenciárias, processo no Tribunal de Contas da União, Empresas diversas constituídas e abandonadas posteriormente inclusive uma Empresa chamada Televisão Caburaí que ainda hoje confunde os auditores da Receita Federal e os adversários políticos do casal Jucá .
  • Em 14 de julho de 1999, a Revista Veja já denunciava a apropriação da emissora pelo Casal Romero e Teresa Jucá, que estranhamente, funcionava na antiga residência dos Jucás em Boa Vista, local onde o casal habitou até sua mudança para a Fazenda de 1.600 hectares localizada próxima ao Bairro Cidade Satélite, em Boa Vista, Capital do Estado de Roraima, nas margens do Rio Branco e avaliada em cerca de R$ 10 Milhões. Já sobre a fazenda do casal, segundo a Veja, o Governo de Roraima iria comprar 240 hectares da Fazenda por R$ 3 Milhões para construir habitações populares, mas o negócio foi desfeito por que houve denúncia da imprensa.[1]
  • A Fazenda dos Jucás é somente um dos itens patrimoniais do casal, junto com a Casa da Alameda Canarinho 21, onde funciona a TV Caburaí, que simplesmente sumiu da Declaração de Bens do Senador a partir de 2002 e foram incorporados à empresa denominada Societat Participações (CNPJ: 05.273.795/0001-25, razão social de Societat Participações Ltda.) constituída através do artifício pouco transparente e considerado ilegal pela Receita Federal, de doação de bens aos filhos, no caso os filhos de Romero (Rodrigo e Marina) e os de Teresa Jucá (Ana e Luciana). A Societat Participações Ltda. foi constituída em 9 de setembro de 2002 em Brasília e posteriormente foi transferida para Recife, funcionando atualmente no Shopping PAÇO ALFÂNDEGA, cujo Empreendimento o irmão do Senador é um dos donos e onde já foram investidos mais de R$ 50 Milhões.
  • A emissora é gerida por uma Empresa denominada Uyrapurú Comunicações (CNPJ: 03.342.679/0001-95, razão social de Empresa Uyrapurú Comunicações e Publicidade Limitada), criada em 19 de junho de 1999 e através de Contrato de Prestação de Serviços passou a alugar o canal e administrar a Televisão em nome da Fundação Roraima. A empresa é inadimplente perante à Fazenda Nacional, INSS e com processos de execução fiscal tramitando na Justiça Federal, administrada diretamente pelo senador Romero Jucá, através da contadora contratada por serviços prestados Lo-Ruhama Pereira Gaia e conta inclusive com funcionária cedida pelo Governo de Roraima (Agente Penitenciário) que junto com a Contadora gerencia a área administrativa da Empresa sem ter qualquer vínculo formal com a mesma. As referidas senhoras recebem ordens também do Rodrigo Jucá, filho do Senador e Presidente do Sebrae-RR e recusam-se a prestar informações ao ex-proprietário formal da Empresa, até mesmo para tentar levantar a situação real da Uyrapurú junto aos Órgãos Oficiais. A empresa vem administrando a emissora sempre através de prepostos indicados pelo senador Romero Jucá, que na prática sempre foi o Gestor da Televisão, de acordo com depoimentos diversos colhidos entre profissionais do ramo e ex-empregados, além de informações constantes em processos judiciais diversos.
  • O Ministério Público de Roraima tem registrado algumas reclamações com relação do Contrato da Uyrapurú Comunicações, porque jamais houve pagamento à Fundação Roraima pelo uso do canal comercial em função da Empresa não apresentar lucro, condição estipulada no contrato cuja remuneração seria percentagem do lucro auferido com a operação da Emissora. A principal causa dos prejuízos apresentados pela Uyrapurú é o tamanho das folhas de pagamento onerada por jornalistas e funcionários diversos a serviço das campanhas do Casal Jucá. A Empresa não tem contabilidade formal trabalha somente com caixa 2 e até mesmo os valores descontados dos funcionários são desviados para pagamento de despesas várias apresentando um passivo de mais de R$ 500.000,00 de contribuições previdências e Imposto de Rendas Retido na Fonte dos seus Empregados.
  • O inusitado com relação a gestão da TV Caburaí é que além dos diversos personagens que revesaram-se a frente da Empresa Uyrapurú, todos amigos ou parentes do Casal Jucá, inclusive Tia do Senador ex-Professora[quem?] de Escola Primária em Pernambuco e colega de turma de Faculdade do filho Rodrigo, Alexandre Morris, um fato é comum e inacreditável: o não pagamento de impostos principalmente aqueles administrados pela Receita Federal do Brasil.
  • A Uyrapurú é devedora de Impostos e Contribuições administradas pela Receita Federal do Brasil, num montante que atinge mais de R$ 2 Milhões e responde a mais de 20 processos na Justiça Federal e na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, a maioria execuções fiscais e cobranças judiciais de multas da Delegacia do Trabalho e Tribunal Regional Eleitoral, por descumprimento da Legislação Trabalhista e de normas da Justiça Eleitoral, por beneficiar as diversas Candidaturas do Casal Jucá.
  • Em Maio de 2003, logo após a criação da SOCIETAT PARTICIPAÇÕES, o senador Romero Jucá e sua mulher Teresa Jucá, então Prefeita de Boa Vista resolveram assumir definitivamente, de fato e de direito, a propriedade e gestão da TV Caburaí e foi assinada a transferência das cotas de capital da Uyrapurú para a Societat, passando o filho do Senador Romero, Rodrigo Jucá, atual Presidente do SEBRAE-RR a ser o Representante Legal da Uyrapurú Comunicações e seu Sócio Gerente, no entanto a Alteração Contratual só foi registrada na Junta Comercial de Roraima em junho de 2009, junto a Receita Federal e ao Instituto Nacional de Previdência Social .
  • Processos em curso na Junta Comercial de Roraima e no Departamento de Registro de Comércio do Ministério do Desenvolvimento (DNRC), deixará no seu rastro escandaloso um foco político de discussão que deverá resultar na responsabilização do Senador Romero Jucá; da Ex-Prefeita e atual Secretária Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades, Teresa Jucá; do Presidente do Sebrae-RR, Rodrigo Jucá perante os Comitês de Ética aplicáveis, porque os documentos que provam que o Senador sempre foi o gestor da Empresa e portanto mentiu em diversas oportunidades, ferindo o decoro parlamentar ao negar ser o responsável pela TV Caburaí e mais ainda ao tomar conhecimento da sonegação e fraude ocorrida nos últimos 6 anos com relação ao não pagamento de impostos e contribuições devidas ao Poder Público.
  • Com relação ao filho Rodrigo Jucá, além das imputações de fraude, sonegação de impostos e descumprimento da Legislação Trabalhista caberá ainda a responsabilização pelo uso fraudulento de procuração revogada e falsidade ideológica, crimes poucos compatíveis com o cargo de Presidente do Sebrae-RR, como também pela ilegalidade de exercer direção de Empresa Privada cumulativamente com Cargo Público, devendo ser motivo de processo junto ao Conselho de Ética do Governo Federal. A Ex-Prefeita que já responde a Processo por Improbidade Administrativa na Justiça de Roraima, deverá também ser submetida ao Conselho de Ética da Presidência da República por omissão e responsabilidade na fraude e sonegação fiscal da qual tinha conhecimento ao doar seus bens à Societat e pela omissão ao conhecer da transferência de parte da Empresa Uyrapurú para suas filhas.
  • Merece reflexão especial a motivação do Casal Jucá para a criação da Empresa SOCIETAT PARTICIPAÇÔES, jamais justificada a não ser pelo fato de esconder bens da Justiça Eleitoral e impedir o bloqueio dos mesmos nas diversas Ações Judiciais que o Casal responde, por outro lado ao transferir a Empresa Uyrapurú que administra a TV Caburaí para a Societat, constituída a partir de seus bens pessoais, admite de forma transparente e direta que sempre foram os verdadeiros donos da TV, cuja importância política é real e eleitoralmente robusta ao produzir 2 (duas) horas diárias de jornalismo dirigido e subliminar objetivando maximizar a ação política do casal, embora agora separado.
  • Ao deixar de registrar a transferência da Empresa para os filhos do Casal, deixam patente o pouco caso e a irresponsabilidade social para com o Estado que coleta os Impostos para prover a Administração de instrumentos necessários e a visão patrimonialista e feudal que move os dois políticos ao confundirem o público com o privado, além de cruelmente imputarem a terceiros os males de seus atos, pois somente interessam-se pelos seus próprios bônus.
  • Em 10 de outubro de 2007, a Revista Veja voltou denunciar a apropriação da emissora pelo Casal Romero e Teresa Jucá, oito anos depois, mas desta vez é dono de outro veículo de comunicação em Roraima: a Rádio Equatorial FM (também adquirida por meio de laranja ou testa de ferro) e o autor da acusação é um desafeto político, o deputado federal Marcio Junqueira (DEM-RR), dois anos depois de negócio suspeito na qual a TV Imperial e a Rádio Equatorial estão hoje sob o controle formal de Antonio Emílio Saenz Surita, apresentador do programa Pânico na TV. Emílio Surita é cunhado de Jucá (sua irmã, Tereza, é casada com o senador).[5]

Programação[editar]

  • TV Crazy (sábados, sextas e terças)
  • X Tudo (sábados)
  • Caburaí Notícias (segunda a sexta)
  • Programa Fé em Deus (segunda a sexta)

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 Policarpo Jr. (14 de julho de 1999). «O golpe da TV». Veja. Consultado em 7 de fevereiro de 2013 
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 Prof. Msc. Edileuson ALMEIDA (Universidade Federal de Roraima, UFRR) (2008). «Além do Equador: A história da mídia audiovisual em Roraima» (PDF). UFRGS. Consultado em 11 de dezembro de 2012 
  3. 3,0 3,1 3,2 3,3 3,4 Prof. Msc. Edileuson ALMEIDA (Universidade Federal de Roraima, UFRR) (2008). «Além do Equador: A história da mídia audiovisual em Roraima». UFRR. Consultado em 12 de dezembro de 2012 
  4. «Band fora do ar em Roraima?». Portal 2 Jovem. 2008 [ligação inativa]
  5. Marcelo Carneiro (10 de outubro de 2007). «Laranjada em Roraima». Veja. Consultado em 7 de fevereiro de 2013 

Ligações externas[editar]

Precedido por
Emissora Inexistente
Canal 8 VHF analógico de Boa Vista
1990 a 2015
Sucedido por
TV Bandeirantes Roraima

Predefinição:Rede Bandeirantes



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