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Zeca do Rock

Fonte: EverybodyWiki Bios & Wiki


Zeca do Rock

José das Dores, conhecido artisticamente por Zeca do Rock (Lisboa, 28 de Dezembro de 1943- Campinas, 11 de Novembro de 2012) foi um cantor português [1], considerado, ao lado de Os Conchas e Daniel Bacelar, um dos primeiros caloiros do rock made in Portugal.

Biografia[editar]

Adoptou o nome de Zeca do Rock e gravou, em 1961, o primeiro disco, um EP, com os temas "Nazaré Rock", "Dezassete", "Menina" e "O Sansão Foi Enganado". Este último foi o primeiro tema português a ter um "yeah".

Em 1962 participou no filme "Pão, Amor e Totobola" onde cantou "Twist Para Dois".

Em 1970, Sérgio Borges e o Conjunto Académico João Paulo gravaram os temas "Lavrador", adaptação de um inédito de Zeca do Rock ("Aguarela Portuguesa") e "God of Negroes", também de sua autoria.

Mudou a sua residência para o Brasil em 1987, cidade de Campinas, estado de São Paulo, onde exerceu a profissão de tradutor e professor de idiomas.

Discografia[editar]

  • 1961 – Zeca do Rock e o Conjunto de Manuel Viegas – EP Alvorada MEP 60425 (Menina, Sansão foi Enganado, Nazaré Rock, Dezassete)
  • 1963 – Pão Amor e Totobola (trilha sonora) – EP Parlophone LMEP 1.155 (Twist para Dois)

[2]

Compilações
  • 1997 – Biografia do POP/Rock – Duplo CD Movieplay MOV 30.367-A/B (Sansão foi Enganado)
  • 2007 – 50 anos de Música Vol. 04 – Os Reis do Ritmo / Anos 50/60 – CD EMI 00946 3 91413 2 6 (Twist para Dois)
  • 2010 – Óculos de Sol – Sucessos do Verão de 60 e 70 – Duplo CD iPlay/VC IPV 1708 2 (Twist para Dois)
  • 2010 – Caloiros da Canção – Duplo CD iPlay/VC IPV 1710 2 (Twist para Dois)

Auto-Retrato[editar]

Eis como Zeca do Rock se define a si próprio e a razão do nome “do Rock”:

Para mim, rock and roll é uma atitude mental libertária. Não tem nada a ver com exteriorizações físicas, comportamentais ou modismos. No meu ponto de vista, um verdadeiro rocker foge de todas as uniformizações, tribalismos e clãs, assim como de todas as espécies de estereótipos. O rocker não segue as ondas dos modismos como carneirinho. O rocker pensa por si próprio e faz a sua própria moda. Como tal, não usa piercings, tatuagens, cabelos exóticos ou roupas extravagantes, a menos que tal lhe apeteça e o faça por desafio e provocação, precisamente para quebrar tabus.

Por isso eu posso assumir-me como Zeca do Rock, mesmo quando interpreto uma balada, um bolero, um trecho de folclore ou um fado (!), porque o faço com atitude mental de rocker e não imito ninguém; limito-me a ser eu próprio, que nunca aprendi música por pauta, nunca tive uma aula de canto, nem tal me interessaria. Canto como um homem livre, exprimindo os meus sentimentos com as qualidades e defeitos que possuo, sem polimentos, máscaras ou disfarces. Por isso eu sou muito mais “eu” numa tertúlia em redor de uma mesa, com um violão no joelho, uma cerveja bem gelada no copo e um grupo de amigos tão sedentos de viver em absoluta liberdade quanto eu próprio, do que num palco, cheio de spot lights em cima do rosto. E devo dizer: se, nos anos 60 a imprensa me rotulou de “Elvis Presley” português, eu nada tive a ver com isso nem alguma vez perfilhei a idéia. Nunca tentei imitar a voz do grande Elvis (nem poderia fazê-lo, pois não possuo nenhum dos ingredientes essenciais para tal), nunca usei roupas, cortes de cabelo ou outros atributos que imitassem o seu estilo, nem pretendi, antes pelo contrário, colar-me à imagem fosse de quem fosse. Concluindo: como intérprete do repertório internacional, canto as canções de que gosto, independentemente de quem as criou – e canto-as à minha maneira.

Sua trilha como compositor:

Como compositor (outro capítulo à parte na minha expressão musical), considero-me um cronista-cartoonista musical. Na qualidade de rocker libertário, logo, residindo permanentemente na oposição aos establishments, assumo as mais diversas posições conforme as épocas e os extratos político-sociais que me apetece defender ou criticar: principalmente criticar. Desenho o meu cartoon musical com traço grosso, bem hard-core, para que não restem dúvidas sobre o quê e quem eu estou a retratar. Jamais pretendendo ser dono da verdade, pinto a minha interpretação dos factos como um pintor o faria, sem querer impor ao público a minha visão pessoal; simplesmente a apresento como testemunho pessoal. Nas minhas composições a música é uma vestimenta da letra, pois é nesta última que reside a mensagem que pretendo divulgar. Nas composições românticas, sou tão pinga-amor como qualquer outro

Por isso, a quem venha a conhecer a totalidade do meu cancioneiro, nego o direito de me rotular como sendo de esquerda, de direita ou de centro. Não sou! Sou sempre da oposição, mais ou menos moderada, a todos os sistemas existentes e prezo muito a liberdade de criticá-los a todos. Muitas vezes tentaram tolher-me essa liberdade, mas sem sucesso.

Escritor[editar]

José das Dores (Zeca do Rock), que é também um estudioso e pesquisador da Filosofia Esotérica, escreveu diversas obras assinadas com pseudónimos, como canal psicográfico. Entre essas contam-se "As Novas Escrituras", "Os Novos Diálogos Herméticos", "Introdução ao SUM", "A Reencarnação Desvendada", etc.

Assinados com o seu próprio nome, foram publicados os livros:

  • "Poemas Místicos" [3]
  • "Missão Espiritual, A Trajetória de um Buscador"

Referências

  1. Let's Rock. «Dossiê da revista Let's Rock sobre Zeca do Rock». Consultado em 25 de abril de 2012 
  2. «Zeca do Rock Discografia». Discogs. Consultado em 25 de abril de 2012 
  3. CLUC, Lisboa, 1993

Ver também[editar]

  • Rock português
  • Portal da música



Outros artigos do tema Música : Elegeion, Altar of Plagues, Hear My Plea, Jim Matheos, J.S. Bach (álbum), Fall from the Ceiling EP, The Wire Tapes Vol. 1


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