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Vera Cruz de Minas

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki


Vera Cruz de Minas é um distrito da cidade de Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O distrito está a cerca de 12 km do centro da sede e a 12 km de Ribeirão das Neves. Possui uma população aproximada de 4.000 pessoas, e aglomera hoje uma extensa área, que são: O bairro de Quinta das Palmeiras,Bairro Manoel Brandão, a Fazenda do Moinho, a Fazenda do Quilombo e demais fazendas ao redor, O bairro Quinta de Vera Cruz próximo ao bairro Santinho em Ribeirão das Neves, o Casado, a Tapera, Coqueirinho e Ferreiras. Ou seja, uma extensa área que faz divisa com as cidades de São José da Lapa, Ribeirão das Neves, Esmeraldas e a própria Pedro Leopoldo.

Vera Cruz de Minas também passa por um processo gradativo de evolução. Hoje, já conta com um posto de saúde e família, único em toda a região; possui o cartório em plena atividade; a Fundação José Hilário de Souza; alem do Hotel Fazenda Veredas da Mata.

Possui a Escola Estadual Vera Cruz de Minas, de 1ª a 8ª série e a Escola Municipal Cantinho Feliz, que reúne as crianças do Pré Escolar. As Igrejas do Distrito são típicas do período colonial brasileiro, destacando a de Nossa Senhora do Rosário e a de São Sebastião, essa ultima construída por escravos. Nessas igrejas é que se fazem as festas típicas do Distrito, as quais atraem gente de muitos lugares de toda Minas Gerais. A festa de Nossa Senhora do Rosário, tem a movimentação das guardas congo, o que é uma das mais importantes tradições históricas de Minas. Já na Festa de São Sebastião, a comunidade tem um enorme numero de visitantes, que vem a Vera Cruz para verem a queima de fogos e a missa e procissão, que é muito bonita. Um evento também muito conhecido de Vera Cruz de Minas é o carnaval. Nos quatro dias de Carnaval, o boi da manta anima o Distrito, além do Jogo do Carroção. O jogo do Carroção é uma festividade típica de Vera Cruz, em que moradores da comunidade, de uma lado os atleticanos, e do outro os cruzeirenses, fazem um “duelo” em que os perdedores do jogo tem que passar pela humilhação de conduzirem, puxando uma carroça, os vencedores, que vão em cima da própria carroça.

História de Vera Cruz de Minas[editar]

O povoado é muito mais antigo do que a cidade a que pertence. Enquanto Pedro Leopoldo surgiu na década de 1890, a região de Vera Cruz já era povoada desde a década de 1710, no alvorecer do século XVIII. Em seus quase trezentos anos dae existência,Vera Cruz de Minas teve três nomes diferentes.

Nos primeiros duzentos anos,de 1710 até 1900, era conhecida pelo nome de Pindaíbas. Em dezembro de 1873,a lei Provincial n.2041 elevou a povoação à situação de distrito de Pindaíbas, pertencente ao município de Sabará.Essa mudança de status refletia o fato de que a localidade havia,então,adquirido relativa importância. Em abril de 1900, nova lei alterou o nome da localidade para Vera Cruz,mas ela permaneceu vinculada a Sabará.Em agosto de 1911, a lei Estadual n. 556 criou o município de Contagem e Vera Cruz tornou-se um de seus distritos.

Em 1923,com a emancipação política de Pedro Leopoldo,Vera Cruz deixou de pertencer a Contagem e tornou-se distrito do recém-criado município,situação que perdura ate hoje. Porém,em dezembro de 1943,o decreto da lei n.1.058 alterou o nome do povoado de Vera Cruz para Pindaré. Dezenove anos depois , a lei n.2.764 de dezembro de 1962,alterou novamente o nome do distrito para Vera Cruz de Minas. Por volta de 1711, havia grandes propriedades dedicadas a produção mercantil de alimentos na entorno de Vera Cruz. Um exemplo era a sesmaria de José Rodrigues Betim (entre o rio Paraopeba e a estrada que ia de Ribeirão das Abóboras, situado em território hoje pertencente a esmeralda). Outro era a sesmaria do capitão João Souza Souto Maior (no sítio das Abóboras, em Contagem). Havia ainda a fazenda do mestre de campo Jacinto Bessa da Costa (onde havia a capela de Nossa Senhora das Neves, que deu origem a pequeno povoado) e a fazenda do Sobrado, pertencente a Dona Mariana Joaquina da Costa. Ao lado dessas unidades produtivas escravistas, havia muitas propriedades camponesas. A produção da área era escoada por tropeiros principalmente para o mercado de Sabará.

Em meados do século XVIII, a poucas léguas de distância de Pindaíbas ficavam Venda Nova, Curral D`el Rei (hoje Belo Horizonte), São Gonçalo de Contagem das Abóboras(hoje Contagem),Capela Nova Betim (hoje Betim), Santa Quitéria(hoje Esmeralda)e Arraial do Capão(hoje Vespasiano). Em todas essas povoações ,os negócios de gado geravam as maiores fortunas locais.

Por volta de 1860, as principais fazendas situadas em áreas vizinhas ao povoado de Pindaíbas eram a do Casado, a do Sobrado, a do Quilombo, a do Bananal e a do Açafrão. A Fazenda do Quilombo media mais de 500 alqueires de terras. Seu proprietário, Teodoro Barbosa da Silva, possuía mais de uma centena de escravos, os quais plantavam lavouras de cana e fabricavam aguardente, alem de criarem gado. Outros grandes fazendeiros da região eram os irmãos Antonio Alves Ferreira da Silva e Tiburcio Alves Ferreira da Silva. Suas terras, com mais de vinte léguas quadradas, abrangiam áreas dos atuais municípios de Pará de Minas e Esmeraldas, terminando próximo aos limites da Fazenda do Quilombo. Os dois irmãos possuíam plantações de cana, engenhos que fabricavam açúcar, alambiques para fabricação de cachaça e criavam gado. Sua escravaria era de cinqüenta cativos .

Em 1870, Pindaíbas pertencia a Paróquia de Curral D’el Rei. Sua Igreja do Rosário não possuía padre responsável. Mas a Capela de Nossa Senhora das Neves, situada na Fazenda do Capitão Jose Luis de Andrade, a poucos quilômetros de Pindaíbas, era dirigida, nessa época, pelo padre José Maria de Andrade. Como as demais povoações mineiras, Pindaíbas ficava movimentada nos domingos e dias santos, ocasiões em que os moradores das fazendas e sítios ocorriam para acompanhar novenas, missas, procisoes e festas religiosas, como a Festa do Rosário, tradição de aproximadamente duzentos anos em Vera Cruz.

Até ao final do séc. XIX, o povoado de Pindaíbas conservou certa tradição de autonomia econômica e social, uma vez que ficava relativamente distante de núcleos urbanos mais avantajados (Sabará e Ouro Preto). A localidade tinha seu próprio ritmo de vida, seus hábitos, suas festas, suas canções, seu jeito de falar que não era necessariamente igual aos dos vilarejos e cidades vizinhas . Havia trocas comerciais com outros lugares, mas, do exterior Vera Cruz tomava apenas o indispensável, mantinha suas reservas e não se abria totalmente. Provas disso era o fato de que seus moradores dificilmente viajavam e geralmente casavam entre si.

Essa situação, todavia, iria mudar radicalmente com a construção da nova capital de Minas Gerais (Belo Horizonte) e com o crescimento da cidade de Pedro Leopoldo. Bastante próximas do velho povoado, as duas cidades começaram a absorver a produção agropecuária e atrair muitos de seus trabalhadores jovens, provocando a decadência dos estabelecimentos comerciais na localidade.

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