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TV Record Florianópolis

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki

TV Record Florianópolis
Televisão Cultura S/A
Av. do Antão, 1857, Morro da Cruz
Brasil
Cidade de concessão Florianópolis
Canais 📺
6 VHF analógico
Sede Florianópolis
Slogan Com você é melhor
Fundador 👨‍💼️ Edir Macedo
Pertence a Grupo Record
Proprietário Edir Macedo
Fundação 1 de setembro de 1995 (28 anos)
Extinção 1 de fevereiro de 2008 (16 anos)
Sucessora Record News Florianópolis
Prefixo ZYB 761
Nome(s) anteriore(s) TV Cultura
Cobertura Grande Florianópolis
Serra Catarinense
Planalto Serrano
Sul Catarinense
Agência reguladora DENTEL (1995-97)
ANATEL (1997-2008)
Página oficial 🌐 Record SC

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 Nota: Para a emissora que possui a razão social igual a emissora de mesmo nome, veja TV Cultura Florianópolis.

A TV Record Florianópolis (em Santa Catarina, TV Record Santa Catarina ou Record Santa Catarina ou Record SC) foi uma emissora de televisão brasileira sediada em Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina. A emissora era sintonizada no canal 6 VHF analógico e emissora própria da Rede Record de Televisão. Entrou no ar em 1995 e foi extinta em 2008.

Como acontece em todas as emissoras de TVs brasileiras sintonizadas no canal 6 VHF analógico, a emissora podia ser ouvida em rádio comercial, sendo sintonizada na FM 87.75 MHz.

História[editar]

1970 a 1995: TV Cultura[editar]

Ver artigo principal: TV Cultura

A TV Cultura entrou no ar em 31 de maio de 1970 com equipamentos os emprestados da TV Tupi do Rio de Janeiro por seis meses, após a cerimônia de inauguração pelo dono Darci Lopes (ou Darcy Lopes), instalada no alto do Morro do Antão (também conhecida como Morro da Cruz)[1][2] como afiliada à TV Tupi, única emissora na em uma capital na Região Sul que não era da Emissora Associada, até então a Tupi tinha emissoras próprias, a TV Paraná de Curitiba e a TV Piratini de Porto Alegre.[3][4]

Após sua inauguração, a emissora compra equipamentos importados de alto nível para uso próprio com "um moderno transmissor Philips, com dispositivo para emissão em cores, instalado pela primeira vez no Brasil",[5] fazendo com que a emissora fosse umas das mais equipadas do país na época.[1][2] Os equipamentos emprestados por seis meses pela TV Tupi Rio de Janeiro são devolvidos no fim de novembro.[1][2] Foi na época em que a emissora conta o apoio técnico da TV Tupi de São Paulo e em troca se comprometia a exibir a programação da emissora paulista ao invés de ser uma mera retransmissora de sinal da TV Piratini, pois as dificuldades eram inúmeras.

No entanto, Darci Lopes (ou Darcy Lopes), o fundador da TV Cultura, já realizou experiência de televisão em 1963, quando criou uma rede de cinco repetidoras para repetir o sinal da TV Piratini de Porto Alegre (capital do Rio Grande do Sul) da Emissora Associada (como eram chamadas as emissoras próprias e afiliadas à Rede Tupi) em duas cidades com repetidores (Osório e Torres) enquanto em Santa Catarina com outras três (Araranguá, Tubarão e Imbituba), mas as imagens eram de qualidade inferior e com chuvisco.[6] Durou até dezembro de 1964, quando foi inaugurada a TV Florianópolis no canal 11 VHF analógico, que era transmissão pirata até sair do ar em março de 1965[6] de forma controversa, pois três versões para seu fim: a primeira versão diz que a torre foi derrubada após vendaval ou alguém que retirou parafusos para derrubar a torre que ficou pendurada; a segunda diz que agentes do Conselho Nacional de Telecomunicações (CONTEL) lacraram a emissora após denúncias de ser uma TV pirata (provocando suspeita de interferência do Ministério das Comunicações) e que posteriormente a torre foi derrubada; a terceira foi que a torre foi derrubada após vendaval ou alguém que retirou parafusos para derrubar e quando os agentes do CONTEL iriam lacrar a emissora após denúncias de ser pirata, não puderam fazer nada, pois já se encontrava fora do ar e a torre pendurada do prédio.[6] Após a TV Florianópolis sair do ar, nenhuma emissora de TV voltou à cidade.[6]

Um ano depois da inauguração da TV Coligadas em 1969 e para expandir para litoral, a emissora aumentou potência do Canal 3 em Blumenau e instalou repetidora em Florianópolis (através do Canal 12 VHF analógico), levando posteriormente o sinal da emissora blumenauense para dois terços do Estado (mais ou menos 70%), enquanto a TV Cultura só tinha sinal apenas na capital. Como não havia transmissões correntes em sinais de microondas, os programas da Tupi chegavam por transporte rodoviário, com duas semanas de defasagem em relação à transmissão ao vivo gerada em São Paulo (capital). Nos verões, as fitas (em formato quadruplex, de rolo, inventado por Charles Ginsberg e Ray Dolby) vinham danificadas pelo calor. A conjunção destes motivos levou a TV Cultura à ampliar a sua produção local de programas (na época, a emissora ganhou prestígio entre os florianopolitanos).[5] Na época do lançamento da emissora, a primeira marca da emissora era simples e sem som.

Com a chegada da década de 1970, as transmissões de televisão em Santa Catarina estavam polarizadas entre a TV Cultura de Florianópolis e a TV Coligadas de Blumenau, enquanto no interior também era servida por sinais de televisão vindos de outros estados. Exemplos não faltam: os habitantes do Oeste catarinense sintonizavam os sinais da TV Erexim de Erexim (Rio Grande do Sul), TV Tarobá de Cascavel (Paraná) e da TV Posadas (atual Canal 12 Posadas) da Argentina. Já o Norte do estado, além do sinal da Coligadas, seus habitantes sintonizavam os sinais vindos do Paraná, as emissoras TV Iguaçu (canal 4 VHF), TV Paraná (canal 6 VHF) e da TV Paranaense (canal 12 VHF), todas situadas e sintonizadas em Curitiba.

Em 1972, o dispositivo para emissão em cores permitiu que a TV Cultura, como poucas emissoras no Brasil, participasse da primeira transmissão de TV em cores no país, as imagens da Festa da Uva geradas pela TV Difusora, em Caxias do Sul, chegaram aos moradores de Florianópolis por um esquema especial da TV Cultura: "O Canal 6 instalou televisores em cores, cedidos pelo comércio, em vários pontos da cidade. Florianópolis em peso mergulhou no vídeo".[5] Na época, a emissora lança segunda marca, com a modernizada e mostra uma tela de televisão com o número 6 em destaque, substituindo a simples e sem som desde a época da inauguração.

Em 1976, o Ministério das Comunicações abre a concorrência pela concessão do canal 12 de televisão em Florianópolis, ocupada pela TV Coligadas com sinal médio. As famílias Ramos e os Bornhausen, competiam entre si pela concessão contra o grupo Rede Brasil Sul vindo do Rio Grande do Sul, já que eram donas de emissoras de rádios. No entanto, o grupo Rede Brasil Sul ganhou a concorrência e consegue a concessão em 1977, iniciando os preparativos para sua inauguração. A Rede Brasil Sul, que já tinha a experiência pioneira no Brasil de ter montado uma rede regional de emissoras eficaz no Rio Grande do Sul, implantou o mesmo modelo em Florianópolis a partir da TV Catarinense, amparada por uma cuidadosa pesquisa mercadológica. O simples anúncio da vinda da RBS para Santa Catarina causou alvoroço. As emissoras locais tentaram se armar contra a concorrente. Os profissionais que se instalaram na cidade para preparar o lançamento da TV Catarinense, gaúchos na sua quase totalidade, receberam a pecha de forasteiros. Somente um amplo trabalho de marketing e a superioridade tecnológica da RBS conseguiram modificar essa imagem negativa.

No final da década de 1970 foi bastante conturbada para a primeira concessionária de televisão de Florianópolis. Em 1979, Darci Lopes, fundador da TV Cultura, vende a emissora para Mário Petrelli.[2][7] A compra da emissora traz um fato curioso: a data do aniversário da emissora é o mesmo do comprador da emissora (31 de maio).[2][5] Foi no mesmo ano em que a TV Catarinense foi inaugurada em 1º de maio com a programação da Globo, com imagem e som melhores da antiga repetidora da TV Coligadas, resolvendo o problema na recepção, razão na qual Florianópolis era a única capital brasileira que a Globo perdia de audiência para Tupi.

Em 1980, com a extinção da Rede Tupi, a TV Cultura passa a exibir uma programação independente com programas gerados pela Rede de Emissoras Independentes (REI), liderada pela TV Record São Paulo e pela TV Studios (TVS) Rio de Janeiro, intercalada com a programação local. Em 19 de agosto de 1981, o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) surge no lugar da TVS e a TV Cultura torna-se uma de suas primeiras afiliadas.

Em 1982, Mário Petrelli vende parte da emissora para a Rede de Comunicações Eldorado (RCE) e passa a ter uma programação integrada com a TV Eldorado de Criciúma.[8] Com isso, a programação do SBT é trocada pela Rede Bandeirantes (a primeira rede em transmitir toda sua programação em via satélite sem recorrer o uso das fitas) enquanto o SBT passou para recém-inaugurada TV Barriga Verde no canal 9 VHF analógico. Estava então formada a Rede de Comunicações Eldorado de Televisão (RCE TV), que retransmitia a programação da Rede Bandeirantes em Santa Catarina e que se expandiria com mais duas emissoras em Itajaí (TV Vale do Itajaí, inaugurada em 1986) e Xanxerê (TV Xanxerê, inaugurada em 1992).[7] Com a troca de afiliação, sai do ar na Capital, a repetidora da TV Eldorado que exibia a programação do Canal 9 VHF (em Criciúma) para o Canal 4 VHF (em Florianópolis) com a programação da Bandeirantes como repetidora desde 1978 devido a afiliação da TV Cultura à Bandeirantes. Na época, a emissora lança terceira marca, com a união da TV Cultura e a TV Eldorado, apresentando RCE e as faixas que formam o desenho da estrela, substituindo a anterior que mostrava a tela de televisão com o número 6 em destaque.

Em 30 de março de 1992, a RCE inicia uma parceria com a Rede OM Brasil, deixando a Rede Bandeirantes sem sinal na capital (a rede só volta a ter sinal em 1993, quando a TV Barriga Verde troca Manchete pela Bandeirantes). Em 1993, a Rede OM Brasil muda nome para Central Nacional de Televisão (CNT).[7] Na década de 1990, Manoel Dilor de Freitas começa a investir cada vez mais no ramo da indústria de cerâmica, desinteressando-se pela área da comunicação e em 1995, ele negocia a venda da RCE TV com novos empresários, vendendo as emissoras de Florianópolis, Itajaí e Xanxerê para Edir Macedo (dono do Grupo Record) e a emissora de Criciúma para o Grupo RBS.

1995 a 2008: TV Record Florianópolis[editar]

Em 1º de setembro de 1995, após três anos e meio com a parceria Rede OM Brasil-CNT, a RCE TV é desfeita após a venda das emissoras para o Grupo RBS (Criciúma) e para a Grupo Record (Florianópolis, Itajaí e Xanxerê). A emissora em Criciúma passa a ser a quinta emissora de TV do grupo em Santa Catarina, enquanto o restante virando emissoras própria da então desconhecida Rede Record. A TV Cultura passa a se chamar TV Record Florianópolis, tornando-se uma emissora própria da Record, juntamente com a TV Record Vale e a TV Record Xanxerê.

Em 2000, segundo a revista Tela Viva, a área de cobertura da emissora era restrita a 43 municípios, com uma população total de 1,4 milhão de habitantes, enquanto o restante do estado recebe sinais da TV Record Vale (ex-TV Vale, Itajaí, canal 10) e da TV Record Xanxerê (ex-TV Xanxerê, Xanxerê, canal 3).[9] Sua programação local é centrada no telejornalismo, com dois programas "SC notícias" (versão local para "SP Notícias") e "Informe Santa Catarina", além de um programa de cunho religioso produzido pela Igreja Universal do Reino de Deus local.[9]

2007 a 2008: Extinção da TV Record Florianópolis[editar]

Em novembro de 2007, as emissoras da Rede SC assinam acordo de afiliação com a Rede Record com intenção de serem afiliadas a partir de 2008. Ao mesmo tempo, a TV Record Florianópolis anuncia que se tornará emissora própria da Record News.

No dia 1º de fevereiro de 2008, passou a ser emissora própria da Record News, mudando de nome para Record News Florianópolis.

Com a "fusão" das Record de SC e da Rede SC, a Record News Florianópolis (ou Record News SC) passa atuar nos canais que ficaram vagos em diversas cidades do estado onde a Rede SC e Record retransmitiam simultaneamente.

Cobertura[editar]

Na criação da TV Record Florianópolis, a emissora cobria parte da Região Metropolitana da Capital e interior. No momento da extinção, o sinal da emissora já tinha chegado às sedes municipais no interior nas décadas de 1990 e 2000:

Fontes[editar]

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 Redação ND (29 de maio de 2020). «TV Cultura comemora 50 anos de transmissão em Santa Catarina». ND Mais. Consultado em 28 de fevereiro de 2023 
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 Ney Bueno (AGÊNCIA AL) (16 de junho de 2020). «Alesc homenageia empresário Marcelo Petrelli pelos 50 anos da TV Cultura». ALESC. Consultado em 28 de fevereiro de 2023 
  3. Vida Alves (2008). «TV Tupi: Uma Linda História de Amor» (pdf). Imprensa Oficial. Consultado em 28 de fevereiro de 2023 
  4. Vida Alves (2008). «TV Tupi: Uma Linda História de Amor» (pdf). Imprensa Oficial. Consultado em 6 de março de 2023 
  5. 5,0 5,1 5,2 5,3 Cárlida EMERIM e Beatriz CAVENAGHI (2020). «Os primórdios da televisão em Santa Catarina: mercado e produtos» (pdf). Unicentro. Consultado em 28 de fevereiro de 2023  Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "unicentro" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  6. 6,0 6,1 6,2 6,3 Cárlida Emerim, José Antônio Hüntemann e Maicon Steffen (2014). «Televisão em Florianópolis: relatos de realizadores» (pdf). Alcar Sul (UFSC). Consultado em 3 de março de 2023 
  7. 7,0 7,1 7,2 «A CONTRIBUIÇÃO DAS AFILIADAS NA FORMAÇÃO DAS REDES NACIONAIS DE TELEVISÃO NO BRASIL: O CASO DA RBS/ REDE GLOBO EM SANTA CATARINA» (pdf). UFSC. 2006. Consultado em 4 de março de 2023 
  8. «O MONOPÓLIO DAS REDES» (PDF). Zero 3. Fevereiro de 1983. Consultado em 4 de março de 2023 
  9. 9,0 9,1 Paulo Boccato (2000). «SANTA CATARINA (TV Cultura (Florianópolis, canal 06))» (htm). Tela Viva. Consultado em 4 de março de 2023. Cópia arquivada em 1 de maio de 2001 

Ligações externas[editar]

Precedido por
TV Cultura
Canal 6 VHF analógico em Florianópolis
1995 a 2008
Sucedido por
Record News Florianópolis

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